SEMENTE DO MAL

SEMENTE DO MAL
Viajando por sete caminhos diferentes vamos aprendendo as maravilhas do mediunismo, qual somos adaptados ao nosso mundo, nossa herança.
Eu estive hoje em uma casa de caridade. Era um simples barraco onde aquele povo fazia tantas curas benditas em nome de Jesus. Os enfermos chegavam sem esperança e ao receberem o toque das mãos missionárias se enchiam de forças.
Um velho senhor, um indiano, era o responsável pela casa de Deus. Ele não era um doutor diplomado, mas simplesmente um homem bondoso. A sua bondade é que curava. A energia que recebia do céu irradiava aos demais membros.
Nunca cobrou um centésimo de valor, nada, somente se sentia feliz vendo aos que eram curados. Esse era o maior pagamento que ele recebia, ver a felicidade dos que o procuravam.
Esta casa ficou muito famosa até que um dia chegou o imprevisto, um doutor das leis. O indiano viu, mas era o destino provar deste remédio, ele e seu povo.
Eu me encontrei com ele fora das amarras da terra, um espirito simples, mas luminoso.
_ Sabe meu amigo da terra! Eu tinha uma meta que era implantar o conhecimento da liturgia espiritual no ciclo que vivi! Eu tinha um destino traçado entre 30 a 70 anos, depois seria consumado pelo imprevisto!
Assim dialogando eu ouvia atentamente, até porque serve como lição de vida. Este senhor explicou detalhadamente o que seria a semente do mal.
_ Um dia estávamos atendendo uma rumba de pessoas de diferentes origens! Chegou até nós um moço jovem com coragem de seguir, só que ele tinha planos secretos, aplicar a sua lei! Lei está criada para ajudar, só que porém, ela impediu das forças chegarem a terra! Foram tantas leis, lei para isso, lei para aquilo, e assim os atendentes não tinham como ajudar, perdiam muito tempo para se enquadrarem!
Eu ouvia ainda mais atento. Eu estava aprendendo o valor de uma mediunidade nativa. Ele nunca fora iniciado, ele era o iniciado.
_ Aquele moço foi a nossa derrota, tudo deu errado, as pessoas vinham doentes e saiam mais doentes ainda! Não obstante morriam ali mesmo!
_ Meu Deus!
_ Aquela casa se escureceu! Vultos mais negros que as noites escuras vagavam de um lado para outro! O moço da lei vendo tudo isso fugiu e nos deixou seu legado! Fomos engolidos pelas trevas!
_ Salve Deus!
_ Os que ficaram sustentando a casa foram acrisolados na faixa obsessiva e adoeceram mentalmente! Eu morri em seguida, desgosto, eu me amargurei tanto, mas tanto pela vergonha de ter acreditado que seria bom termos uma lei que desse parâmetros a nossa missão! Mas esta lei foi o que nos destruiu! A simplicidade deu vazão a necessidade!
Eu tentava esconder meu sentimento, eu me via nesta figura do curador. Eu fui um curador na minha origem migratória. Eu perdi na mesma situação, quando João de Angola, meu tutor me avisou das amizades inoportunas. Também fui envolvido no desejo de prosperidade.
O velho indiano surgiu aqui para me despertar, para me chamar na razão, olhar ao redor para ver se estamos caminhando no caminho da verdade.
_ Eu agradeço a Deus pelas suas palavras! Elas são como um despertar da consciência! Tomarei mais cuidado comigo mesmo!
Conversamos muito, eu aprendi muito. O indiano agradeceu pela oportunidade desta conversa e fechando sua mente sumiu me deixando esta experiência.
Eu olhei para dentro do nosso circulo espiritual e vejo a mesma situação se desenvolvendo. Dinheiro, dinheiro e dinheiro. A cura está desaparecendo da linha mestra e todos vão começar a adoecer. A infiltração já aconteceu e os velhos magos estão se distanciando da origem.
Eu fico apreensivo com tudo isso, mas que sirva de lição aos desonestos missionários que só vêem a materialidade da espiritualidade.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
15.12.2019

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