ORIGENS…

Salve Deus!

 

Temos, neste convívio, várias origens. Tribos, clãs, povos e todos estão se ajustando ao cenário da sua evolução.

 

Esta madrugada alguns casais foram levados da terra que precisavam de uma oportunidade de se acertar. Eles são pessoas de difícil compreensão, vivem juntos, mas não se acertam na difícil missão de corresponderem uns aos outros.

 

A mediação dos espíritos é algo que devemos ter uma maior noção da verdade, sim, porque eles não interferem no coração, mas eles tentam mostrar a realidade do que acontece. Assim, com conhecimento da velha estrada, dos motivos, das uniões e separações, tudo vai tendo a oportunidade de reavaliar sua condição existencial.

 

Neste compromisso todos vão se ajustando ao cenário acalmando seu eu interior, porque os compromissos são muito além de uma simples união, de um casamento, de um encontro. Quando não temos nossa origem marcada pelo compromisso, somente pelo interesse, nossas reencarnações sofrem um abalo sentimental.

 

Quando foram levados para este plano árido, era como um grande deserto, não tinha nada ali que os motivasse pelo interesse, eram somente almas esquecidas. Ali foi a maior motivação de saberem quem são, porque estão juntos, porque escolheram esta vida.

 

Os casais foram colocados neste mundo, levantados dos seus corpos físicos, para que fizessem uma reflexão de suas uniões. Muitos na terra estavam divididos e outros unidos, era para se ter uma base da evolução dos espíritos. Os divididos iriam aprender a compreender e os unidos serviriam para embasar esta missão.

 

O porquê de muitas separações em que o ódio permanece impregnado na mente humana. O porquê de muitas uniões estarem convivendo plenamente a união pelo amor puro. Aí veio a conclusão, são heranças de povos diferentes, povos que nunca se uniram, eram clãs, tribos que viviam sempre em conflitos, guerras e mortes.

 

Os que vivem em harmonia são da mesma origem e por isso, mesmo tendo alguma rixa momentânea, eles permanecem unidos. Já os que são de outras origens não se aceitam e vivem reclamando um do outro. Não há espaço para que a origem crie seu habitat dentro do amor, porque se busca a ligação remota dos povos.

 

Quando uma alma encontra sua outra metade, veja, não quer dizer que seja alma gêmea, mas um amor esquecido pela reencarnação, eles vão viver uma eterna paixão. Os conflitos serão divididos pela inteligência, desde que os dois se compreendam. Já os que não concordam com suas dividas viverão sempre em desarmonia, sempre irão juntar e separar, porque existe a necessidade humana, o contato, mas quando sacia a sede logo os corpos se separam.

 

Como é difícil compreender estas origens, porque cada qual trás em seu sol interior a sua marca. Deus promoveu este rico cenário de conquistas para que todos pudessem através do esquecimento conviver pela força do amor, do aprendizado. Então, mesmo assim, tendo esta parca lembrança das suas vidas passadas, eles não se acertam. Existe a energia que remanesce no eu interior. Por este duto, um pequeno orifício na alma é que se recorda das posições tomadas lá no espaço.

 

Veja um exemplo, havia um casal aqui na terra que viviam no auge de suas paixões. Mas o tempo foi logo mostrando as garras e eles começaram a cair no padrão da desunião. A morte estava estampada em seus olhos e tão logo eles iriam se matar. Vendo aquele cenário triste de morte, um morto e outro preso, fiz com que cada um seguisse seu destino. Não havia jeito de viverem ou conviverem juntos. Não havia filhos ainda, então seria mais fácil que eles se separassem agora, antes que fosse tarde demais, e continuassem suas vidas. A morte estava estampada em seus olhos, eram origens de um clã de guerreiros que se destruíram pelo ódio. Houve muitas mortes naquele cenário dantesco de dor e sofrimento, mas Deus na sua infinita bondade ouvindo o clamor dos mortos, deu a cada um o seu roteiro. Chegando nesta terra eles se reencontraram pela casualidade do destino e como sempre a paixão cega os espíritos e passa a vingar aquele momento. Quando acaba o mel vem à losna interferir no assentamento.

 

Assim, graças ao entendimento, cada qual seguiu sua vida e eles não se mataram. Não destruíram suas reencarnações mais uma vez. Não foi possível desta vez se unir, por que ainda estava acesa a chama da morte em seus corações. A obsessão pelo sexo oposto trás uma reflexão cultural. São vidas se completando para formar novas vidas. Tradicionalmente somos homens e mulheres com uma rica e feliz oportunidade de manter acesa a chama do amor incondicional. A perda deste laço sentimental desconfigura o espirito a procurar outros laços sentimentais, homens se envolvendo com sua mesma linhagem e mulheres se entregando sem o compromisso de alimentar esta chama.

 

Está havendo na terra uma superstição muito séria que é o afeto solitário, isso está contribuindo para o esvaziamento do coração. Quando um espirito se entrega a um destino sem ser ao que ele escolheu, mas pela solidão do eu interior, ele cai nas armadilhas dos sexus. Ele muda seu sentimento e se aprofunda no masoquismo da matéria. Os corpos são os mesmos, mas o pensamento está alterado.

 

A forte atuação dos sexus na mente humana desvirtua os espíritos em sua condição social. Porque, tudo para eles é físico e não espiritual. Eles são as presas mais fáceis de serem conquistadas e assim logo caem de suas afetividades se entregado aos caminhos mais tristes. Para um espirito saber que ele se descaminhou pelo lado sombrio de sua angustia é saber que errou mais uma vez na sua escolha. A solidão dos mal amados afeta as famílias de dentro para fora.

 

Vejam, não interponho pela terra, mas conhecendo os espíritos em suas agonias temos uma reflexão do momento nesta história. Quando um espirito chega aqui ele trás a sua manifestação karmica. Ele não vem limpo, como os mentores de luz, eles vêm encardidos pela sua situação. Não tem como dizer que um ser humano é da luz, porque ele está encarnado, mas ele pode viver na luz pelo conhecimento adquirido.

 

Por isso meter o dedo na ferida dos outros é responder junto com o devedor. Para os mentores que ajudam esta humanidade é difícil interromper a atuação do karma, mas eles quando ajudam estão livres da interferência. Eles não estão na terra, mas em outro plano livre das cargas desta atmosfera. Por isso temos que deixar a cargo das entidades de luz ajudar. Temos que ser simplesmente doutrinadores compreendendo que temos uma vida do outro lado desta vida.

 

Assim os casais que aqui foram trazidos tinha cada um deles a sua origem diferente. Não eram conflitos naturais, mas de vidas passadas sendo passadas a limpo. Enquanto cada clã não baixar a sua arma não haverá união. Vão voltar do mesmo jeito ou até piores.

 

Reflitam se tudo isso não é a nossa evolução.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

25.05.2018

 

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