AONDE ESTOU…


Salve Deus!

Pela primeira vez eu não sabia aonde estava.

Como é ruim perder sua janela do tempo, sim, vim para Curitiba para passar a noite e aí no deslocamento do espirito, acostumado a viajar de sua base, campo largo, houve um momento que dizemos lapso de tempo, é quando não reencontra sua entrada. Estava em missão, mas ao voltar a janela estava fechada. Parei na entrada da cidade, no viaduto, e fiquei sem saber a direção. Sabe aquela dúvida cruel de não saber aonde está, pois é, eu estava perdido.

Encontrei dois espíritos ali naquele viaduto de entrada da cidade, diria que eram andarilhos da BR. Perguntei se eles sabiam aonde ficava a entrada da cidade e prontamente um disse conhecer, mas que teria que levar ele junto.
Arrumei tudo, mas quando iria levá-lo houve uma retração, fui puxado de volta. É como um coice de mula, e vim parar onde estava, na casa de minha filha em Curitiba.

Fiquei e estou preocupado com o templo, porque ninguém sabe as intenções das pessoas, dos espíritos que transitam pela faixa obsessiva.

Naquele viaduto que se liga aos destinos se forma um corredor de espíritos sem procedência, onde eles passam a maior parte caminhando sem ter a certeza de que estão certos.

Recebi um chamado do cavaleiro verde e pedi a ele que de honra e guarda proteja nossa casa de Seta Branca dos desconhecidos encarnados e aproveitadores da bondade humana.
Muitas vezes nós somos vítimas das armadilhas do destino, a precaução nos torna como soldados no posto de guarda. Somos todos sentinelas de uma grande missão.

Orai e Vigiai, disse Jesus.

Voltei para o corpo sem saber ainda onde estava até que tudo ficasse claro. Meus olhos procuram fixar algo reconhecido.
Um tempo a mais para formar meu eu interior.

Jesus e Seta Branca nos ilumine.

Salve Deus!
Adjunto Apurê
26.07.2018

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