RIQUEZA OU POBREZA…

Salve Deus!

 

A concepção de riqueza ou pobreza está na sua individualidade.

 

Fomos, eu e minha filha, visitar um povo que na terra se chamavam posseiros. Lá, onde vivem, também são definidos como tal, porque não se preocupam em ter a sua própria moradia, mas gostam de invadir, de tomar, de bisbilhotar as coisas do próximo.

 

Ao chegarmos neste local tudo estava cercado por arames e o terreno ficava às margens de uma Br. Não podíamos entrar, mas mesmo assim olhando de cima vimos pequenas construções em meio a barrancos. Do lado direito tinha um precipício e os barracos construídos na beira. Tomamos frente e pulamos por cima da cerca, foi aí que apareceu um homem de uns 50 anos que veio ver porque entramos. Magro e muito ruim, mas nos atendeu bem, porque ele viu que estávamos ali por outro motivo e não para expulsá-los.

 

Conversando com ele, que estava sozinho, somente guardando para ninguém mais invadir. Invasores sendo invadidos. O retrato fiel de um povo sem destino e sem merecimento, pois vieram para se apossar. Existem muitas condições que levam ao caminho da verdade, pois espíritos que já são desviados de seus caminhos, suas origens, vivem espalhados pela terra em busca de algo que nem eles sabem.

 

Conversamos com o homem, mas ele veio desta origem de um povo triste e vive dividindo com sacrifício o que os outros conseguiram. Como dizemos, eles não pediram, eles tomaram. Quando se pede e tem autorização para assentar é bem diferente de quando se invade. Resquícios ficam na atmosfera dando ar de suspense. A superação deste problema se dá pelo complicado karma astral, sim, pois muitos que estão encarnados na terra vem com esta aventura.

 

Ao conversarmos com o dito homem e mostrar para ele qual era a nossa intenção tudo mudou. Ele entendeu a figura que se projeta entre os átomos divinos e não ofereceu perigo algum. Estávamos em missão e não em busca de valores. Diferente quando se tem missão e quando se busca recompensa material, porque onde existe um canal de elevação cria-se um portal que interliga vários planos. Ali já não é mais um pedaço de chão, é um lugar santo.

 

Pulamos a cerca de volta e voltamos. A missão foi de esclarecer o motivo da nossa missão nesta terra. Não é se apoderar, mas de ajudar a humanidade em suas dores. Os domínios da espiritualidade se estende além fronteiras da morte. Na terra todos se matam por um punhado de terra e depois no espiritual, sem terra alguma, ficam perdidos em suas eternas perturbações.

 

Toda casa de Seta Branca emite um poder imaterial sobre a terra. Este poder não é visto pelos olhos físicos, mas o campo de força magnética se massifica cada dia que vão se formando os povos. Com a abertura tridimensional das correntes que prendem o homem em sua fase evolutiva, colocando toda sua história no patamar da necessidade.

 

Olhamos ainda para trás, onde a cerca afiada separava aquele povo, ele ficou parado entre seus pensamentos. O homem mudou sua sintonia ao relatar-lhe sobre as origens. Esperamos agora um pouco mais de tranquilidade ao objetivo de levar a frente a missão de Seta Branca. Não se deve brincar com as coisas sagradas, deve se ter respeito, porque do outro lado da vida existem forças desconhecidas por todos que cobram centil por centil.

 

Chegamos em casa de madrugada. Foi uma boa missão, uma boa viagem, levamos a recompensa do homem do terceiro milênio dentro desta nova era.

 

Salve Deus!

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

25.07.2018

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