PALESTRA…

Salve Deus!

 

Quando somos missionários as barreiras não nos impedem de chegar ao destino.

 

Esta madrugada houve uma reunião no mundo espiritual, onde estavam participando os trinos e os adjuntos desencarnados que dariam uma explanação sobre a atualidade do amanhecer. Estava no radar o Nestor, Mário Sassi, eu e mais outro jaguar que estava do lado esquerdo. Ao meu lado direito os adjuntos desencarnados que representavam seus povos, ali, enfileirados.

 

Deu-se a sequencia da abertura e a palestra. Como convidado eu tive a honra de dar as primeiras palavras. Aquele lugar estava tomado de espíritos, mas eu os via como se fossem mortinhos, porque mesmo tendo conhecimento o espirito não tinha consciência de sua verdade. Mortinho espiritual é o espirito que não tem consciência de nada, que vive dormindo, apagado de sua evolução.

 

Aquele lugar estava assim, uma energia desregrada, sem um toque divino. Quando o mundo espiritual, digo, de onde os mentores veem, é um mundo sutil, um mundo paralelo aos planos secundários, então se abre um portal diretamente aonde eles vão se apresentar e dali há uma excepcional continuidade ao exercício da fé, do amor e do perdão. Muitos espíritos que se dizem evoluídos não atingem esta faixa, eles ainda estão caminhando nos enredos da vida e da morte.

 

Quando terminei a minha parte, Nestor começou a sua liturgia:

_ Meu assunto é com estes senhores!

Descendo do radar foi à frente dos adjuntos e começou a sabatinação dos mesmos. O assunto era justamente o toque da espiritualidade no coração do homem.

 

Eu sentei e estava conversando com um jaguar que era de incorporação na terra, porque ele estava trajado com suas armas. Ele me trouxe um presente, algo que eu não poderia aceitar, porque eu estava transportado da terra e o meu charme não poderia estar impregnado. Existem coisas que muitos não entendem que é se apoderar das coisas imateriais, coisas que não pertence à terra e depois pagam um alto preço.

 

O templo em sua constituição espiritual é muito diferente da terra, porque lá os espíritos estão diretamente ligados ao plano de sua conquista. Então, para estar lá Precisava ter um convite, mas como convidar os dorminhocos da matéria. Muitos jaguares só os são na terra física e não se estende além do campo vibracional.

 

O assunto foi muito sério. A transposição as muralhas de *Jericó ao alpendre de Salomão. A luta desenfreada de um mundo que se prende pela morte, um mundo de dor, onde ninguém tem paz. Os espíritos daquele triste destino ainda estão presos em suas juras de vingança. Uma cidade perdida e amaldiçoada. O exercício da vida espiritual nos rega pelos compromissos a serem exercidos em favor da libertação de milhares de seres aprisionados em seus corações. Naquele tempo não havia tanta propagação como hoje da ciência espiritual. O que vemos hoje é uma transposição da história, das conquistas em nome de um Deus. Para nós, hoje nesta missão, Deus é a pureza de nossa manifestação silenciosa, Deus Pai Todo Poderoso.

 

Saindo para o enfrentamento chegamos ao Reino de *Salomão. Um rei muito sábio, mas que acabou perdendo as graças de Deus por ter se desviado do seu caminho. Como sempre a história nos revela os segredos dos reinados que se seguem pela deturpação do poder. Hoje muitas idolatrias sustentam este poder pela riqueza predominante dos resquícios da matéria, sempre exaurindo do povo seus últimos suspiros. A leva de encarnados que supostamente são daquela época nos mostra quantos escravos ainda são pelo testemunho da idolatria.

 

Tivemos uma palestra muito interessante, pois estamos avançando no limiar do terceiro milênio e sem os grilhões nos tornozelos caminhamos pela porta estreita mostrando os resultados de um novo conceito de evolução, a liberdade, coisa que muitos não aceitam, pois discordam em perder o que conquistaram.

 

Muitas destas conquistas foram a pau e ferro, e não pelo suor da honestidade. Para ver o seu passado basta abrir seu presente e deixar se levar pela força de um poder inigualável, um poder divino. O avanço da ciência espiritual tem nos revelado tantas cosias que às vezes perdemos a noção da nossa realidade. Os segredos das reencarnações.

 

Angical nos mostra quem somos nós nesta dimensão que se move ao infinito cosmo levando a nossa reparação.

 

Aos mortos espiritualmente que tenham consciência da vida para que não se percam de novo nas encruzilhadas do destino. Vejam que a cobrança ainda continua viva, porque ao saírem do Egito pela força e não pelo amor, a guerra e os conflitos nunca cessaram. Não sei por quanto tempo milenar eles irão pagar a destruição causada através das maldições lançadas em nome de Deus. Por isso sempre a diplomacia deve prevalecer em todas as ocasiões, porque quem sofre é os menos afortunados.

 

Quarenta anos perdidos no deserto em busca da terra prometida e quando foi lançada a pedra fundamental a paz nunca chegou. Até hoje as mortes não cessaram.

Palavras de Jesus:

 

“Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste! Eis que a vossa casa vos ficará deserta. Porque eu vos digo que, desde agora, me não vereis mais, até que digais: Bendito o que vem em nome do Senhor!”

E, quando Jesus ia saindo do templo, aproximaram-se dele os seus discípulos para lhe mostrarem a estrutura do templo.  Jesus, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada”.

“Acautelai-vos, que ninguém vos engane, porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso aconteça, mas ainda não é o fim”.

 

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

20.04.2018

 

*Depois que os israelitas conseguiram sair do Egito passaram quarenta anos no deserto na expectativa de tomar posse da terra prometida, devido a parte do povo apresentar uma série de resistências, murmurações e dúvidas quanto a fé em Deus, chegando a irar e adorar outros deuses, chegando até mesmo a sentir saudades de quando eram escravos. Apenas dois desses homens, dois dos que haviam saído do Egito, encontraram graça aos olhos do Senhor e contemplaram a conquista da terra, são eles Calebe e Josué. Foi o próprio Deus que orientou Moisés, antes de sua morte, nas instruções ao povo (discursos que estão registrados no livro de Deuteronômio) e na escolha de Josué como seu sucessor para liderar a posse da terra.  

O Senhor prometeu a Josué que seria com ele e o orientou a todo o momento. Todos os homens de guerra do povo deveriam rodear a cidade, cercando-a por seis dias seguidos. Com sete sacerdotes levando sete buzinas de chifres de carneiros adiante da arca da aliança e no sétimo dia que estivessem rodeado a cidade, esses sacerdotes deveriam tocar as buzinas. Dessa forma, tocando as buzinas de carneiro todo o povo deveria gritar, dando um grande brado, para que então o muro da cidade viesse a desmoronar. Assim, o povo subiria por ele e tomaria posse da cidade. Josué enviou espiões para checarem a cidade e teve um retorno positivo, continuando o plano.

Assim procedeu o povo e na madrugada do sétimo dia se levantaram, tocaram os sacerdotes as buzinas, e o povo gritou. As muralhas caíram. O povo tomou posse de tudo que havia nela, somente Raabe, uma prostituta da cidade, que havia escondido os mensageiros enviados antes, para espionar a terra e toda sua família foi poupada. Além de ajudar os israelitas, a atitude de abrigar os espiões indicava que ela estava disposta a ajudar os deuses pagãos que o povo de Jericó servia. Fora isso, tudo povo de Jericó foi derrotado ao fio da espada. Tudo que havia na cidade foi queimado, e somente a prata, o ouro, e os vasos de metal e de ferro ficaram, a fim de serem tesouros da casa do Senhor.

Após a conquista de Jericó, Josué os esconjurou dizendo “Maldito diante do Senhor seja o homem que se levantar e reedificar esta cidade de Jericó, sobre seu primogênito a fundará, e sobre o seu filho mais novo lhe porá as portas” (Js 6,26:27). E com isso Josué conquistou reconhecimento e se espalhou por toda a terra a fama de que o Senhor era com ele.

No contexto cristão, a queda das muralhas de Jericó após sete dias de peleja e do grito do povo, é uma referência de incentivo à persistência e união do povo. E a certeza de que o Senhor ouve e responde ao clamor dos seus.

*O Templo de Salomão

Até então, não existia nenhum lugar especial para cultuar Deus. Os hebreus consideravam que qualquer lugar era bom para fazer preces. Mas Salomão, após ter consolidado o poder, decidiu construir o Templo de Jerusalém. Os mestres vinham de Tiro. O rei Hirã enviou-lhe arquitetos fenícios, cedro e cipreste, em troca de trigo e óleo bruto. A obra deve ter começado em 959 a. C. e terminou sete anos depois. O edifício era um complexo de recintos e pórticos. O muro de pedra era revestido de cedro. Frisos de ouro, candelabros, vasos, altos e baixos decoravam o interior. Essa é a descrição da Bíblia.

Após a sua morte, a Palestina se dividiu em dois reinos. Dessa cisão, veio o enfraquecimento do povo hebreu, a perda do seu território e a dispersão do seu povo. O Templo de Salomão foi destruído cinco séculos mais tarde pelos invasores babilônicos. Reconstruído, foi arrasado novamente, no ano 70 da era cristã, pelas legiões romanas. Dele sobrou, até nossos dias, apenas uma muralha, que os judeus veneram e chamam de “Muro das Lamentações”.

 

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