BÊNÇÃO AOS MORTOS

BÊNÇÃO AOS MORTOS
A vida no canal vermelho tem como consequência as nossas atitudes na terra.
Eu estive numa cidade católica, sim, aonde vão os desencarnados do catolicismo. Nesta viagem eu vi uma grande movimentação em uma igreja. Fui lá para ver. Encontrei as portas abertas e uma fila gigante de espíritos entrando. Entrei, fui conhecer, e na frente um padre missionário dava a bênção dos mortos. Se fosse na terra seria a extrema-unção, sim, um alívio aos enfermos. Eu fiquei parado observando aquela movimentação e nos bancos muitos ajoelhados em penitência imploravam a Deus os seus pecados. “Minha culpa, minha máxima culpa”, implantada na liturgia no século XI. Eles saíam pela porta e continuavam os mesmos sofredores.
Os espíritos desencarnados continuam parados nas filas a espera da salvação. Reparei em uma mulher, ela não era desencarnada, ela veio de longe receber esta bênção, estava em transe espiritual. Como ela conseguiu chegar aqui eu não sei, mas fiquei de olho nela. Até o missionário sentiu nela o ectoplasma humano. Ela não era de muita conversa, recebeu e foi sentar nos bancos. O tempo de minha permanência ali dependia do tempo na terra. Já estava quase na hora de voltar. Percebi a mulher se movimentar saindo embora. Fui atrás, logicamente sumiu, desintegrou seu espírito se reintegrando na terra. Perdi seu contato. Ela acordou.
Eu vim embora. Chegando aqui o tempo meio frio esfriou meu físico. Me cobri para recompor o calor e tão logo cheguei para nova luta.
“Bem aventurados os mansos e pacíficos, porque herdarão os céus”.
Inscrição no batente da igrejinha.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
AN-SELMO RÁ
02.03.2020

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