CULPADO OU INOCENTE…

Salve Deus!

 

O reencontro com uma pessoa física que espiritualmente não perdoa.

 

Sabemos todos que o karma faz parte da evolução. Sabemos que devemos cumprir com nossas juras transcendentais, mas tem os que descumprem o mandamento e passam a jogar nas costas dos outros os seus problemas.

 

Veja bem, esta madrugada, um espirito, eu conheço quem é na terra, ela mora nesta cidade, mas sofreu um impacto do seu cobrador milenar que a deixou com sequelas irreversíveis fisicamente. A queima dos neurônios a transformou em uma pessoa dependente quimicamente. O cobrador, que também é físico, fez de tudo para destruir os laços de afinidade.

 

Quando falamos da responsabilidade com suas vidas, nós falamos que temos conhecimento das leis de causa e efeito. Mas a permanência no erro acaba interferindo no sistema de uma sociedade perdida em seus comportamentos mesquinhos, onde o que importa é a riqueza material. Este procedimento arcaico é o modelo de uma involução que impera dentro de um convívio social. Quem tem mais sempre será mais respeitado.

 

Quando eu me encontrei com ela no mundo espiritual, ela estava transformada, não era a mesma, seu físico ficou totalmente preso à dependência. Como sabe, este tipo de droga reage modificando os padrões comportamentais ela não tinha mais convicção do certo e do errado.

 

A culpa sempre tem que ser de alguém. Ninguém se diz culpado, todos são inocentes. Ao ver este karma cobrando centil por centil, mesmo ainda permanecendo camuflado no coração, senti que ainda há um meio de se chegar ao conteúdo preso ao sentimento. Pondera as tuas palavras, os teus sentidos e a tua missão.

 

Quando se tem missão e não se cumpre, seja por medo, seja por influencia da família, seja qual for o motivo, a pessoa se torna vulnerável a cobrança do seu passado. Passado é tudo que se prende pela desobediência astral. Então, quando nos prendemos pela vida sem conhecer a morte, isso torna ainda mais implacável à cobrança. Não há morte.

 

A forma que ela estava atuando em meu caminho era como formar uma parede diante do sacerdócio que não queria que a missão seguisse seu destino. Foi aí que entrou a força indiana do espaço, na ressurreição dos vivos, mesmo que mortos ainda continuam fazendo as mesmas coisas.

 

Como é fácil ver os erros dos outros, mas como é difícil reparar os próprios erros que se acumulam na escalada do preconceito. A doutrina espirita é uma benção de Deus, mas em meio a um sistema religioso milenar não manifesta a contrariedade. Os poucos que tem a possibilidade de conhecer o caminho de sua verdade vão delineando seus rosários de amor e justiça.

 

Não existe culpado. Existe um despreparo para se autoconhecer, para ver além do horizonte. Em cada comportamento há uma força atuando, harmonizando e desarmonizando. O espirito adoece a si próprio como forma de elucidar seu karma. Sem esta passagem fica difícil resgatar os erros.

 

Só quem sabe e conviveu com este problema pode dar testemunho de sua condição natural, encarnado ou desencarnado. Ao receber esta jovem aqui no meu mundo espiritual, ela veio com quatro pedras e não distinguia a quem acertar.

 

Eu pedi a Deus e a Jesus, sim, este espirito teve uma passagem com Cristo em Roma. Ela reencarnou trazendo a mesma dor, a mesma situação, o dilema de ter perdido o Mestre em sua forma de vida. Maria Madalena, irmã de Lazaro. Lázaro era muito querido pelo Cristo e foi ressuscitado por ele quando já estava sepultado.

 

A história das reencarnações que se firmam pelo tempo na nossa missão de reparar os nossos erros. O homem que tudo fez é a reencarnação de Pilatos. Continua o mesmo, sempre articulando para demonstrar sua autoridade, seu poder e sua desonestidade com seus mentores. Para quem nós mudamos a terra na sua idolatria desumana.

 

Foi, então, que ela recebeu sua resposta. A dor era a forma de ela chegar até Jesus. Não há pecadores, mas um caminho que nos eleva no convívio desta natureza.

 

A quem pertencemos.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

19.04.2018

 

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