PIRATAS

PIRATAS
A tripulação amotinada nos desembarcou do navio, eu e o imediato, em uma ilha deserta e nunca mais saímos de lá.
A maior verdade está ilustrada no coração do homem, onde seus tesouros e papiros vão sendo depositados em seu próprio túmulo.
As vezes eu me pergunto o porquê de tantas viagens se mesmo assim os velhos companheiros não mudam seus destinos. Ainda são os mesmos bárbaros em seus mundos. Perdem a maior parte de sua consciência se alegrando com as mesquinharias da terra e quando chega a hora do adeus não tem nada guardado em sua memória astral.
A alegria do hoje é a tristeza do amanhã, sim, pois o espírito sem merecimento é como uma vela apagada que ninguém pode ascender, nem para clarear seu caminho.
Ao sermos desembarcados, barba ruiva sabia que ali seria seu túmulo, morrer esquecido. Quanto ao imediato ele se embrenhou na mata e desapareceu, foi fazer o reconhecimento e nunca mais voltou. A grande solidão de um pirata.
Hoje eu estive vendo como terminou esta história. Ao o navio ter saído desta Ilha eles foram saquear outra embarcação. Só que deram de cara com uma frota inglesa e foram afundados. Não deu tempo de se armarem.
Somente hoje eu tive certeza do destino daquela tripulação, onde seus túmulos foi o mar.
Muitos destes espíritos ainda estão presos como marujos em centros espirituais.
Somente a verdade vos libertará.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
05.03.2020

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