FALCÕES…

Salve Deus!

 

Já começaram as movimentações dos falcões.

 

Estes espíritos aliciadores são um perigo para nossa atualidade. A movimentação deles, destes velhos organizadores da política nos submundos, atrai principalmente aos jovens que desconhecem a essência desta obsessão.

 

Cheguei num lugar e estava havendo um pequeno comício. Os espíritos foram chegando e logo foram vindo mais e mais. O que era para ser somente um ensaio passou a ser uma violenta ação de interferência. Os falcões são cientistas em suas convicções, eles não perdem nunca, eles são inteligentes a ponto de perder uma batalha, mas não a guerra.

 

Como vi eram espíritos jovens, sem nenhum preparo, mas a política é como mel que atrai as vítimas e depois as famílias vão se dispersando pelo mundo certos que estão certos. A política deveria ser levada mais a sério, com mais respeito, com mais preparação. Enquanto houver interesses de ambos os lados, tanto da terra como dos planos inferiores, haverá sempre uma disputa desleal para com o sistema. A política determina o andamento de tudo que rege a lealdade entre o povo e seus representantes, desde que ela seja feita de forma a valorizar os investimentos sociais.

 

Tem político e políticos e tem povo e povos. Cada qual busca encher sua sacola com a farinha extraída do suor de cada nação. Mas uma boa política é aquela que não tem medo da honestidade, que não se prende pela ideologia dos miseráveis homens perpetuados a errar. O maior erro é se contaminar com a falsidade e pregar um caminho tortuoso.

 

Quando cheguei neste comício eu quis colocar um pouco de água na fervura. Tão logo chegaram espíritos que se diziam soldados e foram entrando no círculo, diziam serem chamados pelos manifestantes, mas não respeitavam as regras do púlpito, onde qualquer cidadão tem o direito à livre manifestação. Vejam como é engraçado, eles se dizem democráticos, mas não, são autoritários a ponto de intervir demandando contra quem se expressa, seja de forma a ajudar ou querer mostrar outro caminho.

 

A gritaria se formou e todos se voltaram contra mim dizendo palavras de ordem se manifestando até com certa violência. Os espíritos soldados não fizeram nada para ajudar a conter, aliás, eles eram a favor deles a criar a desordem. Politicamente falando, a coisa ficou preta, porque as forças foram se agregando a tal ponto de outros espíritos mais focalizados com os desmandos se uniram. Para eles não havia interesse na paz, e sim nos conflitos.

 

Me afastei. Deixei que eles se organizassem da forma que eles queriam. Não há como intervir neste caminho, não tem como abrandar o calor das emoções. Somente uma revolta traria obediência através da força, mas como somos pacíficos preferimos não abordar os extremos que trariam dor.

 

Quase que fui crucificado por ter minha opinião, coisa que todos dizem respeitar, mas em verdade eles só pensam em suas necessidade e não na comunidade. A política se tornou uma máquina sem propósitos diretos ou indiretos, tudo virou um esquema de interesses.

 

Vamos repensar nossa missão e não empunhar bandeira que se volte contra nós mesmos.

 

Salve Deus!

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

25.08.2018

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