UMA FAMÍLIA DE COMERCIANTES

As longas estradas da vida se repetem sem casualidades, mas dentro de uma projeção proposital.
Eu fui viajar e chegando nesta cidade no canal vermelho deparei com esta família próspera e bem sucedida. Era uma enorme estrutura comercial antiga que recebia os viajantes que por ali passavam e também o povo local. Olhando para esta pequena cidade o império da família era imponente, eram caixeiros viajantes que na terra também se dedicaram ao comércio. Aqui nesta cidade de Campo Largo tem muitos deles ligados a este ramo.
Eu nem sei por que fui a esta cidade, não estava nos planos. A gente muitas vezes vai pelas ondas vibracionais que se chocam pelos pensamentos. Como disse o Padre Juca para ditinho: Aonde vai o pensamento vai à alma. Vejam que nossos pensamentos levam a mensagem, por isso na contagem das estrelas é algo sensacional que cura qualquer coração.
O destino das vibrações agora tem um catalizador necessário para reequilibrar a orbe terrestre. São os missionários deste plano terrestre carregados de conhecimento cientifico espiritual para desvendar os enigmas do mundo. Quando eu recebo aqui uma energia ela tem vários aspectos e cada uma varia em conformidade ao grau de necessidade. Uns as vê com ilustrações, outros de alegria, outros de medo, enfim, elas partem dos momentos de transição de cada pessoa.
A pior energia que eu conheço é da crueldade, onde o encarnado vibra na intensidade da morte. São os julgadores da espécie humana. Eles julgam, mas não gostam de serem julgados. Sentenciam a morte quem não gostam. Eu já fui pedido muitas vezes pela morte vibracional pensando ser uma pedra no caminho deste povo. Mas não sou, sou somente um missionário que conseguiu fazer o que eles não fazem: Olhar por cima da cerca.
Se todos pudessem compreender as dificuldades de se projetar para fora do campo terrestre, sair da psique humana e estabilizar sua permanência no mundo invisível, poderiam se conscientizar da verdadeira obra de um encarnado desencarnado. Quem sustenta esta coroa é nada mais quem detém seu destino.
Voltando a família que tem base aqui na terra. Este homem morreu há pouco tempo, ele tinha um comércio aqui pertinho. Depois que faleceu a família vendeu os direitos de exploração. Só que o espirito estava descontente e achando que perdeu seu comércio começou a vibrar em direção a terra. A catalisação mental abriu minha sensitividade e esta onda bateu em minha cabeça. Por isso eu subi para lá. Foi como uma estrada que se abriu entre dois campos magnéticos. Só tem um porém: não da para ver as paisagens, quando você se vê já está dentro de uma bolha espiritual. Coisa incrível são as viagens no astral, somos teleguiados pelas vibrações.
Eu havia parado mais abaixo na rua que dava de frente para este casarão. Era como uma descida. Ele ficava exuberante acima com seus enormes janelões marrom abertos. Muita coisa para oferecer. Na cor bege ou ocre se destacava na paisagem. Muitos espíritos ali negociando, outros se servindo, outros nem sei mais. Eu levei uma convidada da terra para lhe mostrar o quanto é importante esta vida que se liga em dois campos. Nós podemos levar na nossa condição quem nos convier.
Ficamos o tempo suficiente para compreender os velhos caixeiros viajantes. Eles descem de suas bases, nascem na terra, se dedicam ao comércio e voltam para suas origens. São espíritos que só veem com esta finalidade, abrir um entreposto na terra. Só que ao chegarem aqui eles esquecem quem são o que vieram trazer e o que vão levar. Tornam-se inconscientes a ponto de não acreditar na vida eterna. A solidificação mental.
Eu captei esta onda porque ele me conhecia, sabia de minha presença perto do seu comércio. Mas eu não posso interferir na sua família. Eu só posso ouvir seus reclames. A sua família da terra terá que descobrir os motivos que irão se abater sobre suas cabeças e procurar um caminho para terem consciência. Aqui no vale poderiam compreender as suas vidas, mas como são de outra religião deverão se contentar com as vibrações.
Voltamos, Deixei a minha convidada em sua casa e voltei para o meu cantinho do jaguar.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
06.05.2020

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