CEGOS E SURDOS


A nossa missão é compreender a nós mesmos como somos neste mundo materializado. Nós viemos do mundo espiritual e muito me estranha dizerem que tem medo do escuro. Medo do desconhecido somente porque os olhos foram tapados.
A grande revolução espiritual está acontecendo sem a terra sequer imaginar os fatos reais desta natureza invisível.
Eu fui viajar, segredos dos espíritos, e neste destino havia um homem com uma energia muito ruim. Ele era um cacheiro viajante. Negociante de almas. Ele fazia qualquer negócio que desse lucro para ele. Para mim era um cigano muito esperto, gostava de se fazer de inocente perante suas futuras vítimas. Ao chegar perto ele foi sugando os meus bônus dizendo que era para uma boa causa. Não. Não era. Era para ele poder se locomover no seu plano. Os espíritos que não tem energia própria não caminham, estacionam, ficam presos a sua dimensão. De onde estão criam ligações com outros lugares, se projetam mentalmente ou espiritualmente em aparelhos destinados a recebe-los.
Muitas vezes aparelhos sensitivos despertam este lado e são afetados em suas intuições criando conflitos internos e externos com a sociedade. A projeção de um encouraçado é como um desafio da ciência extra-etérica. Ninguém percebe a mudança comportamental e o indivíduo vai se afundando no lamaçal de sua ignorância mediúnica.
Foi então que eu cruzei minhas espadas. Bloquei o canal indutivo que de formou e cortei a sintonia. Eu fiquei ruim, a energia estagnada daquele ser era como de fosse de um pedaço de carne podre. Fedia. Coisa horrível de sentir. Os espíritos tem olfato sensível, tem visão aberta e tem audição apurada. Se cada médium desenvolvesse este lado oculto ficaria doido de vez.
Vivam a terra como um mundo que precisa de consciência espiritual. Não se materializem a ponto de esquecerem quem são.
Lá na eternidade não existe senão, não sei, vou ver. Lá as decisões são tomadas na hora, pois é muito concorrida as realizações da vida fora da matéria.
Os médiuns precisam ter mais cuidado com seus corpos, pois eles podem desaparecer e deixar os espíritos sem a impregnação ectoplasmática. Um espírito inconsciente pode se tornar vítima de outros mais conscientes.
Eu me afastei do campo magnético deste homem. Eu diria, de sua aura. Todos tem uma impregnação e conforme o desenvolvimento ela vai aumentando seu grau de energia. Exemplo: a aura de Pai João de Enoque atinge 420 km de raio ou extensão. Quando ele desce em um aparelho tudo se ilumina. Tanto na terra etérica como o céu espiritual.
Nossa aura etérica pode ser observada pelo tom de sua luz. Umas são bem vivas e outras mais apagadas. Geralmente as apagadas são pessoas que só se lamentam, que não lutam pela evolução da vida. A estes nada ou quase nada podemos fazer até que eles se acordem para a verdade. Aos que irradiam luz são os mensageiros que trabalham incessantemente para libertar aos sem luz.
Nossa aura, dependendo de nosso estado emocional, irradia as variações do que estamos sentindo. Vejam que nos atendimentos os mentores falam, levante tua cabeça para o céu, dizendo para melhorar tua sintonia.
O jaguar deixou de olhar para o céu e com sua mente voltada para a terra esquece de sua obra. Esquece de si mesmo e vive ruminando a massa materializada.
O homem viu que eu cruzei as espadas e ao cortar a ligação ele foi se afastando, mas a energia dele era muito pesada. Parecia um buraco negro que suga tudo que chega perto.
Voltei deste lugar sentindo que deixei vazar da minha aura os fluidos que eram meus. Para ele era pouco, mas para mim fez falta. Estes espíritos não podem incorporar nos templos, eles só recebem a energia das consagrações da estrela. Agora, uma estrela pode se tornar um buraco negro se não for respeitada a sua lei.
Exemplo. Um dia no templo tia Neiva estava dando uma aula. Ela parou de falar e foi acompanhando com seus olhos da cruz do caminho até o Cristo. Ela falou alto e forte: o que você quer aqui! Aqui não é teu lugar! Você é um espírito da estrela! Saia fora já!
Naquele instante do radar de comando até a saída do templo os médiuns foram tombando. Foi como pedras de dominó. Quando chegou na porta deu uma explosão como se tivesse batido com força.
Ela explicou que em um trabalho mal realizado e sem sintonia na estrela possibilitou a fuga dele. Ele poderia destruir tudo dentro do templo.
Aos médiuns se levantarem os mentores foram incorporando. Foi feito uma limpeza no templo. Tia olhava com carinho aquele povo da terra e do céu juntos para retirar os resíduos da impregnação do milenar. Tem espíritos milenares que são atendidos nos tronos ao lado de Seta Branca. Tem estes milenares que só passam e não incorporam.
Um dia saindo de madrugada de uma reunião de presidentes da cada de Beto eu andei uns cem metros. Eu ouvi atrás de mim como um vento forte e uma mão forte segurou meu pescoço. Me levantou nas pontas dos pés. Se alguém me visse acharia que estava dançando balé. Foi me arrastando em direção da estrela. Eu queria voltar para a reunião, pedir ajuda, mas aquilo era muito forte. Ao chegar na pirâmide havia uma energia que ficou impregnada de um abata. Ali ele me soltou e eu saí correndo para onde estávamos hospedados. Pulei a cerca de arame e bati na porta. Minha ninfa estava dormindo e ao acordar e abrir a porta levou um choque. Foi como se levasse um coice no peito. Deu uns passos para trás.
Foi a noite toda com um frio de lascar. Tremia igual vara verde.
Conto estas passagens para alertar como era a vida com a clarividente. Tudo era fantástico, era surreal, algo imaginável.
Deixo um pouco deste legado para suprir o conhecimento desta missão.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
16.12.2021

Seja bem-vindo ao vale dos deuses!