HOMENS DE PRETO

HOMENS DE PRETO
Quatro homens vestidos de preto com capas e chapéus na esquina da loja maçonica. Estavam parados olhando para o vale.
Eu senti a vibração e ao abrir a janela eles me viram e tão logo se dissiparam no éter.
Eu não vi seus rostos porque estavam escuros como a noite sem luar. Eram como fumaça presas a algum ponto cabalistico. Ao evaporarem deixaram suas impregnações como um odor desconhecido o cheiro de morte. A morte tem cheiro, tem sentimento, só não tem voz.
Estes quatro seres invisíveis aos olhos físicos não deram notícias, se calaram, mas não desceram.
Eu fico pensando, se minha porta se fechou, como a deles continua aberta.
Eles estavam do lado de cá.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
24.03.2020

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