REFAZENDO A HISTÓRIA… Espírito Clarividente.

Salve Deus!

Ela está começando a visitar o seu povo, aqui e em outros planos.

Tive a honra e o merecimento de levá-la pela vida fora do nosso compromisso carnal. Fomos, então, até a antiga igrejinha de Francisco de Assis para formar seu primeiro estágio e lá, Clara de Assis, nos recebeu com muita alegria. Francisco estava fazendo os preparativos para o primeiro batismo espiritual da sacerdotisa de todos os templos.

Quando Clara a viu nesta nova roupagem ficou tão emocionada que não parava de olhar, e com sua mão no coração sorria, estava estasiada, estava feliz. Eu fiquei olhando para as duas que pareciam duas amigas, duas pessoas ligadas ao mesmo destino, a criança e ela já uma mulher espiritualizada.

Olhando em redor era tudo tão simples, era tudo tão lindo, havia luz que refletia nas paredes do universo. Mas a criança e Clara não estavam nem aí para as coisas, elas estavam conversando pela sintonia, algo que os espíritos fazem quando dominam a inteligência sublime.

Nesta viagem de busca pelos valores alicerçados no caminheiro, eu senti a sua presença, seu rosto brilhando em nossos corações. Eu estava com sua apostola, a sua mensageira que na terra entregou sob o juramento seus olhos a ele, Jesus. Foi algo tão mágico, magia, energia, reconhecimento.

Nesta simples igrejinha marcada pelo tempo em nossas imagens nos revela os segredos do futuro, da nossa missão, do resgate do etérico plano que absorve nossas decisões. Como diz nas escrituras sagradas: Dos doze aos trinta e três anos. A peregrinação do Mestre formando sua cultura em cada canto. Assim, agora com ela, peregrinando espiritualmente para resgatar sua obra.

Ficamos um tempo lá em Assis e elas trocando pensamentos. A felicidade era tão grande, mas prevaleceu o silencio, porque no segredo das encarnações ninguém sabe quem é quem. Somente aos grandes iniciados se conduzem pela porta da vida fora da matéria e ligando os pontos de luz estamos diante da inteligencia divina.

Já é a segunda viagem que estamos caminhando juntos. O espirito precisa do portal aberto para se conduzir ao infinito plano e assim formar seu mundo astral para uma nova diretriz, talvez, um novo amanhecer, quem sabe, porque nada se reconstrói sobre as cinzas, disse Jesus. Ela como seguidora de Jesus segue o Evangelho Vivo e Resplandecente. Então, não venham com oferendas conseguidas pela desonestidade, tragam o que realmente conquistaram pelo coração neste campo de batalha do bem sobre o mal.

Ela está começando a separar o joio do trigo para recomeçar sua missão sem os mesmos destinos que atropelaram as decisões de sua lei. A composição de um cenário liberto das indecisões, a liturgia sagrada depositada nos aledas, cassandras, tudo pela reestruturação. Se não for aceita irá navegar por outros mares até que forme novamente seu rosário dentro do seu canto universal.

Clara vestida com seu hábito e Francisco de juta marrom fazendo os preparativos para o batismo espiritual. Eu fiquei admirando esta passagem, porque servi somente como transporte para interligar a história de uma missionária.

Que Jesus nos ilumine nesta jornada de afetos e desafetos. Que o homem desta tribo saiba que ela está voltando e sem medo irá seguir com Seta Branca e Mãe Iara.

Salve Deus!

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

21.09.2018

  • Imediatamente após a canonização, que ocorreu em 16 de julho de 1228, o Papa Gregório IX quis que em honra a São Francisco, o “Poverello de Assis”, fosse elevado um magnífico templo e ali seus restos mortais fossem preservados. O mesmo Pontífice abençoou a pedra fundamental em 17 de Julho de 1228 e, na festa de Pentecostes, 25 de maio de 1230, ordenou que o corpo do santo foi transportado da igreja de São Jorge para a nova basílica, a igreja-mãe da Ordem dos Ordem dos Frades Menores. Inocêncio IV a consagrou solenemente em 1253, elevando à basílica patriarcal e capela papal por Bento XIV em 1764.São Francisco queria morrer perto da Porciúncula, onde havia iniciado a vida religiosa. Mas aquele que havia escolhido a pobreza como um caminho para amar e deixava-a como herança a seus filhos.A construção da basílica superior começou logo após 1239 e foi finalizada em 1253. Sua arquitetura é uma síntese do Românico e do Gótico Italiano. As igrejas foram decoradas pelos maiores artistas daquele tempo, vindos de Roma, Toscana e Úmbria. A igreja inferior tem afrescos de Cimabue e Giotto; na igreja superior está uma série de afrescos com cenas da vida de São Francisco, também atribuída a Giotto e seus seguidores. A Basílica é administrada pelos Frades Menores Conventuais (OFM Conv). Os Frades Franciscanos Conventuais são os guardiães dos restos mortais do Santo de Assis.

    No dia 26 de setembro de 1997, Assis foi atingida por dois fortes terremotos que danificaram severamente a basílica (parte do teto dela ruiu durante o segundo tremor, destruindo um afresco de Cimabue), que passou dois anos fechada para restauração.

    A Basílica inferior, que representaria a penitência, consiste em uma nave central com várias capelas laterais com arcos semicirculares. A nave é decorada com os afrescos mais antigos da igreja, criados por um artista chamado Mestre de São Francisco. Eles mostram cinco cenas da Paixão de Cristo à direita, e à esquerda, cenas da vida de São Francisco. Esses afrescos foram finalizados em 1260-1263. São considerados os melhores exemplos da pintura mural da Toscana, antes de Cimabue.

    Como a popularidade da igreja aumentou, capelas laterais para famílias nobres foram adicionadas entre 1270 e 1350, destruindo os afrescos na paredes. A primeira capela à esquerda é decorada com dez afrescos de Simone Martini. Esses estão entre os maiores trabalhos de Martini e os melhores exemplos da pintura do século XIV.

    A nave termina em uma abside semicircular ricamente decorada, precedida por um transepto. Os afrescos no transepto direito mostram a infância de Cristo, feitos parcialmente por Giotto e seus aprendizes e a Natividade pelo anônimo Mestre di San Nicola. O nível inferior mostra três afrescos representando São Francisco ajudando duas crianças. Esses afrescos de Giotto foram revolucionários para a época, pois mostravam pessoas reais com emoções em uma paisagem realista.

    Na parede do transepto, Cimabue pintou uma de suas obras mais famosas: Nossa Senhora com São Francisco, Anjos e Santos (1280). Esse é provavelmente o retrato mais assemelhado a São Francisco. A pintura estática em estilo gótico contrasta com as pinturas dinâmicas de Giotto. O transepto esquerdo foi decorado pelo pintor Pietro Lorenzetti e seus aprendizes entre 1315 e 1330. Os afrescos mostram seis cenas da Paixão de Cristo, sendo a mais impressionante a Descida da Cruz, onde se percebe a sombra em uma pintura pela primeira vez desde a Antiguidade.

  • Cripta com túmulo de São Francisco de Assis

    Pela nave se pode descer para a cripta através de uma escadaria dupla. Esse local, que guarda o túmulo de Francisco foi descoberto em 1818.

    O túmulo tinha sido escondido por Frei Elia para evitar que suas relíquias se espalhassem pela Europa medieval. Por ordem do Papa Pio IX, uma cripta foi construída embaixo da Basílica inferior. Foi projetada por Pasquale Belli com mármore fino em estilo neoclássico, mas foi redesenhada em pedra crua em estilo neo-Românico por Ugo Tarchi entre 1925 e 1932.

    Ao lado da Basílica, fica o Sacro Convento, que se assemelha a uma fortaleza e que já era habitado em 1230. O Convento agora abriga uma vasta biblioteca (com obras medievais), um museu com obras de arte doadas por peregrinos pelos séculos e também 57 obras (principalmente das Escolas Florentina e Sienesa) da Coleção Perkins.

    Nave da Basílica superior

    A entrada da Basílica superior (que representa a glória) é pela arcada do convento dos frades. O estilo dessa área é completamente diferente da Basílica inferior. Grandes janelas de vidro colorido banham com luz as obras de Giotto e Cimabue.

    A parte final ao oeste do transepto e a abside foram decoradas com vários afrescos de Cimabue e seus aprendizes (1280). Infelizmente, devido ao material usado na obra, os afrescos logo sofreram os efeitos da umidade. Estão hoje muito deteriorados e foram quase reduzidos a meros negativos fotográficos.

    A parte superior, em ambos os lados da nave, muito danificada pelos terremotos de 1997, foi decorada em duas filas com um total de 32 cenas do Velho Testamento e do Novo Testamento. Como levava cerca de seis meses para que se pintasse apenas uma parte da nave, diferentes artistas romanos e toscanos, seguidores de Cimabue, trabalharam na obra, tais como Giacomo, Jacopo Torriti e Pietro Cavallini.

    Mas a obra mais importante da Basílica é, sem dúvida, a série de 28 afrescos atribuídos a um jovem Giotto na parte baixa da nave. Giotto usou a Legenda Maior, a biografia de Francisco para reconstruir os maiores eventos da vida do santo. As pinturas são vívidas, como se Giotto tivesse sido uma testemunha ocular da história. Os afrescos foram executados entre 1296 e 1304. Contudo, a autoria da obra ainda é debatida. Alguns críticos acreditam que a série tenha sido feita por um grupo de artistas inspirados em Giotto.

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