ENCONTRO DO CÉU COM A TERRA…

Salve Deus!

 

Partimos de uma jornada e chegamos ao nosso compromisso espiritual.

 

O nosso ritual de primeiro de maio aconteceu esta madrugada. Se eu falar nos mínimos detalhes não caberia nestas poucas linhas, por isso vou resumir este acontecimento. A maior realização foi conquistada no encontro da terra com o céu. A multidão que assistiu esta confraternização participando diretamente foi muito grande. Os espíritos chegaram com suas condutas e logo foram se entrosando, foram tomando suas responsabilidades e assim o grande templo espiritual foi todo tomado. Como foi lindo, não havia distinção de hierarquia, havia respeito, amor e compreensão.

 

Havia muita profundidade no que tange as vidas em suas vibrações. Os recepcionistas cuidaram da beleza do ritual, os jaguares com suas ninfas estavam no auge da concentração atômica. Muitos branquinhos receberam esta recompensa, pois eles foram convidados também a receber o cálice da vida eterna.

 

Eu fiquei responsável por esta concentração, pelo portal, pela força máxima de uma missão. O portal a que correspondemos é a nossa espada viva e resplandecente. Eu abri o meu portal, o meu mundo e através dele todos foram transpassando de um lado para outro. O céu, então, estava em festa. O caminho foi deslocado para uma superfície dentro da esfera do eu interior. Conforme cada jaguar chegava ao seu sol interior ele cruzava sua espada em força decrescente.

 

O problema maior que a terra pensa ser tudo aqui, no reino material e não no espiritual. Falam tanto na divina amace, mas ninguém ainda viu e nem sabem onde ela está testemunhando os acontecimentos. Esta grande nave se esconde aos olhos humanos para assegurar a inteligência divina. Imaginações suplementares correm as imagens pelos registros in loco que resvalam nas lentes cristalizando efeitos superficiais.

 

Mas quando chegam ao mundo encantado as coisas variam em conformidade ao nosso padrão espiritual. Quando se firma a transferência dos valores de uma ordem indireta para a direta, terra céu, os prenúncios da verdade se tornam realidade, mesmo não vendo as ligações, tudo acontece sem pretensão de fechar as portas.

 

Eu diria que o meu primeiro de maio aconteceu esta madrugada. Para mim e para aquela multidão que assumiu seu papel de mestre jaguar. O universo cantava seus mantras e todos iam subindo e descendo conforme suas mentes acreditavam. Diria que em segundo as horas foram correspondidas e assim quem bebeu o vinho sagrado em mantras curadores teve a maior felicidade. Eu via naquele povo a simplicidade de estar e não de ser.

 

Eu tive esta rica experiência de poder dizer, estamos no reino espiritual, no mundo encantado, nesta grande nave. A divina presença não é como pensam, é algo que nós criamos quando estamos pensativos. Se estivermos dentro desta imaginação ela se molda ao nosso coração. Após o ritual ninguém mais se lembra do acontecido, porque tudo é tão passageiro, o que fica na lembrança são as energias impregnadas no homem luz deste universo.

 

A Divina presença é algo sobrenatural, sem dimensão, sem paredes, sem materialização. Se ela materializasse em cima das nossas cabeças não haveria testemunhas para contar este enredo. Ela é como um grande portal entre as dimensões, ela fica estacionada no sistema cristico para assegurar a transposição dos espíritos de um lado para outro. Se você tem a chave iniciática para estar no principio criador e lá formular seus pensamentos tudo se molda a sua identidade.

 

Foi assim que aconteceu esta madrugada. O grande ritual foi marcado pela nossa presença, uma grande multidão alheia aos conflitos da terra. Todos estavam emanados, estavam irmãos. Quando o ritual estava terminando o povo de Seta Branca foi descendo para a terra. Trazia em suas mãos a energia mais realizadora deste universo, a força do homem jaguar.

 

A grande nave então foi encerrando suas atividades e assim os recepcionistas estavam dando o ultimo retoque para não deixar nada para trás. Todos são responsáveis pela testemunha de todos os tempos. Eu fiquei na porta encerrando e agradecendo aos convidados. Foi a maior conquista de todos que tiveram seus merecimentos de estar neste caminho.

 

Os recepcionistas tem uma grande reponsabilidade como eu vi. Eles são os guardiões dos caminhos, das entradas e saídas, das filas organizadas pela sua conduta. As portas dos templos deveriam sempre ser abertas pelos recepcionistas, Ministro Japuacy, pedindo permissão para o atendimento daquele dia.

 

Em cada coração existe uma rosa e ela só poderá desabrochar quando for regada pela agua da vida. Assim este ritual encerrou mais uma conquista e a grande nave deslocou levando esta concentração para Deus. Ali dentro estavam os nossos ais, as nossas lembranças, os nossos sentimentos. Tudo que aspiramos, sonhamos e desejamos. Para onde ela foi eu não sei, pois ficamos em terra ainda olhando para este céu. Um dia vamos junto para rever nossos amigos contemporâneos desta vida.

 

Quem lembrar guarde em seu coração esta felicidade.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

08.05.2018

 

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