O SEMEADOR

O SEMEADOR
A multiplicação dos valores.
Estive em uma missão diferente nesta viagem de orientação espiritual material. Era um sítio, pai viúvo e três filhos, dois homem e uma mulher. Eles estavam atrasados materialmente por ainda viverem no mesmo padrão primitivo. O velho pai não aceitava a evolução tecnológica pensando que os filhos estavam bem. Já os filhos não reclamavam em respeito aos mais velhos. Os filhos me chamaram em particular e pediram que eu intervisse na família, pois a idade da carroça estava trazendo descontentamento e uns já queriam ir embora. Eles tinham somente um fusca velho que o pai queria vender, pois achava que estava dando prejuízo.
O mais velho de cócoras cabeça baixa olhava para o chão com um graveto de mato riscava desanimado pensativo a terra. O outro de pé olhava além e a filha no fogão a lenha cuidava da comida.
Bem desanimador esta cena fúnebre. O pai enrolava seu paiero na varanda da casa olhando para fora.
Todo dinheiro que lucravam com a venda da colheita era jogada dentro de uma lata velha. Minha missão era ajustar esta família. Foi muito difícil, mas consegui abrir a viseira carmica deles.
Em uma reunião eu abri os quadros da evolução. Falando justamente o contrário dos pensamentos do pai. Senti os filhos vibrarem entusiasmados, porque eles precisavam mudar o roteiro de suas vidas. Mostrei que a evolução tecnológica veio para ajudar os homens em suas tarefas, desde as mais simples até as mais complicadas. Eu tinha um curto tempo de doutrinação, tinha que implantar o desejo de progresso e o amor incondicional. Eles estavam desistindo do sítio por viverem na mesma vida.
Com palavras ilustrativas mostrei ao velho pai que se quisesse manter seus filhos junto deveria abrir seu mundo atrasado. No primeiro momento senti dureza em suas palavras, mas como doutrinador eu sabia conduzir este diálogo. Por fim acabei derrotando a velha estrada. Ele se deixou contaminar pela bondade. Este homem tinha muito dinheiro enterrado em latas de 18 litros. Começou a procura do tesouro. Todos foram garimpar pelo sítio. Ali começou a revolução daquela família. Os filhos estavam sorrindo, o pai ainda se mantinha sério, não acreditando e nem desacreditando. Queria ver no que iria dar toda conversa. Sei que no final das contas a felicidade voltou a reinar e junto a prosperidade material veio. Não sei como terminou esta viagem, pois minha missão havia acabado. Uma coisa eu sei, houve união, todos se abraçaram junto ao pai. O espírito da mãe sorriu por ver todos felizes. Eu voltei para minha origem.
Assim foi a integração do espírito com a matéria. Só peço que continuem sendo humildes, sem deixar o poder material corromper seus corações, senão vou ter que voltar e pregar a humildade. Vou ter que ouvir o chefe da família me doutrinar.
Felicidades a todos.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
04.02.2020

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