UMA GRANDE MISSÃO…

Salve Deus!

Quando Pai Seta Branca me enviou nesta missão ao templo mãe e Pai Benedito de Aruanda confirmou aqui nos tronos, eu nunca imaginei que seria isso.

Terminamos a iniciação as quatro horas da madrugada de hoje. Chegamos bem, mas a madrugada foi complicada. Fomos divididos em várias equipes de jaguares. Todos doutrinadores, não havia nenhum apará. Esta equipe também recebeu da espiritualidade equipamentos e algumas Cassandra para se locomoverem e abastecidas com água fluídica e sal, muito sal.

Ao estar no comando, sim, porque havia necessidade de ter consciência da razão desta missão, pois o objetivo ainda estava escuro. Chegou um mestre ajanã para falar comigo e disse que seria uma missão das mais difíceis, pois estaríamos entrando em uma grande caverna. Esta caverna fica próximo daqui e os espíritos estão atuando dentro do solo sagrado. Eles saem da caverna como se fosse uma tempestade e vão varrendo tudo que encontram pela frente, destruindo por onde passam.

Municiados e preparados com muita coragem enveredamos para lá. Os jaguares ainda não tinham conhecimento da situação e só ficariam sabendo quando chegassem lá. Esta caverna fica perto de formosa, e os espíritos estão escondidos durante o dia lá e depois saem pelas ruas do vale fazendo arruaça.

Fomos para lá. No caminho somente desolação, tristeza, tudo destruído. Eram espíritos de uma origem tão perigosa que já conheciam a força da estela candente e a precisão do seu poder na desintegração. Então, eles foram estudando como ela funcionava e foram criando brechas no ritual, na precisão, para atuarem sem serem incomodados.

Eu fui na frente e todos vieram na sequência. Estas pequenas naves andavam como muita leveza, não faziam barulho, elas chegavam de surpresa. Em frente a esta caverna nos preparamos, nosso ritual era uma força de injunção, não era agregar correntes negativas, mas repelir elas da nossa aura. Pegamos todos de surpresa, pois eles nunca esperavam que fossemos atrás deles.

Entramos e tão logo começamos a jogar agua fluídica e sal. Foi uma caça aos sofredores milenares na sua caverna, no seu território. Alguns espíritos queriam fugir, mas logo eram pulverizados pela água e desintegravam. Como eram centenas de milhares não havia tempo de saber para onde iriam ser encaminhados. Nossa missão era entrar e emanar, para os mentores fazerem o trabalho.

Eu compreendi que era preciso haver ectoplasma humano que reside em nossos espíritos para poder fazer este trabalho. O céu é muito sutil para fazer este serviço, por isso que nos foi confiada esta caridade. Foi um Deus nos acuda, pois houve uma rebelião e eles não sabiam para que lado correr.

Todos os jaguares presenciaram esta missão e alguns deverão se lembrar dela no decorrer de seu dia. Quem participou desta batalha que vá ao templo para se limpar e reabastecer com outras energias. A caverna foi limpa e asseada com muita precisão, só não foi fechada, porque ela é física. Sempre outros espíritos poderão algum dia formar novo comando.

Eu fiquei refletindo a missão que Seta Branca me confiou lá no templo de Campo Largo: “Meu filho eu preciso de você na casa grande, será uma grande missão que vos aguarda”. Chegando aqui nada ainda me havia sido transmitido, então fiquei manipulando, até que Pai benedito desceu e pediu para me preparar, porque eles estavam aguardando ordens para contra atacar.

Estes Muys, espíritos da guerra, do ódio, tinham a missão de destruir nossa casa. Sendo a casa mãe a grande árvore eles iria cortar o tronco pela raiz. Uma forma que eu vi era a indução de uma força magnética negativa em cima dos dirigentes e por ali começar a infiltrar pela intuição a desordem. Silenciosamente começaram um trabalho de desassimilação da força curadora, pois a homogenia estava quebrada. Quando querem quebrar um exército eles separam seus comandantes e assim fica mais fácil se infiltrar.

Foi um trabalho rápido e preciso. Ninguém se feriu, ninguém se contaminou, mas muita água e sal foram gastos. Ali mesmo, após esta batalha, fomos dispensados e todos voltaram para seus lares. Eu cheguei agora de manhã em casa, suando frio, mas bem. Eu estava bem e espero que todos que foram comigo se sintam bem. Vamos aclamar esta vitória com muita vibração. Sei que muitos não irão se lembrar deste episódio, mas foi tudo feito com a força do mestre jaguar.

A grande caverna foi desarticulada e os espíritos foram retirados pela força deste mundo triste. Aí foi que eu compreendi a verdadeira missão que Seta Branca me pediu. Aqui no templo mãe eu senti muita aflição dos espíritos físicos. Todos só andam de cabeça baixa. Tia na sua mensagem de primeiro de maio diz que agora todos olham para o céu. Mas percebi esta falta de sintonia com o céu, pois a terra está cobrando pelos materialistas um valor muito alto. Seria como um penhor, você entrega sua alma e você recebe seu quinhão, mas lembrando que se você não resgatar este penhor ele será leiloado.

O dinheiro que você deverá resgatar o seu penhor é conquistado com muito suor e sacrifico. Os pactos foram feitos em nome da materialidade dos desejos de prosperidade. Agora endividados terão que arcar com as consequências.

Foi esta missão que me foi confiada. A consciência astral e não a material. Tão logo a caverna foi fechada o caminho de chegada ao templo mãe foi sendo reconstruído. Muitas flores e rosas começaram a nascer do brejo. As ramas selvagens iam cobrindo a desolação, era como se apagasse aquela imagem infeliz.

Graças a Deus e a todos os jaguares que tiveram coragem de participar que vencemos.

 

Salve Deus!

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

29.04.2018

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