JULGAMENTO

JULGAMENTO
Como sempre os errados procurando os erros dos outros.
Como foi triste o julgamento que presenciei esta madrugada. Foi tão humilhante, mas o templo espiritual não fechará suas portas, isso eu garanto. Um bando de espíritos que nunca conheceram amigos, que sempre lutaram entre si tentando arrancar do próximo o que eles não conseguiram, eu senti a maldade.
Neste julgamento eu fui sacrificado em nome de uma verdade que eu prego a mais de 43 anos como doutrinador, amar ao proximo ensinando a eles o princípio do perdão. Vocês não podem imaginar um julgamento deste tipo em que irmãos se achando corretos me condenaram por não saberem amar e perdoar.
O tempo da inquisição religiosa foi o marco de partida desta confusão. Lá atrás, 450 anos de trevas, onde quem tinha opinião contrária aos dogmas religiosos era inimigo da igreja. Era preso, torturado e morto.
Foi este período que vivi neste transporte, a dura realidade de sentir os ferrőes dos espíritos. Me tiraram tudo, menos a minha fé. Isso ninguém pode tirar, é algo que está no coração.
Eu estava sentado no radar espiritual e eles vinham blasfemando com autoridade se fazendo de melhores e com isso levaram muitos com eles. Quando você quer destruir um caminho basta colocar dúvidas nos corações. Aquele fermento fariseu vai crescer como erva daninha pelas colunas da arquitetura humana, pronto, agora basta sovar e esperar crescer.
Um julgamento espiritual é mil vezes pior que os tribunais da terra. Tudo acontece diretamente no âmbar da vida espiritual.
Eu fiquei só, todos os meus amigos me abandonaram, mas eu não desisti da missão. A vida segue, eu tenho forças para continuar até quando Deus, Jesus e Seta Branca permitirem.
Acho que amar demais estraga um caminho. Os encarnados não estão acostumados a serem amados. Eles sofrem uma desagregação aparente.
Esta noite eu pedi ao cavaleiro Feranto Verde que me levasse até onde vive a mulher que veio nos visitar no templo. Fomos, era um lugar triste, parecia com um vulcão e na frente da entrada desta caverna havia um grande bar. Não fomos até lá, ficamos ao longe observando. Uma coisa que me deixou intrigado, não havia luz, então o cavaleiro cruzou seus punhos acima da sua cabeça e das suas pulseiras de metal saíam luzes. Mas estas luzes iluminavam somente onde estávamos.
Naquele bar a movimentação era grande, as primas gritavam ecoando suas gargalhadas dando medo.
Saímos de lá, o cavaleiro veio na frente para iluminar o trajeto de volta. Quem se prende com este povo vai continuar preso após sua passagem. Vai servir de escravo nestas cavernas.
Se você tiver dúvidas quanto a uma entidade de luz ou das trevas é só falar em Jesus. A Luz vêm de Jesus, a escuridão não.
Voltando a história. Assim aos gritos eles se foram, não me agrediram porque eu fiquei em silêncio, mas faltou pouco para acontecer.
O homem moreno claro que estava a frente desta confusão ele vinha e chegava a babar de tão mal. Eu o conheço, faz tempo que não temos contato pela terra. Também um doutrinador deste amanhecer.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
11.09.2019