CASA CHEIA…

Salve Deus!

 

Quando temos uma responsabilidade temos que nos tornar conscientes da nossa verdade. É como a vida que vai respirando os bons ares, lutando pelo pão, cuidado do essencial, o espirito.

 

Quando nos deslocamos para nossa dimensão, vejam bem o que eu digo: nossa dimensão, pois aqui neste plano físico somos matéria se deslocando, aprendendo e compreendendo. É a escola planetária que sustenta o espirito na transição da sua atmosfera fluídica. Eu fui trabalhar no templo espiritual. Cada templo que se ergue na terra acontece à mesma coisa no céu. Vejam quanta responsabilidade que cada mestre assume na sua conduta moral, porque representar um poder de Deus neste planeta físico é se tornar maduro, crescer no seu pensamento, avaliar sua base social.

 

Ao chegar neste plano onde nosso templo está aberto para os espíritos vi que ele estava lotado, tinha tantos espíritos que ficava até difícil transitar. Eu não estava no comando, havia três mestres que estavam respondendo diretamente ao Pai. Como já havia encerrados todos os atendimentos, os espíritos não queriam ir, queriam ficar. Reunidos na pira aguardando o encerramento o primeiro comandante sumiu. Todos ali vibrando com o termino da missão, mas cadê este jaguar.

 

Fui procura-lo.

_ Primeiro comandante! Salve Deus! Estamos vos esperando!

Nada!

Simplesmente o missionário desapareceu. Voltei para o templo espiritual tendo que assumir por tabela o comando dele.

 

Aí nós vemos quem tem responsabilidade com o trato doutrinário. Não é simplesmente comandar ou se tornar comandante, mas é responder pelos seus atos e pelos seus pensamentos. Quando assumimos este papel de organizar, de buscar, de emitir, temos que deixar muitas coisas de lado, principalmente à vida social que levava. Repartimo-nos em dois, primeiro com nossa família, depois com a nossa verdade. Socialmente deixamos de lado as mesquinharias nos tornando conscientes da nossa evolução.

 

Se você não quer largar a sua vida social não se torne comandante de uma nave. Faça sua missão, trabalhe em um templo, mas saiba que se assumir deverá responder. Podemos sim, depois das árduas conquistas termos uma vida social dentro desta tribo. A sociedade tribal do jaguar é diferente, ela é regada pelas bênçãos dos nossos mentores, sem se misturar.

 

Foi então que assumindo o comando da nave eu fechei o portal que nos unia ao céu. Tudo é diferente da terra, pois aqui você já está no espiritual. Na terra seria como um padrão físico organizado pelas chaves ritualísticas. Aqui não, tudo é organizado pela espiritualidade que se desloca em eflúvios.

 

Os espíritos não queriam sair do templo espiritual. Eles tinham tanta segurança que preferiam ficar hospedados para não se perderem novamente. Na terra os movimentos cristicos se elevam na sua maior caridade, mas têm alguns senhores trevais encarnados a frente de países que estão causando muita dor. A estes senhores vamos levar o pensamento na grande nave estrela candente pelo poder da desintegração os seus nomes.

 

Para eles a morte é consequência natural. Eles não se importam com os demais, eles não querem se rebaixar ao principio do fim da sua autoridade. Veja como os encarnados carregam esta violenta irresponsabilidade de ceifar a vida do próximo. Não existe uma gota sequer de amor, humildade e tolerância.

 

Foi mais ou menos neste sentido que a casa estava cheia nesta madrugada. Os espíritos foram chegando e respirando outros ares, outras sintonias. A dor, jaguares, é uma revolta do coração atrofiado pela morte. Quem comanda matando os ideais de uma vida, de uma nação, de um povo, é como se tornar persona ingrata perante Deus e Jesus.

 

Quando todos emitiram suas chaves de encerramento o templo apagou. Não que ele tenha perdido sua luz, é que se fechou o circulo vital dos planos. A terra quando está transitando no campo vibracional ela perde por algum momento o seu brilho. É como um túnel escuro que vai abrindo sua dimensão. Tanto daqui para lá, como de lá para cá.

 

Assim como existe a luz existe a escuridão. Na luz todos estão acesos e na escuridão estão transitando. Eu diria assim: Quando estamos sob o sol estamos vendo o material físico, e quando estamos dormindo nossos espíritos estão saindo de suas couraças e indo para algum lugar.

 

No principio da separação eu sentia um choque que me assustava. Era como se fosse um baque, um coice de mula. Quando eu via já estava do outro lado. Agora com o domínio desta condição é mais suave, mais delicado. Mas nem todos os transportes são iguais, tudo está na mediunidade de cada um. Muitas vezes eu sinto o incomodo deste coice, mas é porque eu não estava em sintonia. Aí vai pela força mesmo o deslocamento. As preces antes de se deitar forma uma melhor condição de não sentir os efeitos da separação dos corpos.

 

Temos dois pedidos dos mentores: fazer nossas preces ao deitarmos e ou ao levantarmos. Tem muita diferença neste contexto. Uma ao deitar é para que nossos espíritos recebam a sua condição exemplar de missionário. Que já subam preparados para seu sacerdócio. A outra, quando se levantar, é para sua vida material, seu pão de cada dia. Para que tudo de certo e nada atrapalhe seu destino.

 

Isso se chama magia original. Tão simples como beber um copo d’água. Tudo que eu escrevo tem um sentido de aprimorar nossa condição espiritual. Não conto como vaidade, mas para que cada um compreenda a si mesmo. Temos que ter uma base para se chegar ao supremo. Tia Neiva abriu os segredos e nós fomos integrados a ele, agora, e depois, será que ficou só nisso.

 

Cada um tem que buscar o seu grande amor.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

09.04.2018

 

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