VIDA ENROLADA…

Salve Deus!

 

Aquele que é missionário e não assume sua missão fica sempre com sua vida enrolada, sempre está faltando alguma coisa.

 

Os afetos e desafetos se condicionam em um pequeno espaço que atribuímos de coração. Não exatamente o órgão, mas um lugar, um espaço, acima do plexo físico que guarda as ligações transcendentais. Ali ficam em segredo as forças que se formam no complexo chamado de encarnação ou reencarnação.

 

Recebi a visita de uma jovem, digo, um parente. Boa profissão, bem estabilizada, mas seu espirito está vazio. Falta uma oportunidade de se concretizar nos anseios de seu juramento. Pode ter tudo na vida, mas sempre haverá este vazio na alma.

 

Fomos visitar a sua transcendência que não é onde mora hoje, mas uma cidade aqui perto. Lá estão os seus segredos guardados esperando serem descobertos. Tudo está lá, desde seu futuro amor, a sua realidade, a sua conquista. Mas para alcançar esta grandeza deve primeiro cuidar de sua evolução espiritual, assumir suas juras desenvolvendo seu plexo pela caridade. Mesmo sendo quem é com esta profissão voltada para a cura física, ela não se projeta no espirito.

 

O espirito então fica sem destino, sem rumo, e vai desagregando fatores primordiais que desgastam a sua originalidade. A idade vai avançando os limites de sua vida e com isso as ligações temporais vão se alinhando para outros caminhos. Perdeu então o seu grande amor.

 

Chegamos nesta cidade. Ela foi comigo, visitamos onde ela deveria estar, onde deveria ficar esperando seu grande amor. Ela me acompanhou em todo o trajeto e onde iria encontrar com seu amado. Um cinema antigo, onde os jovens peregrinam em busca de diversão. Ali, haveria o reencontro dos dois e formariam uma linda família.

 

Andei e andei como diz a musica, mas não encontrei o destino certo, pois somente o tempo de presença seria o complemento desta jornada. Assim marcamos a presença no seu destino procurando respostas a grande verdade, os enigmas de um mundo esquecido pelas mentes atrofiadas no desejo material.

 

Vejam como é ter uma missão e não tê-la realmente no coração. Nada da certo nesta vida podendo ter tudo ou nada, mas a alma está vazia. Não há conciliação, não há concretização, tudo fica no oposto.

 

Quando nós nos desligamos da nossa couraça a individualidade fica exposta no seu esplendor. Ficamos como um pequeno barco em um grande oceano. Somos então jogados de um lado para outro tentando nos firmar e afirmar em nossas loucas reencarnações. Eu acho uma loucura toda esta estrutura montada para dar condições aos espíritos formarem seus mundos. Cada família é um mundo diferente uma da outra, são espíritos diferentes, outras dinastias, outras realidades, outras histórias. Tudo está condicionado ao seu juramento, ao que fez e deixou de fazer.

 

Por isso quando chegamos nesta terra recebemos as chaves do nosso passado, da nossa missão para abrir as portas do nosso futuro. As chaves pode perder o sentido se não soubermos compreender a nós mesmos. E elas só vão se definir pela força do seu plexo, do seu amor e de sua jornada. Pai Seta Branca tem assistido a todos os seus filhos em suas lamentações, choram pelos cantos, uns riem, outros se esforçam, outros desistem, mas ele está ali, firme como uma rocha, para não deixar perder um lindo rosário de amor.

 

O filho esquece seu pai, mas um pai jamais se esquece do seu filho, principalmente este pai espiritual que houve todas as vozes da terra. Ele houve tudo que pensamos e não escolhe quem é quem, ele chega de mansinho em cada leito e sopra os eflúvios do outro e da prata. Basta que para isso tenha em sua cabeceira um copo com água sobre um paninho branco.

 

Como falei anteriormente, para a cura bebemos desta água, para quebrar uma corrente negativa derramamos na água corrente. Isso se chama magia do verdadeiro amor espiritual.

 

Não ascendam velas em casa, este é um pedido da espiritualidade, porque quando se acende uma luz os sofredores vêm atrás. Os espíritos de luz não precisam de velas, de luz, eles já são iluminados. Claro que se a energia faltar e precisar da vela poderá acender, falo em caso especifico de rituais.

 

Quando se acende velas em casa os sofredores vão se alimentando desta luz, não a luz da vela, mas das energias que flutuam naquele lar. Todos nós desagregamos células vitais em nossas vidas que vão se alinhando pelos cantos. Umas vão morrendo, outras reativando, mas são pequenas centelhas cósmicas que o espirito descarta. Quem tem, tem, mas quem não tem vem buscar.

 

Preparei o caminho desta jovem e deixei registrado em seu coração o seu destino. Vamos ver como o físico vai reagir diante desta viagem com destino certo. Talvez uma viagem de reconhecimento desperte em seu pensamento, mas se não tiver o rumo certo nada adiantará seguir para outra direção.

 

Voltamos. Deixei-a com seus pensamentos e pedindo a Jesus, Seta Branca, mais ricas experiências que comporte meu eu interior. Tudo que eu estou aprendendo faz parte do meu roteiro.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

04.06.2018

 

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