ÉRAMOS OS DEUSES…

Salve Deus!

 

Conforme muitos relatos das histórias passadas, vemos que a humanidade se aprofundou num sério martírio da segregação racial. As divisões sociais, de classes, de poder, de riqueza.

 

A curvatura nos mostra a verdade, portanto, não é necessidade hoje da implantação deste modelo velho e arcaico da subestimação e glorificação dos que se acham acima da morte. A morte não tem voz e ninguém sabe quando ela chegará.

 

Esta madrugada, onde os espíritos tem a livre consciência de seus atos, o nosso templo espiritual estava tomado por espíritos oriundos das mais diversas origens. Havia muita gente ocupando seus postos de trabalho e muitos ainda estava descendo pela rua de acesso ao templo. Eu via aquilo assustado, porque os espíritos estão chegando, mas sem seus corpos. A sirene despertou os planos em seus diversos estágios indicando a direção e foi desmistificando quem somos nós nestas estradas reencarnatórias.

 

O fato preponderante desta passagem foi de mostrar uma verdade escondida sob o manto do esquecimento. Éramos deuses e tudo girava em torno de nosso ideal. Achávamos deuses, mas éramos de carne e osso. O tempo então mostrou para toda aquela dinastia que também sofríamos do desgaste humano, nossos corpos estavam perecendo da mesma maneira que dos pobres mortais.

 

Desde os tempos que eu voltei nestes passados remotos até agora ainda vemos o espetáculo das mentes doentias travando batalhas e batalhas para sobressaírem sobre os demais. Aqui mesmo em nosso amanhecer vemos os de ontem ainda proclamando as suas denominações, eu sou.

 

Este “eu sou” está agregado ao primitivo tempo da escravidão dos apenados sem direito. Quando um jaguar emite eu sou, ele está reportando as suas origens o que ele foi para que o resgate transcendental chegue para corrigir esta curvatura. Esta curvatura é quase a mesma coisa que um círculo, o plano esotérico das conciliações. É preciso que ele volte pela mesma linha imaginária ao seu passado e seja simplesmente um mortal, igual a todos nós.

 

Quando eu vi chegando diversas origens neste templo daqui do sul, eu me identifiquei da mesma maneira, sendo Faraó, sendo Rei, sendo quem eu fui e por diversas ocasiões não disfarçava meu eu. Procurei então reavaliar minha condição de mestre, seria eu mestre do que afinal, porque minhas pernas ainda estão atrofiadas pela insegurança de um posto dentro de uma hierarquia invisível. Ao voltar na minha consciência espiritual e vendo aquele turbilhão de acontecimentos sendo narrado diretamente no espirito eu vi que nada de efeito nos separa de nós mesmos.

 

Não adianta gritar ao mundo que você é quem é, se você é pai ou filho de alguém, se não tiver consciência de sua verdade. Nosso amanhecer corre o risco de não ser mais ouvido nem aqui e nem lá, muito menos suportar tantos desmandos doutrinários. Os escolhidos seriam os mesmos que lá gritavam aos escravos. Chibata, lanças, doenças, feridas abertas pelo tempo que não cicatrizam, aliás, recebem ainda mais carga para não fechar.

 

O templo espiritual me mostrou uma verdade escondida: Seriam os deuses novamente de nossa missão. A escolha nos revela o silencio das mentes em aceitar os cabrestos impostos pela inverdade. Coração dos outros é terra que ninguém anda e muito menos dos que se acham melhores.

 

Quando estes espíritos entraram no templo e se deram conta de suas ações e reações, eles baixaram suas cabeças e em sinal de respeito uns para com os outros e não se olhavam. Havia ainda um senão dentro de cada pensamento, mas a oportunidade de refazer seu trieiro karmico estava lançada.

 

Quem é que grita no deserto! Ninguém houve sua voz que não ecoa pelas planícies macedônias, nem em lugar algum se faz ouvir. Gritam e gritam, mas não produz efeito algum, somente palavras que caem aos seus pés. Não há mais ligação e interligação, são somente robôs enfeitados pelas palavras de ordem.

 

Eu me vi na minha individualidade, sou muito mais que um somente, mas isso não me coloca acima dos demais. O respeito pela nossa evolução não quer dizer que somos filhos ou pais, porque ao nos acharmos melhores nós criamos a mesma doença de ontem, a obsessão pelo poder. Eu vejo muita obsessão pelo ser em querer ser e não em ser simplicidade.

 

“Meu filho! Seja sempre o mais simples possível” Tia Neiva.

 

Então porque gritar aos quatro ventos que você é quem é se seu coração está vazio de tudo. Não muda nada, mas acarreta mais dividas com seus irmãos. Todos já foram deuses e olha o que construíram deixando para trás as suas ruinas. “Ninguém reconstrói por cima das ruinas”, disse Jesus.

 

Agora, reconstruir um caminho endeusando a si mesmo e aos que são de sua linhagem fere o preceito maior da liberdade. A liberdade de expressar o que aprendeu, de poder ensinar e poder melhorar. O cinto de castidade que estão colocando na evolução dos espíritos trará um reajuste interminável de sofrimento aos que se endeusaram pela questão falecida.

 

Ser espiritualista é estar no caminho da evolução. Mas os homens desta terra novamente estão prendendo os tornozelos com as mesmas argolas de ontem. Não enfeitem seus corpos, mas libertem seus espíritos. O que esta missionária nos deixou foi um legado de consciência, não meras espetadas no corpo nos diferenciando dos demais. Geralmente um mestre de branquinho tem mais a dar que um de sete medalhas.

 

O que eu vi nesta passagem me despertou este medo de voltarmos a sermos os mesmos de ontem. Estamos quase chegando lá, os desmandos, o autoritarismo, a falta de honestidade, a falta de amor. Seta Branca deixou a lei para que houvesse comprometimento com a verdade, mas ela é como um gatilho para que cada um interpretasse na sua linguagem voltando contra si o destino de sua personalidade.

 

Enquanto o homem briga contra si mesmo tentando impor a sua vontade os demais pedem socorro, pedem um pouco de água, pois suas gargantas secaram. Como eu disse, quando o barro seca ele quebra.

 

O barro então secou e agora qualquer impacto pode quebra-lo em pedacinhos. Não digo mais cristais, é puro barro, porque os cristais quando se quebram os pedacinhos deles servem para anunciar o evangelho aos nossos algozes. Cada um deles pega um pedacinho deste cristal e refaz a sua vida. Já o barro não, ele não tem valor algum.

 

Revejam suas contagens e suas verdades. Vale a pena se endeusar novamente subestimando a inteligência divina.

 

Vocês é que sabem!

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

01.06.2018

 

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