CANAL VERMELHO



O reencontro de quatro amigas mostra que a saudade ainda bate forte.
Nesta viagem a uma cidadezinha no canal vermelho eu fui descobrir quanto uma amizade faz diferença. Era como se fosse um grande estacionamento e ali haveria o renascer destes espíritos. Na terra serviram aos seus maridos e lares com muita honestidade, sempre foram guardiãs dos filhos, eram amadas do seu jeito. Foram reencarnadas para uma missão específica, todas dentro do circulo vital.
Na terra foram amigas, mas após o desenlace se separaram. Cada qual foi para seu destino, mas a saudade batia forte. A espiritualidade promoveu este momento de paz e respeito.
Ao chegar no local marcado umas senhoras já estavam ali e outras ainda vindo. Foi uma dificuldade essencial para não deixarem serem aprisionadas por outros espíritos.
Chegaram, mas ainda não se reencontraram, estavam se buscando. Minha missão foi de aproximar os caminhos. Havia seguranças dando cobertura a este evento, mas estavam ali só para proteger.
Quando enfim elas se viram foi uma explosão de sentimentos tão forte que houve um clarão, tipo um raio, as energias se chocaram. Eu senti um choque, algo diferente, nunca havia sentido algo assim. O amor delas em vida as uniu de novo nesta cidadezinha.
O tempo perdido, o tempo longe, aquilo tudo foi declarado nas entrelinhas das palavras ditas. Na terra serviram aos seus propósitos, aos seus juramentos, servir com amor a continuidade da vida. Deus não criou a mulher para sofrer, ele deu a ela o sopro da vida eterna. Vida eterna não é o quanto vai se viver, mas é a continuidade dela. Se não houver o berço esplêndido ninguém nasceria em laboratórios. Tentam, mas não é obra de Deus.
O reencontro durou o tempo necessário para a troca de energia. Após isso cada qual estaria pronta para retornar. Ali foi um problema, não queriam, estavam decididas a ficarem juntas. As ordens eram para levar e trazer. Pronto, como diz meu amigo de recife, as coisas saíram do planejado. Cada qual foi para uma direção e eu fiquei buscando uma por uma, mas tão logo se separavam. Pedi ajuda aos seguranças e eles conseguiram fechar o cerco. Só assim foi possível reenviá–las as suas origens.
Cada segurança ficou com uma e aos poucos o portal se abria e mais uma era levada. Eu voltava e mais outra, até que a última foi embarcada. Passei um apuro, atendi um pedido e quase me dei mal. Muitos pedidos a gente não pode atender, eis a questão, os espíritos tentam nos enrolar.
No templo, jaguares, é tudo que precisamos para nossas missões. Já tenho notícias de mestres daqui deste templo trabalhando com Pai Seta Branca. Vejam como é bacana isso. A preparação nos torna veículos de propagação da mensagem do evangelho. Este doutrinador tem a missão de traduzir em palavras a leitura do evangelho.
Não tem como querer enganar a espiritualidade, não tem, não adianta fazer e depois vir com cara de arrependimento.
Seta Branca está em nós, mas muitos de nós não está com ele.
Para viver este momento é preciso ter certeza de sua verdade, se realmente você quer ser um cavaleiro verde ou está ali por achar bonito.
A missão é algo digno, não se pode atribuir a vaidade de ser médium. O médium vaidoso mete a mão dentro da cumbuca esperando achar sua recompensa, perigo da infusão do elítrio, porque se achando melhor ele passa a ser mais perseguido. As dores resultam de sua própria falha.
Somos Médiuns ou nos tornamos médiuns. A verdade está dentro de cada um basta raciocinar.
Vamos completar nossa missão que é o nosso sacerdócio, ou, o nosso sacerdócio é a nossa missão.
Todos já aprenderam as chaves de entrada e saída. Usem, façam de si instrumentos de uma revelação. Não se percam, se unam, mas a tribo de Seta Branca partiu desunida para seu confronto com os encouraçados, muys, espíritos da guerra. Estão voltando cansados de uma longa viagem.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
22.04.2019

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