VIAJAR…

Salve Deus!

 

Viajar é bom e todos gostam, mas e quando não se tem condições materiais e físicas para isso.

 

Eu proponho aos iniciantes a uma viagem sem dinheiro, sem condições físicas, que naveguem pelos livros, pelas histórias, pelas entrelinhas. Faz bem e aumenta sua intuição abrindo novos horizontes, desapegando um pouco sua mente dos afazeres obrigatórios.

 

Eu viajo muito, sim, viajo dentro da minha individualidade. Vou muito além de onde não se pode ir, busco o conhecimento, busco a minha paz e com isso formo meu mundo de amor e realizações.

 

Nesta viagem, uma missão diferente, regressar na minha origem de infância e rever meus amigos de outrora. Era um lugar que brincávamos, sem medo de ser feliz. Como jovens não tínhamos aquela preocupação com o futuro e nem com o presente, o que importava era o momento. Assim foi uma infância que marcou uma vida. Naquele mundo eu já tinha contato com os índios que me cercavam: Cacique Caiapó, povo do Xingu. Eu, como não tinha conhecimento algum destas manifestações, corria para longe e de lá ficava observando a tribo na beira da mata saudando, gritando, louvando ao sol.

 

1984 quando do meu reencontro com o Cacique foi algo irreal, dentro da magia da sessão branca, ele chegou com sua tribo para me presentear. Ali, naquele momento se estreitou uma longa amizade, que após seu desencarna, ainda continua meu amigo e irmão. A confirmação foi feita.

 

Ontem, no Angical, a tribo chegou para o trabalho. Eu fiquei preocupado, porque não era dia deles, mas ele me disse que estavam ali para assegurar o bom andamento deste trabalho. Não foi preciso ele incorporar no aparelho para dizer, eles falam dentro da nossa consciência. Foram tomando seus lugares ao redor do templo e ali ficaram de honra e guarda.

 

Os mentores têm alertado a todo o momento para que os filhos de Seta Branca retornem para seus templos, para suas missões. É um pedido do Pai Seta Branca. Algo muito sério que eles não querem revelar esta rondando o sacerdócio. Os adjuntos de povos ainda remanescentes em suas classificações estão precisando um reforço para unificar seu povo. Como disse Pai Benedito de Aruanda, Ministro Apurê, a raiz deste continente.

 

O continente do sul começou a ser formando em 1979, quando Seta Branca incorporado em Tia Neiva me chamou e entregou o meu portal. Dali para cá os fenômenos começaram a acontecer, era a reestruturação da região sul. Ficamos neste comando por muitos anos segurando a bandeira sem perder a esperança, até que Seta Branca chegou com sua corte e tomou conta do mestrado. Agora o vejo sempre trabalhando com Mae Iara para assegurar o desenvolvimento mediúnico dentro do que nos foi reservado, a nova era.

 

Tudo vai mudar, vai ser um novo recomeço, vai ser uma mudança na estrutura governamental. Os governos atuais darão lado aos novos princípios e as espadas serão oferecidas no altar divino. Eu serei um que levarei a minha espada a quem de direito irá assumir o sacerdócio. Não aos problemas da terra, mas a diretriz do céu que nos beneficiou com a cultura deste terceiro milênio.

 

Então eu fui viajar. Cheguei à minha regressão de infância e lá encontrei meus amigos de outrora. Todos ainda sendo como eu, uma criança, porque nosso reino é encantado e mostra como somos preparados pela alta magia. Eu consegui me reencontrar comigo mesmo, mas muitos dos meus amigos não, eles continuaram seguindo a marcha terrestre. Estão presos aos caprichos da vida material e não espiritual.

 

A diversão foi acelerada a ponto de irmos diante do grande talismã da vida e pedir clemencia pelas nossas paixões. Hoje somos crianças na roupagem de adultos. Ainda guardamos nossas imagens das matas, dos rios, do campinho de futebol, das brigas, das festas, das emoções. Éramos felizes e não sabíamos.

 

Ao chegar tudo foi uma festa, foi uma alegria retornar ao nosso passado guardado na memoria do eu interior. Assim todos nós podemos viajar, pelas histórias, pelos poemas, pelas saudades. A diferença de mim para outros é que eu vou consciente e revivo o momento atual. Os demais que ainda não tem permissão para abrir sua memoria procurem ilustrar seus dons pelos livros. Uma alma livre voa pelos encantos da terra e do céu.

 

A quem vamos recorrer no fechamento de mais um clico. Eu recorro ao espirito consolador, ao eu diante de sua manifestação. Contrariando o destino karmico eu refaço do trieiro da vida eterna. Somos eternos, a terra cobra seu caminho, e o espirito se desliga pela sua aparência.

 

Motivação, não, realidade extraordinária da fé em si mesmo e na espiritualização do momento. Acreditar em Deus mesmo não o vendo, mas o sentindo. Sentir é uma das faculdades da mediunidade, então se você sente Deus é porque tem seu dom.

 

Vamos lutar pelo nosso amor, pelo nosso amigo, pelas nossas famílias. A família é o mais sagrado conjunto de afirmação sobre a terra. Nada irá mudar, nem o dia que nos laboratórios forem criadas as vidas artificiais. Chegará um dia que a vida se completará e Deus vendo que não tem mais necessidade abandonara todos ao relento. Já existe este preparativo nos grandes laboratórios e as pesquisas estão bem avançadas.

 

 

Não sei prever como será a vida das futuras máquinas que sem o espirito andarão pela terra. Eu só sei que não sei, porque haverá uma desgovernança geral e irrestrita. Será a tal anarquia comandando os mortos vivos.

 

Boa sorte jaguares. Abram suas mentes e aquele que não tem como viajar pela terra que viaje nos sonhos pelos livros que abastecem suas almas de alegria e emoção. Você pode viajar para muito além de sua imaginação, basta participar e se entregar a leitura.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

15.05.2018

 

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