LUZ – PARTE DOIS

LUZ – PARTE DOIS
Apara, meu filho apara.
Eu ouvi a respostas. Nossa Senhora da Conceição veio soprar os eflúvios luminosos sobre a terra. Veio como uma escrava de Deus, como uma simples preta velha de luz e amor.
Somente agora eu entendi a mensagem. Como somos abençoados e não damos valor ao invisível mundo dinâmico.
Aqui está a mensagem dos aparas.

Nossa Senhora Conceição Apará é a madrinha e protetora dos médiuns Aparás do Amanhecer. Alma humana que não provém de seitas ou de escolas, somente Castro Alves nos recorda, com a figura do majestoso “O Navio Negreiro”, que, entre mil versos, diz
(…) Era um sonho dantesco… O tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho,
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros… Estalar de açoite…
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar…
Um, de raiva, delira, outro enlouquece…
Outro, que de martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!
“Foi então que neste quadro dantesco de dor, apareceu a figura de Nossa Senhora da Conceição Apará; compadecida, chegava sutil e falava, naquela era sofrida, àqueles que, por Deus, ali estavam, sem carinho, sem esperança e sem amor. Apará, Apará! Era como a chamavam. Ela se manifestava entre eles, dando-lhes força, soprando suas feridas. Apará hoje és, na tradição deste exemplo, deste amor. Apará, meu filho, Apará! Não te esqueças de que, outrora, na dor, Nossa Senhora Apará, de poderes infinitos, nunca ensinou a ira, muito menos a vingança ou a riqueza, mas, sim, a humildade, a tolerância e o amor! É tudo, filho querido do meu coração, na tua graça singular. É a história que ficou. Os teus poderes são tudo o que disse, este pouco que pude dizer…” (Tia Neiva, 23-01-1979)

Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
05.04.2020

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