OS JUSTICEIROS…

Salve Deus!

 

Na terra temos os órgãos de segurança, mas no espiritual tudo é diferente. Aqui temos os bandidos e lá também tem os banidos do espaço como Tia Neiva descreveu.

 

Eu vou descobrindo da minha forma os enredos da vida e da morte, porque o espirito não se contenta somente com um plano, ele precisa se autodescobrir, se fazer presente. Eu desci muito e neste lugar havia muitos espíritos ligados aos sexus. Falanges de espíritos sem luz, totalmente desprovidos de Deus em seus corações. Eu pedi a Jesus que intervisse naquele lugar para que alguma coisa mudasse, mas nada aconteceu, porque era o mundo deles, um mundo perdido, esquecido diante das provas de evolução.

 

Fiquei observando como era violenta esta manifestação. Eles iam até a crosta da terra e assediavam homens e mulheres com seus desejos e ali retiravam a energia através da inconsciência anímica. Eu pedi muito a Jesus para ter condições de ajudar, mas por fim, fui retirado por uns espíritos que se justificaram como justiceiros.

 

Tem certos lugares que vamos que nos mostra uma realidade absurda, lugares que se os seres vivos vissem mudariam seus destinos. Eu me perguntava: cadê os soldados, cadê os espíritos das legiões, os cavaleiros. Nada, não havia nada ali, somente aqueles gritos como se fossem uivos de lobos. Era uma festa pagã, adoravam não sei quem, uma linguagem primitiva, eles eram espíritos conquistadores.

 

Quando os justiceiros chegaram houve pânico, parecia que haveria uma guerra. Os gritos de festa se tornaram assombrosos, o som mudou e se tornaram gritos de ofensas. Os justiceiros tinham suas técnicas e instrumentos próprios para se defenderem, pareciam armas, mas tudo aquilo foi criado por eles para de alguma forma agir nestes lugares, nestes pântanos.

 

Ao sairmos de lá, de certa forma violenta, eles ficaram com suas mãos levantadas como se tivessem vencido aquela batalha. Sentamos em um lugar distante e eles foram se apresentando. Eram cinco espíritos, três homens e duas mulheres. Todos com suas armaduras medievais, como se fossem de algum exército na terra, algo milenar.

 

Eu queria saber mais, mas naquele momento estava impossível, o perigo ainda rondava os vales das sombras. Eu estava no umbral, como falavam e eu tentava interpretar. Seria Anodai que Tia Neiva falava. Sei que foi complicada esta viagem, mas ainda me perguntava, haveria ali algum tipo de segurança, ou era ao Deus dará.

 

E os bandidos do espaço, e estes lugares onde o sol não entra. Eu diria que seria como uma milícia preparada para combater os espíritos sem luz. Mas olhando para eles, eles não tinham luz, havia somente esclarecimento. Eles não tinham sombra, eram translúcidos, diferentes. Os espíritos sofredores dos umbrais são pesados e dificilmente tem mobilidade, eles ficam presos e irradiam dali para onde querem se projetar.

 

Quando eles conseguem romper a barreira e chegar até um lar eles tornam aquele lugar uma caverna, energia negativa, medo, arrepios, sustos. Tudo vai se acumulando pela fenda que eles criaram, mas é do submundo que eles vibram. Um dia eu vi em uma esquina um despacho e olhando pela terra não vi nada. Mas a noite eu fui conhecer e o espirito dono do despacho estava ali. Ele estava em cima do despacho, mais ou menos 1,50 m, e absorvia pela degradação da oferenda. Do despacho saia uma fumaça cinza escura, como se fosse algo pegajoso, era o odor. O espirito recebia aquela composição que se grudava nele.

 

Bom, eu fiquei meio confuso naquele instante em que os justiceiros me acompanharam para fora daquele circulo vicioso. A gente se mete em cada uma que só por Deus. O que eu tinha que fazer lá, eu fui conhecer e por fim quase fiquei preso. Agora já estou mais esperto, vou ficar ao longe observando.

 

Na terra muitas pessoas se iludem pelo corpo físico e não olham a integralidade do espirito. Não adianta ter um corpo sarado e o coração devassado pelas orgias do pensamento. Não se iludam pelo brilho do espelho, porque ele reflete somente o que você deseja ver.

 

Agora, e estes justiceiros.

 

Ontem em um trabalho especial o espirito que eu mencionei na história anterior chegou com muito ódio. Pai Seta Branca me pediu muito amor, mas vejam, quando o espirito não respeita uma casa de Seta Branca isso me deixa arredio. Eu fui com amor, mas diante de tanta provocação usei a razão. Ela gritava que era filha de Seta Branca e que o Pai a amava, mas ela não perdoava, queria justiça, queria se vingar. A justificativa destes espíritos é somente uma, desmoralizar a nossa conduta.

 

O sol brilha para todos, porém, muitas vezes nós fechamos nossas portas e janelas para ele. Ao ficarmos na solidão do pensamento nossas mentes vagueiam em busca do sol e não encontrando voltam amargurados cobrando respostas. O principio superior de todos é a evolução do coração.

 

Lá, naquela fila que não andava, ela me viu e vibrou tanto para me destruir. Aqui, quando chegou, ela fez o mesmo, dizendo que vai tomar este templo de mim, que vai me destruir. Que o Pai está do lado dela. Seta Branca ali ao lado e ela não o via, ele, porém, escutava seus lamentos, desejando muita luz, muita paz. Soprava eflúvios luminosos da cura do espirito e do corpo físico.

 

Quando não há consciência as pessoas se dividem em duas, pensamento e coração. Nunca se unirão em verdade, serão sempre as mesmas de ontem carregando seus carmas pelo amanhã. Na terra passam de cordeirinhos e no céu são diabinhos. Ou são diabinhos na terra e cordeirinhos no céu. Não há sentido figurativo na humanidade física e espiritual.

 

O lamento dos esquecidos. Tem tantas casas de Seta Branca espalhadas pelo mundo, mas em todas criou confusão. O elitrio que faz esta cobrança a colocará louquinha. Eu não posso admitir falta de respeito com esta casa. Aqui não, aqui existe um profundo respeito e o mais puro amor. Se quiser brincar com sua vida que faça longe daqui.

 

Aqui não jacaré! (ditado popular).

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

18.04.2018

 

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