PERDÃO…

Salve Deus!

Perdão ao meu irmão, porque:

_ Eu não manchei o nome desta doutrina!

_ Porque eu não maculei a seta imaculada!

_ Porque eu sou diferente de muitos que abusam e usam desta prerrogativa para outras finalidades!

_ Porque eu não compactuo com os desmandos perante a sociedade!

_ Porque eu resisto as intempéries do destino cármico!

_ Porque sendo assim, falo pela razão e sem medo da verdade!

_ Porque quando querem destruir eu não permito pelas linhas mal escritas que esta doutrina seja enfraquecida!

_ Porque eu nunca entrei no mérito judicial para me proteger confiando sempre em Pai Seta Branca como juiz!

_ Porque a verdade dói mais que um punhal enfiado nas costas!

_ Porque para quem sempre pregou a falsidade aos seus irmão dizendo para se afastarem de mim!

_ Porque, eu, também, como figura pública aceitei os espinhos das atrocidades praticadas na calada da noite!

_ Porque, eu nunca retruquei as mentiras que sufocavam as minhas preces!

_ Porque ser verdadeiro é pagar um dizimo altíssimo para levar uma missão escravizada!

Então, eu estou pagando um preço altíssimo para não ser como muitos que ficam bajulando esperando as migalhas caírem ao chão. Ser correto é saber onde coloca seus pés e suas mãos. Ser um nome é não se permitir destruir em nome da vaidade. Ser hierarquia é ter distinção, educação e respeito pelo próximo. Não é se apoderar dos sentimentos, de trocar a luz pelas trevas, mas é assimilar a sua cultura que pode estar atrasada aos demais, ou muito superior, não dando tréguas a sua oficina de trabalho, seu coração.

Na vida missionária os que estão dentro destroem muito mais dos que estão fora. A dignidade se fortalece quando pela paz se curva diante das promessas. Eu tentei dialogar, mas em vão, a falta de princípio cegou este momento pelo qual se rompeu a inteligência.

O trabalho que dá para não cair na miséria dos pensamentos torna a cada dia mais perigosa a vida. Os espíritos vivem sufocados pela ganância do poder, sem regência, sem cultura e sem disciplina. Quando se muda um rito, muda-se seu conteúdo.

Quando se torna uma figura pública a tendência é trazer para perto de si os argumentos insuficientes para entender o motivo das cobranças. Se não queres ser cobrado, devolva, entregue, e vá cuidar de sua vida material e espiritual.

Quando eu recebi esta comenda doutrinária de Seta Branca em Tia Neiva, ninguém veio ajudar, aliás, queriam somente receber as pérolas dos objetos vendidos. Foram anos difíceis de uma luta constante, para não deixar em segundo plano a hierarquia.

Assim, eu deixo aqui registrado a minha opinião de um cego, surdo e mudo, mas sabedor que um dia todos pagam pelos seus deslizes.

Salve Deus!

Adjunto Apurê

29.04.2018

 

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