SUANDO FRIO

SUANDO FRIO
Descendo para o templo fui começando a passar mau. Uma energia diferente estava chegando. Abri o templo para nosso trabalho e antes, no radar de comando, o quadro foi se formando.
_ Mestre, eu morri!
_ Sim, morreu!
Naquele instante abri minha mediunidade. Era uma mulher que desencarnou a pouco tempo.
_ Mestre! Fale para meu irmão, “doutrinador”, que eu estou bem! Agradeça a ele pelas suas preces em meu favor!
_ Salve Deus!
_ Mestre, coloca meu nome naquela cestinha ao lado de Pai Seta Branca!
_ Qual seu nome!
_ Lídia!
_ Nome completo, sobrenome!
_ Aqui, mestre, não tenho sobrenome, pois é herança da terra!
_ Entendi!
Assim fui e escrevi seu nome e coloquei aos pés de Seta Branca. Ela ficou aguardando o trabalho para receber mais energia. A contagem foi feita e ela seguiu sua jornada.
Eu fiquei observando ela seguir feliz para mais uma etapa. Mas vejam como a energia de um espirito recém desencarnado pode atingir nossos plexos. É algo diferente, nos deixa sentindo como a passagem deles, a morte.
Foi isso que eu senti na hora, a morte pelo desligamento espiritual.
Os espíritos chegam na hora que nem precisamos, eles vem para seus reencontros e quando alguém falta eles voltam tristes.
Eu diria que nosso trabalho é 24 horas. Ninguém sabe o dia e a hora que seremos procurados.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
17.07.2019

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