DO EGITO AO BRASIL

DO EGITO AO BRASIL
O tempo da idade.
No mundo espiritual os espíritos não contam a idade, mas o seu tempo de existência. Vamos narrar um pouco de uma história que cada um vai sentir passar.
Desembarcamos de uma grande e longínqua viagem. Fomos os primeiros a pisar neste planeta. Tudo era novidade, tudo era mistério. No egito foi a encarnação mais importante para todos, pois era o começo de tudo. Vamos falar a verdade, porque desconhecem a si mesmos, vamos falar das personalidades individualizadas. A história no mundo espiritual não se apaga.
Tia Neiva veio nesta primeira leva de viajantes do espaço, sim, trazendo em si a sua cultura. Descemos juntos e fomos plantar os nossos desejos. Com a evolução do egito as torres foram levantadas, era um ponto de afirmação. Não havia algo diferente, era um marco na história. Foi erguida para registrar a grandeza de um povo viajante. Teve, após o egito, outras encarnações que se desencontraram, mas muitas delas ficou a marca. Sempre foi assim, um mais velho, outra mais nova, ou vice versa.
Cruzamos e descruzamos o velho papiro. Os Katshimoshy marcou a vida cigana. Natan era jovem e rebelde pela própria vida e ali estava Natacha, uma bela jovem com seus encantos e sua magia. Olhos profundos que rodava sua saia encantando a natureza.
A vida não nos dividiu, mas separou. O tempo perdeu sentido. Quando o lobo se jogou para cima de mim eu carrego este trauma no coração. Dali para frente um vinha primeiro e o outro depois, mas nesta mesma vida. Nesta encarnação atual ela veio antes, sim, nos reencontramos. Agora ela retornou novamente, eu velho e ela jovem. O que mais me chama a atenção que ela trouxe os sinais da vida passada, só que ao contrário. O dilema carmico do pulmão a acompanha nesta nova vida. Da direita para a esquerda. Foi invertido a sua ordem para que pudesse descer. Mas nem todas ela aceitou seus desígnios de missionária.
Hoje ela está escondida pela espiritualidade para que seu espirito acorde do seu sono cultural ou não. Talvez seja para ela o merecido mundo que não viveu, pois fora muito exigida na grande obra.
Somos todos irmãos espirituais. Somente aqui na terra que um depende do outro como pai e mãe. A pior escuridão mental é desacreditar nos sinais do tempo. Filhos que não são filhos, mas cobradores internados em uma fase de libertação.
Neste tempo descortinado ela veio antes e eu voltei em 1957. Cruzamos nossos destinos, ela como mãe espiritual, eu como jovem mestre deste amanhecer. Foi o reencontro dos velhos amigos. Ela partiu deixando grande saudades. Agora voltou, está aí para seguir ou merecer curtir esta vida.
O grande espírito missionário teve toda sabedoria pela responsabilidade que assumiu neste inicio do terceiro milênio.
Agora estou com 62 anos, ela com 12. Estou acompanhando espiritualmente de perto. Sou um centurião preparado por ela para estar de honra e guarda.
Voltamos a nos reencontrar.
Muitos dos meus irmãos não querem acreditar que tudo é possível neste mundo que vivemos. A tolice de subejulgar quem conhece só porque ele desconhece. Engraçado, vivemos uma doutrina da verdade e se prefere andar com os olhos fechados. Por isso nem todos merecem saber. Sabem o necessário.
A vida sem vida é como um morto vivo. Sem a luz do evangelho todos sofrem a cegueira da eternidade. Cegos, surdos e incompreensíveis.
Estou construindo uma pirâmide sextavada. Objetivo marcar uma fase ciclica que reinou no velho Egito, quatro estações, cada face referia um modelo. Agora teremos seis lados indiferentes um ao outro, o sexto sentido do homem. A terra girou no seu pólo magnético e trouxe o lado místico como ponto interessante. A humanidade está se espiritualizando, está saindo pra fora de sua ignorância e aproveitando sua mediunidade como ponto de partida. Novas descobertas, novos enredos.
A visão dos conturbados cega ou tenta cegar aos apaixonados que chegam como mariposas em busca da luz. A luz vai brilhar, sim, vamos dar tempo ao tempo. Eu acredito que tudo está em nossas mãos. O cálice da vida eterna está derramando seu conteúdo sobre o altar e todos morrendo de saudades.
Este pouco que trouxe são das longas viagens do espírito que perdeu e se perdeu. Agora tenta reconquistar seu período passado pela atualidade gritante.
Somos todos irmãos.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
29.02.2020

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