PRISIONEIRO

PRISIONEIRO
A maior prova de amor é o trabalho de prisão, é onde o jaguar caminha por carreiros difíceis para libertar suas vítimas do passado e também se libertar.
Eu estive hoje num quadro difícil, a minha libertação, e olha, nesta passagem eu era inocente, mas as forças contrárias queriam me impor um crime. Como é fácil para os algozes de plantão injuriar uma vítima tornando ela prisioneira do destino
Eu estava triste, estava sendo acusado por algo que não fiz. Os espíritos envolvidos estavam irredutíveis, estavam jogando com uma realidade falsa. Aliás, neste mundo se dá mais valor as mentiras do que a verdade.
Aqui na terra os amigos se tornam inimigos por interesse em destruir um caminho. Quando alguém vê outro alguém sobressaindo na vida logo inventam falsidades como forma de denegrir e atrasar uma evolução. Aqui ninguém é amigo de ninguém.
Eu estava diante de Pilatos que escutava as maluquices dos acusadores e estes não tinham amor e nem perdão. Ele, parado na minha frente olhava para mim, eu olhava em seu olhos, mas dentro do seu coração. Agora eu vi o Cristo na sua agonia. Eu vi o quanto ele foi sacrificado por respeitar seus algozes. Meu Deus! Eu estava em Roma, eu estava vivendo os últimos dias de uma pregação.
Homens rudes, homens destinados a matar. Por mais que dissesse ser inocente, as vozes conclamavam a morte.
Prisioneiro da espiritualidade maior. O prisioneiro vive seu momento mais perigoso. Ou ele se liberta ou será um eterno prisioneiro.
Eu me vi assim, entre a cruz e a espada. Por mais que falasse a verdade a mentira era mais forte. Uma mentira dita por muitas vozes se torna verdade para os algozes.
Eu estava diante de Pilatos, eu, agora, era a vítima. Calei, nada mais falei, somente olhava para meus acusadores. Chorei, sim, não por mim, mas por ele que era inocente. Agora eu vi quanto erramos.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
10.02.2020

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