TRÊS JOVENS

Esta história começou assim com a manifestação destes espíritos sobre minha ninfa.
Demorou para se apresentarem. Não tinha como saber o que estava acontecendo, porque a pressão delas sobre minha esposa foi tão grande que fechou as portas para não haver um desagregar de forças desequilibradas. Somente esta madrugada que consegui estabilizar estas presenças.
O que nos atingiu veio de um antigo hospital psiquiátrico que hoje é uma universidade. Ao entrar nesta universidade tudo foi se transformando no velho hospital. As três jovens ainda estão presas neste espaço. Elas me guiaram até uma sala no fundo de um corredor onde havia uma cadeira antiga que parecia ser de dentista. Era uma sala de eletrochoque. Elas morreram ali em decorrência de choques em suas têmporas.
O antigo médico, já desencarnado, está sendo perseguido pelas suas vítimas. Este nunca mais terá descanso, seu carma nem preciso dizer. Eu o vi correndo de um lado para outro e aquele povo pedindo justiça.
As três jovens chegaram aqui na nossa vida por conta da oportunidade de falar, de contar suas dores, suas tristezas. Elas foram retiradas do convívio familiar por não conseguirem manipular a energia dos seus plexos que subiu repentinamente para a cabeça. Então este hospital de maluco, digo maluco mesmo, porque sem conhecimento cientifico das forças magnéticas acelerou a esquizofrenia através de remédios e choques. Antigamente os doentes eram os experimentos para a medicina. Hoje graças a Deus tudo mudou, há uma nova compreensão dos valores das doenças psíquicas.
Ali era um lugar estranho. Eu vivi dois mundos, passado e presente ao mesmo tempo. Passado como se estivesse no antigo hospital e presente hoje como universidade. Uma transferência de valores que não mudam a história. Os espíritos continuam presos a esta condição. Não posso descrever quantos morreram ali e quantos conseguiram sair. Eles não têm mais noção da realidade, eles estão confusos e esquecidos.
As três jovens eram meninas muito bonitas. O tempo ainda não apagou suas fisionomias. Só que agora são como espectro de uma vida sombria. Elas mostraram seus rostos para eu poder descrever suas imagens. Meu Deus. A vida dos espíritos presos as sombras da eternidade.
Como foi uma forte indução nos três dias de projeção eu precisava descobrir para poder retirar da aura de minha ninfa esta presença. Minha esposa trabalhou muitos anos nos hospitais da terra. Primeiro no hospital Juliano Moreira em Belém (psiquiatria), depois no Santa Lucia em Brasília. Foi ali em Brasília que nossos caminhos se cruzaram. Foi amor à primeira vista. Talvez esta presença se deu por ela ter convivido com estes pacientes.
Como é difícil nos primeiros dias descrever os acontecimentos sem poder chegar a uma conclusão. O tempo judia e cria uma barreira e só vai clareando com a manipulação do espiritual. Eu manipulei em silencio para não criar mais constrangimento. É difícil você ver a dor e não poder fazer nada até que se tenha oportunidade de mudar. Assim que a dor foi tratada os espíritos apareceram. Nós não pedimos isso, mas esta é a mediunidade de transferência. A mediunidade dela é especial, foi desenvolvida por Tia Neiva nos vários contatos e nos quatro anos de aula.
Assim se forma a mediunidade especial. Mas tem que saber que em decorrência desta abertura o campo da psique abre e tudo acontece. O medo que eu tenho de abrir outras mediunidades é acontecer o mesmo fato, abrir demais e depois não se fecha. Por isso eu trabalho no silencio mental dando a cada um o seu valor. Eu deixo por conta dos mentores, eles sabem a hora de cada um.
Um médium com um toque de esquizofrenia terá sérios problemas de incorporação. Eu observo, eu não justifico. Se não houver controle das forças os neurônios não vão aguentar e ao explodir vão perder parte do fator emocional. O médium vai ficar sendo portador de alucinações que podem acabar destruindo seu físico.
Foi assim que aconteceu com estas três jovens. Mediunidade não desenvolvida. A exposição dos seus carmas acelerou esta confusão mental. A pressão em cima da cabeça pelas vítimas do passado. O plexo tentou criar uma barreira mental enviando para o cérebro muita energia. Os chacras não estavam preparados e fechou o circuito.
O perigo do médium se distanciar de sua obra de caridade. Nesta linha doutrinária eu vejo muitos que se afastaram de suas missões por conta de querer ter a dita liberdade física e material. Eu não proíbo de ir buscar, mas depois pode ser tarde para voltar e tentar readequar seu caminho. Deveriam se lembrar que eles são espíritos encarnados e não matérias espirituais. Os espíritos precisam muito de manipular seu átomo divino. As consequências cada um saberá na hora da partida.
Aqui estamos nós nesta bendita missão evangelizadora. Não fiquem contando moscas, se embrenhem no mistério das encarnações. Estudem as lições que os mentores trazem e depositam em suas mãos. Verão quanto é maravilhoso esta rica oportunidade que Seta Branca está nos dando. Vivam felizes dentro da sua doutrina.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
24.06.2020

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