DO OUTRO LADO DA TERRA

DO OUTRO LADO DA TERRA
A vida nas vidas a se amarem. Nos lançamos em meio as turbulências do destino e vamos cumprindo com nosso roteiro. Fui ao Japão, fui num compromisso com um brasileiro que mora lá já a muito tempo. Ele trabalha com imóveis e tem ajudado a outros brasilianos a se estabelecerem.
Eu não sei se me acostumaria com tanta movimentação, não tem descanso, são como sauvas trabalhando antes da chuva e do frio.
Parei num pequeno comércio, tipo lanchonete, também de um brasileiro e lá ele servia lanches do nosso cardápio.
Sabe, eu estava aqui pensando, os espíritos sofredores amarram nossos pés para que sejamos infelizes a ponto de desacreditar em nós mesmos. E principalmente as demandas que se originam por mandingas nos terreiros da exploração espiritual.
Aquele espírito de sábado foi trazido amarrado neste ANGICAL. Ele não era cobrador de ninguém, era um mulambo que foi pago para fazer mal a uma criança. Eu conheço a história deste casal de gêmeos que no século XIII tiveram um desencontro com sacerdotes religiosos, porque a igreja acreditava que gêmeos era coisa de bruxaria.
Agora eles são exus pagos para perseguir, fazer justiça, eles são enganados pelos humanos que se aproveitam para vinganças desumanas.
Ele foi trazido aqui pelos nagos neste ANGICAL para desfazer um mal pago. Ao ver onde estava ele olhava de um lado para outro tentando descobrir que lugar era esse. Ao ver tantos cavaleiros presente ficou perdido.
_ Me mandaram fazer, mas eu vou desfazer! Me pediram isso!
_ Desfaça enquanto tem tempo! Ninguém toca num fio da cabeça de um filho de Seta Branca!
Existe um pacto perdurando nos baixos planos, mas somente um não aceitou fazer. Eu peço aos jaguares que estão indo buscar conselhos em outras linhas que reflitam bem antes que tudo aconteça e não possa mais voltar atrás. O Pai não é cego, ele é amor incondicional, mas também é razão.
Quando um espírito quebra uma demanda ele volta para quem pediu e lá manda seu recado. Aquela pessoa vai pagar muito caro pelo seu pedido. Ao fazer a elevação retiramos as cargas vingativas, mas o pacto só se desfaz quando alguém paga pelo desserviço.
Não existe perdão, existe cobrança e o pagamento é mais caro quando a vitima está assistida pelos seus anjos.
Muitos casos eles fazem aquela pessoa desencarnar como pagamento.
Eu, junto com vovó Maria do Congá da Bahia, desfizemos este mal. Esta preta velha tem seu Congá e muitos a respeitam pela sua força e coragem.
As pessoas estão se endividando muito com o desconhecido mundo, tanto terra como trevas. Os espíritos estão adoecendo, estão desesperados, estão procurando luz. Eles não enxergam nada além de um mundo sem nada onde até a sombra é mais escura.
É muito bacana viajar, conhecer sem sair de sua modesta vida e desvendar os mistérios esquecidos.
Como ontem uma mãe chegou aqui para ter com sua filha. Ela está muito doente espiritualmente, mas mesmo assim não perde sua pose. Todos são livres para seguir com o que acreditam, mas ela veio me pedir no radar que mande sua filha embora. Não falei nada, porque, primeiro, eu não sou dono de ninguém e cada mestre ou ninfa sabe de sua missão. Cada mestre que aqui trabalha é muito respeitado pois leva a sua espada de amor tocando os corações.
Eu espero que esta mãe tenha recebido sua cura e respeite sua filha como missionária deste amanhecer. Talvez ela um dia venha conhecer esta casa.
É assim jaguares filhos do sol e da lua. Nada passa despercebido aos olhos da verdade, não tentem enganar, não se enganem, a verdade é somente uma. DEUS!
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
13.08.2019

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