VIOLÊNCIA, ESPÍRITO VINGATIVO

VIOLÊNCIA, ESPÍRITO VINGATIVO
Nossa missão é esclarecer e não impor.
Tive um reencontro com um espírito tão violento que ele chegava urrar de raiva. Nesta viagem de reconhecimento cheguei em uma comunidade muito necessitada de ajuda. Não fui com intenção de usurpar, mas de ajudar. Estava falando com uma mulher que me atendeu muito bem e de repente apareceu este homem. Não era velho na linguagem humana, mas ele ao me ver se tornou violento a ponto de vir pra cima. Queria me derrubar no chão e pulava ao meu redor.
Eu fiquei parado do mesmo jeito e tão logo me pus a conversar, doutrinar a fera. Foram várias tentativas de diálogo até que me ouvisse. Sentamos os três numa relva e ali começou a emanar o amor. Ele sentou mais retirado, mais calmo ouvia.
Ele pensou que eu estava ali para me aproveitar e de alguma forma engana-los. Eu fui justamente ao contrário, era eu que queria ajuda, porque se eles conseguiram resolver um impasse serveria para o mesmo caso meu.
Busquei a compreensão e pelo diálogo conversamos os três. Agora ele já estava dentro do círculo e confiando foi se integrando ao assunto.
Aquele homem não era mau, ele somente queria defender seus direitos, coisa que qualquer um faria diante de um desconhecido. O problema é que ele não parou para pensar, foi logo as vias de fato.
Doutrinariamente temos a capacidade de persuasão pelo amor, tolerância e humildade. Foi por este caminho que conquistei seu coração. Não foi com violência e nem rebatendo se fazendo de melhor.
Muitas vezes o silêncio opera milagres dentro de um contexto civilizatório, sim, no momento dos reencontros e reajustes temos que ter calma e esperar o momento certo para opinar. Não adianta no estágio da euforia querer pregar nosso conhecimento. Deixar baixar a poeira, depois com sabedoria mudar a sintonia. Um espelho quebrado trás azar e ninguém consegue mais colar os pedacinhos. Agora, se quebrou saiba usar estes cacos para espelhar sua imagem e mudar a si mesmo.
Cada caco será uma missão que vai reagir conforme seu coração.
Foi o que não aconteceu neste reencontro, o espelho não se partiu.
Eu o segurei mais perto, dentro de minha condição, assim ele não se soltou. Somente o amor pode resgatar todos os pedacinhos que ficaram espalhados pelo chão.
O homem agora já me ouvia e calmo tentava esboçar os primeiros sorrisos. Contato, sim, ele estava precisando abrir seu coração partido. Ele era um dos caquinhos que ficaram para trás.
Conversamos, agora haverá uma ajuda mútua. Ele viu que minha missão era recompor nossas vidas passadas.
Dexei tudo esclarecido e voltei. Talvez ele apareça aqui nos trabalhos para conhecer nossa obra e saber da nossa caminhada.
O que faltava era uma pitadinha da verdade.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
05.08.2019

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