PERDENDO A MISSÃO…

Salve Deus!

 

Ontem, dia de caridade, Cavaleiro Verde desceu em sua força dentro da razão, porque a preocupação é que podemos perder a nossa missão.

 

Quando, nós terráqueos, saímos da nossa missão, digo, achamos que tudo gira em torno de nós, de nossas falhas mecânicas, começamos a criar barreiras internas, distanciando de nós os reencontros de nossas juras, nossas heranças transcendentais. Vamos aos poucos perdendo a função da missão. Seta Branca é um Pai universal e ele se preocupa com todos, mesmo sendo amigos ou inimigos, a cada passo vamos compenetrando da árdua estrada que afirmamos cumprir com amor ou com dor.

 

Quando um mestre que jurou seu sacerdócio a Jesus cai no padrão da negligência cármica ele pode ser retirado antes de completar seu ciclo natural, isso para que ele não se endivide mais atrapalhando seus caminhos. Quando, exemplo, eu assumi com Tia Neiva, Seta Branca, e a espiritualidade esta missão, foi porque eu assim pedi antes de reencarnar, eu aceitei as indiferenças de cada coração. Agora, se acaso eu começar a interferir no sacerdócio evolutivo de cada mestre que jurou sua espada resplandecente, eu começo a atrapalhar os destinos, com isso vou me afastando da verdade. O que pode acontecer quando eu entro pelo lado obscuro da missão é que eles podem me tirar desta encarnação para que meu espírito não se afunde mais no ego das inverdades.

 

Quando lá atrás, no começo, na formação dos adjuntos, cada qual teve seu redirecionamento, uns foram para longe, outros permaneceram ao lado da mãe. Os que longe estavam deram mais valor ao sacerdócio, pois as dificuldades se transformavam em enormes barreiras, quase intransponíveis, e com muito suor ao final de mais uma contagem erguiam suas mãos aos céus. Os que moravam dentro da grande casa quase não iam para suas missões, porque se achando dentro perderam a fé.

 

Hoje muita coisa mudou, vemos então o jaguar angariando seu posto de missionário. Vemos o suor pingando de sua testa e caindo no solo sagrado cumprindo com sua obrigação. Os que estavam distante tiveram maior exemplo de dedicação, de amor e respeito pela seta imaculada. Não que todos não tenham, mas digo, foi com mais dificuldade que se agarra a oportunidade.

 

Todos nós temos um lado esquecido, um lado oculto, um enigma. Mas cada qual tem feito seu papel de levantar esta bandeira rósea do amor do Cristo Nosso Senhor. Ninguém pode interferir na missão do velho jaguar, do espirito espartano, do tumuchy, do equituman. Ele veio com sua resposta e indagando cada coração não obrigou ninguém a sentar em sua mesa para saborear os manjares divinos.

 

Quando eu digo que um adjunto de povo tem a maior representatividade no céu, é porque ele representa a força decrescente de sua hierarquia. Seu povo é a sua história, sua ninfa a sua razão, a família seu berço, e todos aqueles que se juntarem serão os escolhidos para uma missão. Não caminhamos sozinhos, caminhamos sob os olhos da cristandade.

 

Foi, então, que o Cavaleiro Feranto Verde desceu nos trabalhos. A lei é objetivo de nossos destinos para que quando for chegada a hora tenhamos feito o melhor possível para resgatar nossas heranças. Sabemos que muitos ainda ficarão a murmurar nos espaços temporais, mas tão logo cheguemos ao outro lado veremos grandes verdades sublimando a reação dos espíritos.

 

Não devemos nos interferir na missão de nosso pai que veio para buscar todo seu povo que se perdeu nesta encruzilhada do destino. Podem ser quem seja, amigo ou inimigo, todos devem se dar as mãos e perdoarem-se a si mesmos.

 

Quando Cavaleiro Verde desceu, ele veio dentro da razão condicional. Não veio para brincar ou desafiar, veio para cumprir o que aceitamos. Você jurou antes de reencarnar e depois dentro deste sacerdócio fez outro juramento de servir com amor.  Não perca sua rica oportunidade de conquistar sua evolução.

 

Salve Deus!

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

23.08.2018

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