DIANTE DA MORTE…

Salve Deus!

 

As pessoas na terra, encarnadas, não tem consciência dos atos que podem levar a sua morte.

 

Vemos, então, as muitas críticas sendo levadas pelos pensamentos. E não pensem vocês que isso não atinge quem está sendo filmado. Atinge muito mais que um tapa no rosto, como disse Seta Branca: “deveriam ensinar aos homens a se libertarem dos seus pensamentos”.

 

Quando se tem mediunidade, não digo esta que todos desenvolveram por aceitação, mas pela aptidão do próprio espírito que já chega com sua bagagem do astral, aí é como ser um alvo dentre os atiradores dos dardos. Nossos pensamentos são como dardos afiados que penetram na mais difícil couraça derrubando até o mais duro homem de pedra.

 

É assim que eu vivo, entre os pedaços de memória que nos cobram centil por centil as nossas dores. Eu não peço que me sigam, mas que escutem seus próprios corações, porque todos são tão importantes para Deus que nada há de se perder. Seguir alguém sem ter noção da verdade é o mesmo que um cego caminhar em sua solidão.

 

Este espírito que estava no templo no sábado, um filho de Seta Branca, mas que gosta de falar da vida do próximo e não mede consequências de suas palavras, batia para me infernizar a vida. Dizendo que eu era fraco, que não tinha nada a oferecer, que ele tinha mais poder, que ele fazia e acontecia. Eu fiquei calado, não disse um ai, não retruquei, porque olhando para a imagem de Seta Branca ele sorria com sua bondade. Todos são seus filhos. Uns mais sossegados e outros mais ardentes como a pimenta.

 

Muitas vezes isso acaba me irritando, porque não podemos repelir estas obsessões. Vejam bem, existe a obsessão entre os encarnados que se julgam superiores aos demais e vão disseminando a discórdia entre os vivos. Como seguidor da autoridade máxima que representa a nossa individualidade eu entrego nas mãos de Deus, porque nada mais justo que ele tome as decisões que vão acalmar cada pensamento.

 

O espírito encarnado agora diante de sua chamada, morte, vem pedir perdão. Ele está atormentado pela ideia fanática de poder, que alimentou tantos anos sem conhecer a verdade. A verdade é uma só, amor e amor, mas porém muitos estão se afastando desta condição e experimentando a vingança. Estão pedindo justiça aos justiceiros e acabam se entregando a eles pelos seus erros.

 

Jaguares. Ser um médium tem que ter a nobre visão do seu estado emocional. Não forçar o ingresso na magia os que não seguem o ritmo sagrado. Não fomentar a discórdia quando for provocado. Este espírito que conto esta parte oculta, ele sabe do que se trata, espero que ele leia e relembre tudo que fez. Não cabe a mim julgar, mas ser julgado.

 

Vocês nunca experimentaram um julgamento espiritual e nunca vão saber como é. Não existe amor algum, não existe amigos, não existe nada e ninguém que lhe dê a mão. Ali você está sozinho e entregue em mãos dos julgadores. Isso eu posso falar com muita certeza, porque Pai Seta Branca, Pai João de Enoque e Koatay 108 são testemunhas.

 

O espírito conturbado pela sua obsessão querendo pedir perdão. Porém, bem antes de tudo isso acontecer não foi digno de perdoar. Ele passou parte de sua vida caluniando, mistificando e sendo falso. Sorria pela frente, mas pelas costas ele não largava seu punhal.

 

A noite toda ele ficou aqui me pedindo perdão. Não me deixou em paz. Chegou aqui pelas três horas da madrugada. Eu me levantei e fui para a sala, não queria que sua energia atingisse minha esposa. Mas ela ao levantar também sentindo esta presença me disse o nome de quem era. O mundo paralelo é como um espelho de nosso comportamento na terra. O conhecimento de tudo que é bom nos liberta do mal.

 

Existe uma diferença em perdoar e ser perdoado. Não sou eu quem deve perdoar, mas ele que deve ter consciência e me perdoar. São vidas passadas em reajuste constante. A meta espiritual dele é me destruir, isso sendo um filho doutrinador, porque não há consciência em si mesmo. Coração dos outros é terra que ninguém anda.

 

Será que isso vai acontecer ou a morte será um convite para enterrar de vez estas indiferenças. Eu não perturbo a vida de ninguém, trabalho aqui com muita dificuldade levantando a casa de nosso Pai com muito amor. Eu confio neste povo que aqui trabalha, eles são simples, são humildes e carregam a chama da vida em seu íntimo. Não precisamos multidões, mas somente um poder emanado, Jesus.

 

Diante da morte todos viram santinhos. Pensem bem antes de prestar contas longe da terra. Só eu sei como é lá.

 

Salve Deus!

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

19.06.2018

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