O ÚLTIMO SERÁ O ÚLTIMO..

Salve Deus!

 

Muitas vezes me pego a pensar sobre a responsabilidade de nossa missão. Como desta noite fria em que pensando no amanhã de nossas vidas o nagô chegou e me disse: O último será o último.

 

Esta frase tem muitas reflexões e cada um pode achar uma resposta para ela, mas no meu caso mais especificamente foi dirigida em resposta ao meu pensamento. Nossos mentores lêem nossos pensamentos, nossos corações, e sabem exatamente a nossa necessidade. Por isso o nagô não me deixou sem uma resposta plausível, uma resposta dentro da razão, sem delongas e muitas palavras que enfeitam nosso destino.

 

Uma coisa que me chamou muito a atenção foi de que para mudar alguém é preciso ensinar as coisas certas, as coisas boas e assim aquela pessoa irá mudar seu raciocínio. Quando uma criança nasce ela não sabe nada sobre o perigo. Ela pode pegar uma cobra sem saber que ela irá lhe matar, mas se ela for ensinada sobre os perigos ela não irá enfrentá-la. Os animais já nascem com esta proteção, mesmo um filhote, ele tem algo que o faz recuar diante do perigo. Somente os seres encarnados que vão descobrir isso na escola familiar, mãe e pai.

 

Eu estava muito preocupado quando o preto velho chegou dentro de sua luz e me dando a entender que a maior escola da terra tem seus limites de frequência. Quando um homem não deixa sua marca ele some com o tempo, mas fica somente na memória familiar a sua presença. O mesmo então fica nas grandes organizações, se ele não fez nada em prol da sociedade que cobra sua presença ele vai desaparecer quando morrer. Morre seu nome e sua imagem. Mas fazer o errado também compromete o certo, porque vai ficar uma imagem negativa percorrendo o curto espaço do tempo.

 

Aquele indivíduo que deixou sua marca negativa vai sempre receber as energias negativas das lembranças e nunca terá paz. Não há descanso para os que induzem pelo erro e se aproveitam do fracasso dos demais para sustentar sua idolatria. O viver na escolha de sua autoridade que não se presta para eleger moralmente os descendentes de uma tribo.

 

As energias influenciam na escolha do príncipe. O príncipe, por sua vez, quando escolhido se torna um belo cajado de suporte aos romeiros que chegam de longe para buscar a sua corte. Este cajado pode ser o princípio da evolução ou involução, porque ele emite sua sentença em conformidade ao desejo de quem o empunha. É pior que uma espada afiada, porque ele mostra um caminho e não pode ser desonrado.

 

O cajado, positivo ou negativo, é passado de pai para filho e nele está contida a história da vida. Vai do filho seguir as honrarias do seu pai. A grande verdade que todos se escondem dela com medo de se comprometerem.

 

A única certeza que todos tem é que um dia chegarão no final do túnel sendo ele um caminho sem volta. E lá, quando tudo aparecer, verão quem é quem. A revolta do espírito é pela sua posição no cenário humanitário, quando ele podia ter feito e não o fez pela sua derrota emocional. Temos então os que mandam e os que obedecem. Mas geralmente quem manda não obedece os ensinamentos e pula pela provação de sua dinastia ocular deixando todos acreditarem em suas falsas provações.

 

Somente dos céus ouvireis. E é isso que seguimos até hoje nesta verticalização do destino cármico. O homem em sua armadura medieval ainda sangrando pelas tempestades do destino. O poder corrompe até o mais santo homem, ele se perde porque se acha superior aos demais. Uma história que ficou marcada foi a do Rei que não era Rei e quem decidiu seu reinado foi a espada. Arthur de Lancelote e os grandes cavaleiros da távola redonda.

 

Não foi uma escolha entre os humanos, mas foi uma decisão por merecimento. Quem retirasse a espada cravada na pedra seria o novo rei. Aqui, nesta missão, eu diria o mesmo significado, aquele que mostrar dignamente seu coração e sua sabedoria seria o novo líder. Um líder sem amor, sem perdão, sem estar evangelizado não pode subir ao pedestal e se considerar um líder. Seria o mesmo que tomar o cajado pela violência e desonrar toda uma estrutura psíquica espiritual.

 

Não estamos mais na idade medieval em que o lider era escolhido quando derrotava o outro em uma batalha sangrenta. Isso era imposição pela força bruta. Hoje, a mais de 2000 anos, ainda se escolhe pela imposição. Ninguém veio e esclareceu novos caminhos, ninguém mostrou uma verdade que se manifesta no pergaminho da cristandade. A alusão ao poder de uma escritura leva ao ledo engano de se dizer rei.

Que rei é este que não respeita a maioria do seu povo.

 

Para ser rei é preciso ter respeito e ser respeitado.

 

Salve Deus!

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

11.08.2018

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