PEREGRINOS

PEREGRINOS
Uma longa estrada aguarda os sonhadores.
Eu estive andando, há como eu andei, era um caminho sem fim. Tudo deserto, nenhuma alma viva, nada, até que passei por uma carroça parada neste mundo sem fim. Era uma família que haviam saído em busca do sonho eldorado, ouro e riquezas. A infelicidade deles é que depois de meses dentro desta carroça foram acometidos por uma febre, a febre do feno. Naquele tempo não haviam recursos medicinais para tratamento e ainda por estarem diretamente sob a causa.
A mulher com um pano enrolado na cabeça, o homem barbudo com chapéu preto e uma criança de uns 7 anos com suspensórios.
Estavam ali perdidos e sem rumo. Eu os encontrei por acaso, coisa do destino. Eles entendiam o que eu falava assim como eu também os entendia.
Era um lugar muito triste, empoeirado pelo tempo, parecia um deserto. Eles estavam encardidos, sim, a crosta de sujeira, energia negativa, demonstrava os anos de sofrimento. Tudo pela corrida do ouro.
A febre do feno que hoje conhecemos tem tratamento com remédios, são reações alérgicas ao pó, pólen, e outras coisas. Muitos que hoje tem rinite, sinusite, podem ter relação ao seu passado carmico. Trás em sua bagagem o reflexo de sua enfermidade.
Conversamos e tão logo fomos saindo daquele mundo. Eles não notaram que a cada passo nossos espíritos estavam sendo resgatados. Eles não tinham forças para nada, a minha corrente magnética os puxava para fora. Nós quando saímos do físico um elo permanece inalterado, uns falam cordão de prata, umbilical, ou sei lá, mas este fino fio de luz nos mantém encarnados. Assim nós não nos perdemos quando viajamos. Um campo de força se formou naquele ambiente e a energia magnética atraiu os três espíritos. Fomos levitando e quando viram estavam distante da carroça. Houve um pouco de pânico, medo, mas tão logo a confiança nas minhas palavras doutrinária. Fomos subindo e ao atravessarmos a grande barreira estávamos no canal vermelho. Chegamos numa cidadezinha com o mesmo aspecto do tempo deles, isso para que não estranhassem e fossem acomodados.
Quando chegaram e colocaram seus pés no chão o magnetismo se desfez desprendendo seus espíritos. Se olharam e tão logo eu parti, vim embora.
Esta foi uma missão do acaso, algo que não estava no roteiro. Assim é com todos os missionários, porque vocês mesmos podem vivenciar uma missão que não estavam esperando e com o conhecimento ajudar a transição dos espíritos encarnados e desencarnados.
Ser missionário é ter consciência de estar preparado para eventualidades do destino. Nunca saberá quando vão bater a sua porta ou quando será chamado para socorrer.
Orai e vigiai, disse Jesus.
Ser um médium do Amanhecer é algo maravilhoso, divino e dinâmico. Ninguém faz o que fazemos, tentam, mas somente os que foram preparados por Seta Branca tem passe livre. Sem o plexo iniciático não vai muito longe e sem esta energia as forças acabam.
Cada faixa tem uma barreira que ao atravessarmos precisa de sua chave.
Boa sorte jaguares.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
12.09.2019