ARMADILHA

ARMADILHA
Os espíritos tramam na surdina quem será a próxima vítima.
Eu recebi um aviso e fui ver do que se tratava. Era um edifício de apartamentos e ao entrar na garagem vi um casal se esgueirando por entre os carros estacionados. Estavam sentindo o cheiro de quem procuravam, estavam vindo a mando de alguém. Como não sabiam o apartamento, sabiam o prédio, então se embrenharam pelo subsolo. Eu identifiquei o dono ou dona, era de minha irmã mais velha. Fiquei observando a reação deles e esperando saber os passos que dariam.
Não sei qual intenção destes espíritos, mas somente o tempo nos dirá. Mesmo sendo irmã nós temos que respeitar o carma, sim, pois muitas vezes nos tornamos ingratos pelos julgamentos alheios ao nosso compromisso.
Eles se esconderam por entre as colunas da garagem quando me viram. Não sei se ela está aqui ou viajando. Dei um tempo para deixar um pouco da minha presença no local. Sabe, a nossa energia fica impregnada no local quando ao nos transportar para outros lugares permanecemos por um certo tempo. Principalmente quando esta energia é trabalhada pela magia.
Este aviso veio pela força de Ifan, cavaleiro ligeiro que convoca os médiuns para uma assistência especial. Este cavaleiro vem de Olorum, Oráculo de Olorum, e Pai João de Enoque é o Ministro responsável.
Vocês nunca o verão atuar, ele é como o vento que sopra, ele trás as mensagens dos Orixás preparando o ambiente para receber os mensageiros do astral.
Foi assim, os Orixás sabendo das intenções daqueles espíritos enviaram este cavaleiro que me levou até este local para desfazer a armadilha ou emboscada.
Eu não subi ao apartamento para não indicar onde ficava. Eles iriam pelo meu rastro, pela minha energia.
Dali eu voltei e fui para outra missão. Desta vez era um oficial em outro país. Ele era um homem mau, ruim, ninguém gostava dele porque, ele não conversava, ele aplicava multas criando consequências dolorosas para quem ele achasse que estava em contravenção. Eu cheguei eu fui ao seu encontro. Doutrinariamente fui conversar. Muito rude, mal amado, um ser duro, mas falei dentro da razão. Deixei claro que a sua convivência estava criando antipatia e por isso a energia mental negativa o estava afundando mais na ignorância humana. Quanto mais não gostavam dele, mais ele fazia para se tornar assim. A culpa não era só dele, mas também da sua comunidade que o julgava.
Doutrinei este espírito e os mentores fizeram a desintegração dos pensamentos que o prendiam nesta amargura. O espírito levou um choque e sumiu. Quando isso acontece a pessoa parece estar caindo sobre a cama. Da um pulo chegando a se assustar.
Muitas coisas os jaguares não aprenderam ainda, mas vamos tentando explicar os motivos desta viagem que nos leva ao grau máximo dentro de nós mesmos.
O homem preso ao brilho do metal frio.
Voltei. Graças a Deus mais uma missão cumprida.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
28.09.2019

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