FAMÍLIA ALIBOSEK

FAMÍLIA ALIBOSEK
Andamos e andamos, eu e minha ninfa, em busca deste elo perdido nos mundos espirituais. Como foi difícil encontrar nesta dimensão, pois a região em que estão hospedados é cheia de desvios.
Fomos pela intuição. Chegando em rios sem ponte, valas de erosão, cercas de arame farpado, onde tínhamos que passar sem falta. Até que chegamos numa morada simples, uma casa que aqui, na terra, seria de madeira. Eu não precisava de autorização para entrar, minha mãe na terra era desta família. Chegando na varanda os entes já falecidos vieram nos receber. Foi muita alegria, minha mãe Ana, estava ali junto.
_ Meu filho nandinho veio! Que bom! Pensávamos muito em você!
_ É, eu sei, vocês estavam pedindo muito a Deus e queriam me ver!
Nisso recebi um abraço e receberam minha esposa muito bem.
Vou aproveitar para estreitar o relacionamento das reencarnações. Nós já tivemos muitas mães e pais nesta individualidade fazendo de nossas personalidades um caminho de estudos. Zélia, hoje na terra é minha esposa, mas na França foi minha mãe. Minha mãe Ana, desta encarnação foi minha amada na França. Vejam como é complicado ver pelo ângulo espiritual.
Muitas vezes você pode estar dormindo com seu inimigo e não sabe.
Voltando aos laços familiares, vó Maria, luiz, e outros espíritos desta origem. Foi uma pequena movimentação que aconteceu neste mundo esquecido pela terra. Também, ninguém volta para contar os enredos pós morte.
Fomos bem recebidos. Eu via aquele lugar como um sítio, pois eles eram da roça, como se diz na terra. Cada família que se unem pelos laços sanguíneos na terra pertence a terra, depois no espiritual se separam, se desencontram. Voltam para suas origens e só podem caminhar quando o último descendente volta de sua missão.
Minhas mães, sim, porque só voltando no passado teremos respostas de quem somos nós.
Temos no mínimo dezenove encarnações para conhecer nossos caminhos, quem é quem nesta luta evolutiva.
Depois da recepção eu e minha esposa voltamos. Sorríamos por termos comprido mais esta missão. Agora com o coração mais leve sentíamos paz, sim, eles sossegaram e nós nos libertamos.
Voltamos para onde estamos hospedados.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
17.11.2019

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