VITIMA DO PASSADO

VITIMA DO PASSADO
Em nossas caminhadas estamos revendo nossas juras transcendentais.
Nesta viagem eu voltei no meu passado, fui em uma família qual tive algumas pendências que se tornaram meu carma. Chegando lá a minha vítima era um homem gordo, era só ele, os outros não tinham nenhum motivo para cobrança, então eles não se envolviam.
O maior problema era que ele queria me pegar, como era gordo e desajeitado eu escapava dos seus braços. Eu rodeava a mesa de um lado para outro. Como me deu trabalho, ele não ouvia, só me via. Em certa altura eu estava de costas quando ele chegou e ao tentar me pegar eu me abaixei e ele rolou pelo chão. Foi ali que ele parou a perseguição, ele viu que não conseguiria e ficou estatelado, sem forças, pois gastou toda energia me perseguindo.
A família dele eram bons espíritos, já haviam falado para ele parar com isso, mas a surdez não o deixava entender.
Quando Seta Branca dividiu nossos plexos, ele nos deu uma condição, reparar nossos destinos. Quem entra pela porta do templo já vem carregando a cruz do seu martírio. Tem os mansos e tem os terríveis. A teimosia em não aceitar a sua evolução trará consequências difíceis na hora do reencontro com o espírito livre das amarras. Quem não tiver passaporte ficará na longa fila esperando obter.
Vejam bem, tudo se ajusta em nós pela nossa condição, se tivermos conhecimento das técnicas e do desvendar dos efeitos carmicos nós mesmos vamos atrás de nossas vítimas do passado. Não vai precisar gastar muitos bônus para traze-los até os templos. Sim jaguar, a espiritualidade precisa de muitos bônus para o deslocamento através do tempo e espaço de uma vítima nossa. Por isso a caridade, é onde ganhamos os nossos bônus.
Ontem Seta Branca me pediu para registrar o nome de uma cigana tagana, eu acabei esquecendo, aí a ninfa que trabalhou com o pai lembrou na casa dela e me alertou. Eu tive que voltar de noite com minha esposa, abri o templo e fui escrever o nome dela. Certas coisa que os médiuns não entendem quando a espiritualidade pede é um pedido que pode se tornar uma dívida, não carmica, mas de consciência. Naquele momento minha consciência estava me cobrando, eu tive que voltar e atender o pedido do Pai.
Como se diz, é uma questão de consciência. A minha me cobra muito, por isso sempre tento caminhar sabendo o que estou fazendo.
Bom, aquele espírito não era mau a ponto de querer vingança, eu só não o deixei me tocar. Neste reencontro marquei a estrada pela qual voltarei mais vezes para ajustar o caminho. Uma coisa interessante, é que nós marcamos na memória espiritual nossos passos além fronteiras da vida e da morte. Fica tudo escrito como se fosse um pergaminho. Quem tiver condições de rever seu coração verá seu destino nas linhas de sua mão. Por isso vocês estendem as mãos sobre os tronos, ta tudo ali, tudo marcado.
Tive um grande instrutor em Angola que me fez ver a verdade nas linhas das mãos.
Uma coisa vou falar, não se cobrem muito, tenham responsabilidade, consciência, e vejam a missão pela simplicidade. Tia sempre me pediu simplicidade. A magia é neutra. A lei foi feita para servir como base, alicerce, pois o homem se prendeu por ela a milhares de anos. Ele não sabe viver e se conduzir sem uma lei.
A lei serve para prender e libertar, a mesma lei sem mudar um ponto ou uma vírgula. Para o bom entendedor meia palavra basta. Não discutam a lei, pratiquem.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
08.07.2019

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