LICANTROPIA

LICANTROPIA
Ele foi chegando com tanta ferocidade querendo impor sua loucura que eu não tive solução a não ser cortar sua cabeça.
Nossas espadas são instrumentos de defesa contra espíritos que não regem mais o amor incondicional, eles não respeitam mais nada. São demoníacos ao ponto de só querer o mal e não se importam em morrer, pois já o estão.
São negros, vultos animalescos, sem olhos, sombrios, da medo para quem os vê, são ligeiros. Não se percebe chegar e ao menor descuido se grudam a sua vítima levando a degradação de sua alma.
Quando eu penetrei neste mundo escuro foi para atender um chamado, mas era ele, o licantropo, era uma armadilha. Olhando naquela escuridão nada se via, somente este vulto aparecia, um lobisomem, um sentenciado a viver neste estágio involutivo.
Ele era muito rápido sempre vindo por trás e quando eu me virava ele sumia. Foram horas me defendendo e contra atacando até que num momento eu desferi um golpe certeiro cortando sua cabeça. Estes espíritos não tem mais condições de serem doutrinados, são espectros de uma vida desregrada. Neste caso foi usado a razão condicional, ou eu ou ele. Eu me defendendo de uma obsessão não pude simplesmente aplicar o amor onde nada existe. Ali é lei pura da razão.
Isso geralmente acontece quando um encarnado na terra se desvia do verdadeiro caminho de Deus e passa a se sentir injustiçado culpando o criador pelos seus erros. Um homem ou mulher que vira suas costas para sua própria evolução.
Observem suas sombras e verão o que eu digo aqui.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
10.12.2019

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