MORTINHO QUERENDO AJUDAR…

Salve Deus!

 

E aí aparece seu Juca, um mortinho, querendo ajudar a trazer pacientes para o templo.

 

A nossa presença nesta missão do amanhecer, principalmente nesta cidade de Campo Largo, é abrir o coração deste povo para Deus, para Jesus. Sabemos que eles são assíduos frequentadores das igrejas, mas somente pelo lado físico e não pelo espiritual. Todos se dizem cristãos, mas porque tem medo de outras denominações que criticam e condenam ferozmente.

 

Este espírito ainda está encostado no barranco aqui perto do vale. Ele anda pelas matas daqui sem se preocupar com nada, pois era um boiadeiro, um caboclo que se perdeu pela cachaça. Nas idas e vindas, quando em vida, eu lhe explicava indiretamente sobre o amanhecer de Seta Branca. Ele ficava ouvindo, e tinha um costume bacana, quando falava em Deus, em Jesus, ele erguia seu chapéu da cabeça em sinal de respeito.

 

Um bom homem do ponto de vista religioso. Seu Juca, como era conhecido por todos, gostava de ficar sentado perto da fonte vigiando seus animais, trocando eles de lugar para um pasto mais crescido. Quantas vezes ele trouxe seus animais aqui no vale para baixar a grama, sentava-se ali no jardim das lanças que vibravam se permitindo olhar para elas sem que o vento as tocasse, elas balançavam.

 

Estas lanças do jardim eu as coloquei para comprovar ao povo que as energias existem e podem mexer com o lado físico material. Simplesmente elas começavam a balançar de repente e com duração de quase uma hora elas trocavam de lança. Eram 14 lanças, sete de cada lado fixadas no aledá de concreto. Quando estavam paradas e tão logo começava o balé via-se a fragilidade do metal em relação a captação das ondas magnéticas. Primeiro uma da direita, depois parava e outra do lado direito começava até ir na ultima lança fixada.

 

Estudiosos vinham aqui para avaliar esta situação e não encontrando respostas saiam com dúvidas sobre os efeitos físicos da espiritualidade. Não tinha vento, tempo calmo e aí a comprovação resultava no assédio ao local do jardim. Os mentores faziam as reações contraditórias para clarear a mente humana. Principalmente quando as amacês e chalanas impregnavam este solo sagrado com suas energias.

 

_ Seu fernando! Eu quero ajudar de alguma maneira! To ali sentado naquele barranco sem nada fazer e perdendo meu tempo! Quero buscar os que sofrem pela falta de amor em suas vidas e famílias!

_ Seu Juca! Para isso vou ter que falar com Pai Seta Branca! Ele é quem comanda esta casa! Aqui só fazemos o que ele autoriza!

_ Tá bem! Vou esperar! Vou ficar ali, você sabe onde!

_ Salve Deus!

 

Assim ele saiu pela mata pelo caminho das palmeiras. Este caminho leva justamente ao seu mundo, ao seu habitat que ele criou por ficar muito tempo impregnando a sua energia. Quando uma pessoa fica muito tempo parada em algum local ela cria uma energia estagnada que adormece o espírito. Para isso devemos de tempo em tempo fazer uma mudança na decoração do ambiente, mudando os móveis de lugar, para que esta energia seja dispersada.

 

Este princípio de alterar o estado vibratório é reconhecido pelos mentores que atuam na desobsessão espiritual, pois os sofredores ficam agarrados a este energia ectoplasmática sugando dos vivos o que se desprende da vibração energética. Se puder faça uma pequena mudança no seu mundo material inventando coisas, mudando objetos, até a cama se puder mudar de lado. Quando não se pode mudar a cama pela falta de espaço, muda-se a cabeceira pelos pés.

 

Quando eu demonstro aqui a presença de forças magnéticas é porque tivemos longas experiências físicas neste amanhecer. Acreditar ou não é somente a continuação do exercício da fé.

 

Vamos formar nossos cantos nas matas e cachoeiras para que a aruanda leve nossa mensagem.

 

Salve Deus!

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

01.09.2018

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