PAPELOTES

A missão desta noite foi rever os papelotes deixados no templo.
Quando alguém vem reencarnar ele deixa de ser seguido pela sua família espiritual. Fica um espaço vago na memória astral que sem destino não sabem para onde foi designado aquele elo.
Revendo estes papelotes eu vi a singularidade que é deixar ali no templo o seu registro espiritual. Através destes nomes a espiritualidade tem uma missão de juntar estes elos partidos. No grande livro de ouro os registros vão sendo catalogados com a terra e pôr fim a uma junção de valores por onde são identificados cada espirito em seu local de origem.
Eu peguei um papelzinho que estava na cestinha de Seta Branca e através dele fui transportado aonde vive aquele nome registrado. Era de uma mulher que vive em um sobrado, mas que nunca teve seu contato revelado. Ao chegar no endereço, sim, era o único que tinha endereço escrito, porque outros só colocam os nomes e idade. Aí fica mais difícil de encontrar, demora mais e terá que haver relação entre o céu e a terra. Quando se tem o endereço fica mais fácil de fazer uma avaliação do destino.
Os espíritos buscam as reencarnações como recuperação dos seus compromissos. Ao chegarem diante da supremacia espiritual, de quem comanda esta parte, eles juram que vão cumprir uma missão que após o sono cultural as lembranças e memórias são apagadas. Uns tem elas adormecidas e não apagadas, por isso que chamam de vidência, mas é algo diferente.
Os limites da nossa compreensão se baseiam na cultura e não na inteligência, porque a cultura se mantém dentro, a inteligência se absorve. Cada espirito ao descer vem programado para um despertar, um sinal dentro do sol interior que vai refletindo no coração. São chamados de espectros, ou fantasmas, que mesmo vivos se apresentam como mortos. São espíritos sem energia fluídica.
Ao chegar nesta residência a mulher estava fora do seu mundo físico e sem entender nada do que estava acontecendo se fechou. Retraiu-se por não ter cultura do sol interior. Eu tentei manter uma dialogo que não resultou em nada. Sabe aquele ditado: bicho do mato.
Pai Seta Branca tem esta missão de fazer esta ponte entre os mundos de Deus. Ele tem que pegar todos aqueles nomes e religar com as origens: terra e mundos espirituais. Quando uma pessoa ingressa no amanhecer os reencontros das origens acontecem no templo. Há uma grande festa, são feitos os preparativos na segurança com os cavaleiros de Oxóssi para que nada de errado aconteça. Então aquela família espiritual desce para se confraternizar. Pai, mãe e irmãos, todos ali juntos. A luz brilha pelo vale, as lembranças apagadas são sentidas no coração pela emoção. Assim são os reencontros que Seta Branca e Mãe Iara conduzem.
Quando for deixar o papelote no templo não esqueça de colocar o endereço, os fenômenos ficam mais rápidos de serem manipulados.
A angustia dos encarnados em não poderem se comunicar com suas origens espirituais causam um desconforto que muitos chamam de depressão, etc. Ao chegar no templo com a abertura temporal de suas mentes, há uma diminuição da pressão nos chacras pela inspiração e expiração. Com o fluxo de ar entrando e saindo o gás carbônico passa a ter controle sobre a corrente sanguínea. Com esta movimentação alivia o plexo que transforma as calorias em energia. O ectoplasma em abundancia causa esta depressão e se não houver intervenção poderá trazer sequelas terríveis aos neurônios.
Foi uma longa noite porque são muitos papeis a serem decodificados. Muita coisa a gente começa a compreender quando tem uma relação direta com a causa dentro deste sistema. Graças a Deus que tudo tem explicação, tem remédio e tem ajuda. Basta aceitar seu destino e praticar o que jurou para ter vindo reencarnar. Aqueles que não completam suas vidas na terra é porque não atentaram para seus compromissos. Muitas vezes são retirados precocemente desta encarnação por se desviarem de suas juras transcendentais.
Um exemplo: uma pessoa doente, vai aos médicos da terra, faz tudo e continua doente. Ela vai morrer. Já, quando esta mesma pessoa se ajusta ao caminho de sua espiritualidade a sua vida vai sendo prolongada, porque era isso que ela pediu. O problema de muitos é a materialidade, só pensam em ganhar dinheiro e não prestam caridade a ninguém. Estas pessoas materializadas vão sofrer muito quando partirem desta vida. Não fizeram nada pelos seus espíritos. Não construíram nada e ao deixarem os prazeres da terra serão como encostos da sua família e com isso tudo aquilo vira cinzas.
O trabalho incessante da espiritualidade em alertar. Unir o material com o espiritual é uma forma de sobreviver as tempestades do sol interior. O merecimento material agora ajustado ao espiritual.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
29.06.2020

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