PORTA DO TEMPLO…

Salve Deus!

 

A porta do templo é onde tudo acontece, ou sai ou entra, é como se fosse um portal.

 

Eu, sábado, fui abrir o templo para o atendimento. Chegando em frente havia tantos espíritos parados ali que minha cabeça rodou. Abri o portal e fui me arrepiando até chegar no radar. Voltei, muito calafrio, muita tontura, parecia que iria cair. Os espíritos vieram em massa e foi preciso que na mesa houvesse a passagem deles, não todos de uma vez, mas a cada elevação dos doutrinadores subiam uns dez de cada vez.

 

Foi um trabalho diferente, não havia desequilíbrio, porque eles vieram buscar a cura, vieram de longe, mas eu não sabia a origem deles. Foi então que tudo transcorreu na maior paz, sim, pois Seta Branca não deixou ninguém ser atingido, ser afetado pela energia negativa.

 

Ao deitar-me, como sempre, vou buscar respostas. Cheguei em um presídio, muitas alas, muitas repartições, celas e gemidos que ecoavam pelos corredores. Era uma dor infernal, ser privado de sua liberdade por ter escolhido o caminho do mal. Que ninguém escolha este caminho, pensem muito antes de matar a esperança das pessoas, das famílias.

 

Eu recebi um líquido azul que deveria jogar em todo aquele presídio. Peguei como se fosse um regador e fui jogando. Quando em contato com as cargas negativas ele brilhava como se fosse fósforo. Havia uma reação química espiritual, mas consegui derramar em todo o presídio. Quando aquele líquido caia no chão os espíritos se acalmavam, era pura energia positiva que contrastava com a escuridão do local.

 

Havia um homem que tinha sua mulher e filha ali dentro. Ele veio me falar a sua verdade, porque até então ali todos se dizem inocentes, mas este homem foi trancafiado por um erro judicial. Ele não saiu mais, não tentou nem uma fuga, pois havia algo diferente nele. O que o manteve ali foi a esperança de poder cuidar de sua filha e de sua esposa. Me levou até onde eles moravam e os três ascenderam a força do amor incondicional.

 

Eu fiquei comovido com sua história, mas a sua dor provém de outras encarnações, porque ele foi um homem que torturou muita gente. Desde que eu vi a sua caminhada foi de conflitos. A sua última foi como um coronel que mantinha muitos escravos trancafiados na senzala. O destino fez com que ele pagasse desta forma tudo que ele cometeu, foi tudo então arranjado, todo erro policial e judiciário foi para que ele pagasse por seus erros.

 

Como minha missão estava terminada, eu fui saindo, agradeci ao casal e deixei minha convicção que um dia eles vão sair pela porta da frente. Eu, ao sair, olhei para trás vi que este presídio é aqui no município vizinho de Piraquara. O mundo espiritual criou um corredor de lá para cá no templo. Foi como uma promessa a ser resolvida, mas tudo isso para mostrar o empenho dos mentores em ajudar ao próximo.

 

A nossa missão é assim, os que têm fé e determinação vão se integrando ao mundo de suas conquistas e desenvolvendo sua aptidão mediúnica para levar a mensagem aos espíritos, tanto encarnados como desencarnados. Não importa se aqui tudo está ao avesso, o que importa para Deus, Jesus e Pai Seta Branca é que a missão tem que ser cumprida.

 

Ao desenvolvermos nossa missão assumimos o compromisso de resolver as nossas questões pendentes, mas a espiritualidade aproveita desta rica oportunidade de levar a mensagem do astral aos lugares mais difíceis e tristes da humanidade. Onde houver a dor que levemos o lenitivo, onde houver guerra que levemos a paz… Prece de Francisco de Assis, hoje Seta Branca, Simiromba de Deus.

 

A grande realidade que mesmo muitos médiuns tendo todo conhecimento científico espiritual ainda continuam na velha estrada, criticando e julgando seu próximo como se eles fossem os mais corretos deste mundo. Se fossem como pensam não estariam encarnados ou desencarnados sofrendo as dores de sua angústia. Quem não resolver agora as suas juras transcendentais não seguirá seu destino para sua origem, sua família espiritual. Ficará mais mil anos vagando sem destino e sem rumo.

 

Foi para esta finalidade que Jesus entregou ao nosso Pai a responsabilidade de preparar o homem do terceiro milênio. Não foi para ficar palitando os dentes, mas para empunhar sua espada, sua lança, para desbravar seu próprio coração. Não fique imune a sua responsabilidade, porque enquanto for de carne e osso deverá arcar com sua dor. Depois em espírito saberá tudo que fez ou deixou de fazer.

 

O homem que vive nesta terra nunca terá a tão sonhada paz interior tendo que arrumar a sua casa para os que ainda vão chegar. Nós aceitamos as ordens superiores de preparar nosso convívio crístico para os que têm fome e sede de justiça. Ficamos pendurados no cabide a espera dos nossos amigos e inimigos. É como se fosse um convite, algo que nos coloca na vitrine, para que ao chegarem saibam onde estamos.

 

Temos ciclos que nos regem e para cada um deles sofremos a nossa consequência. De oitenta em oitenta dias nossa roupagem muda e assim os ciclos vão se alternando. Uns pesam mais, depois outros mais suaves, esta á caixinha preta que nós juramos compreender.

 

Não julguem para que não sejam julgados. Foi por isso que os caboclos vieram no final dos trabalhos com aquele festa de energia, para nos trazer a compensação do atendimento.

 

Salve Deus!

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

08.07.2018

, ,

Deixe uma resposta