HIMALAIA

HIMALAIAS
Como eu posso descrever algo incrível jamais descoberto pela humanidade atual.
Eu estava aqui sem nada para fazer quando chegou uma india cor de cobre. Eu até me assustei, ela era diferente, mas de uma beleza incomum. Não deu tempo. Sua lança tocou em minha testa e eu apaguei. Só fui acordar quando já estava em um mundo branco. Era o grande himalaia. Neste lugar entre montanhas tinha uma aldeia e todos eram da mesma cor: a cor de nosso pai Seta Branca. Só que eram mais claros.
Eu parei ao alto para observar quando chegou esta india com seus olhos azuis cor do céu que brilhavam. Seus cabelos um pouco avermelhados dava destaque para seu rosto. Ela me desceu ao centro desta aldeia. Eu olhava e olhava sem acreditar no que via. Um cacique veio ao meu encontro, mais adulto, da mesma cor. Aliás, todos ali eram assim. Eram seres espirituais que vivem sobre a terra. A tribo de Seta Branca, o grande Orixá.
Me convidou para entrar no círculo dos grandes feitores da humanidade. Eu tremia de emoção por ver algo jamais imaginável.
Foi um ritual de aceitação. Os xamãs invocaram as forças do Deus prahá. Em sua linguagem seria o mesmo nosso Deus que ninguém conhece, mas pela fé o aceita no coração.
Eu recebi a força deste mundo para usar na minha missão.
Muita coisa aconteceu nesta viagem e nem tudo vai dar para descrever. A entrada é secreta que eu não vi. Fui adormecido e levado. Quando a lança tocou em minha cabeça uma onda magnética me induziu. Algo tão poderoso assim somente espíritos da esfera superior dominam.
Após o ritual eu fiquei dentro do círculo entre montanhas. Fiquei olhando aquela aldeia, aquele povo, percebi que não haviam crianças. Eram todos adultos. Eles eram espíritos imortais. Não necessitaram reencarnar na terra. Estavam ali em missão.
O cacique não desviava a atenção de mim. Parecia me conhecer, mas de onde. Acho que por ser filho de Seta Branca nesta roupagem de homem branco.
Me senti muito confortável e sem perguntas no momento. Era tudo novidade.
O tempo passou rápido e minha hora da terra me chamava. Ao fechar meus olhos e reabrir, aqui estava no meu leito. Fui para um mundo dinâmico e puro como os lírios do campo. Nascem do lodo e perfumam quem os colhem.
Teremos notícias em breve desta passagem. Um povo celestial entre dois mundos ou dois planos.
Ainda estou com a imagem da bela india que veio me buscar.
Será que vou voltar neste mundo!
O grande silêncio que a humanidade nunca verá.
Eu ouvia falarem em outra língua e entendia tudo, pois o espírito é universal.
A india era uma guerreira e filha do cacique. Uma missionária.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
01.06.2020

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