PASSANDO EM REVISTA

PASSANDO EM REVISTA
Chega num ponto em que os espírito já não aguentam mais ficarem parados na terra.
A nossa missão é o trabalho, ombro a ombro, magia, manipulação. Assim todos foram convidados a vir para o templo e em pé, na via sagrada, eu passei revistando suas almas. Um grande talismã na força de um poder se formou. Nós vivemos um governo e este continente Apurê reflete nos mundos espirituais os segredos da sua manifestação. Eu trago em minha bagagem as heranças de povos, mas este é o meu segredo, meu aleda. Minha missão agora é caminhar para fazer um novo caminho e não olhar para trás. O saber da verdade ofusca o brilho do espírito que se acha sublime.
O homem luz deste universo está se formando e não trará as mazelas de outrora.
A fila se formou e a vida continua. Na revista do povo de Seta Branca eu vi em cada face o seu momento, a ausência de estar com os pés neste solo sagrado. A triangulação divina, a ligação do seu eu na eterna melodia soprada pela Aruanda nas densas matas frondosas. É como um hino de louvor ao criador.
Mestres e ninfas enfileirados reagindo na pulsação do coração. De indumentárias recebiam a suave brisa dos encantados.
Destravaram seus caminhos, todos ouviram as trombetas.
Quando a força das energias chegaram com efeito curador o magnético abriu as auras e se projetaram para o sol interior. Reparação, sim, reparação do eu interior. Um espírito sem manipular abre sua guarda e pode adoecer. A magia fortalece as defesas, mas é preciso formar seu mundo e buscar de cima para baixo.
Eu não digo quem sou porque eu vivo esta transição vertical na horizontal.
Não adianta tanto conhecimento se não souber o que fazer com ele. Esta espada apontada ao meu peito é a demonstração viva do meu amor. A grande escola iniciática é uma porta sem retorno. A partir que você bebe desta água da vida eterna tudo mudou no seu destino. Ali está a fonte.
Soprei na testa de cada filho de Seta Branca que mesmo distante veio ajudar.
As trombetas anunciaram a nova era. Formamos nossos corações e nossas espadas brilharam.
Após a revista dos soldados todos foram e enviados aos seus lares. Levaram a esperança.
Boa sorte jaguares. O amanhã sempre será um novo amanhecer.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
31.03.2020

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