MISSÃO DO DIA…

Salve Deus!

 

Olhai os lírios do campo que crescem do verde lodo e perfumam as mãos daqueles que os colhem.

 

Os trabalhos foram realizados. Seta Branca no templo com seus pés descalços pisando no solo sagrado. Um exemplo de humildade e amor, uma coisa para se espalhar pelos quatro cantos deste amanhecer.

 

Assim transcorreu o dia de hoje, todos compenetrados com a caridade. Os trabalhos foram de libertação dos filhos de Seta Branca, porque a vida nos cobra centil por centil as explicações. Para quem não consegue sustentar a bandeira rósea do amor fica dependurado no alto do mastro a espera dos lobos que rosnam aos pés sangrados pelas longas veredas sombrias.

 

Filhos de Seta Branca guerreando contra outros filhos de Seta Branca. Isso não é uma doutrina, é um fracasso social, um período nebuloso que marca um atraso na conquista de um mundo melhor. Velas acesas nas esquinas da vida cerceando o direito da escolha. Não para iluminar o destino, mas para marcar o desafeto que acabou acrisolando o espirito no caminho.

 

Quem comandou a casa foi Seta Branca, eu só tive o merecimento de estar sob suas ordens. Lindo demais quando as bases celestiais abrem suas correspondências para a terra. Tudo acontece pelas forças que se formulam no firmamento.

 

Após esta partida e encarrados os trabalhos o curso de centúria teve sua ultima aula. A prontidão do espelho que reflete os ensinamentos de Koatay 108 nos revela as conquistas de um novo mundo, do nosso terceiro sétimo. As cruzadas estão chegando ao seu destino, uma base forte com alicerce bem planejado, o Oráculo na sua extensão.

 

Aulas encerradas e mais pacientes chegando. Os congás foram especialmente abertos e o que mais me chamou a atenção foi na massa cinzenta que veio atrás. Tivemos um trabalho danado para distorcer o torcido, pois parecia rolo de fumo, quanto mais se espremia mais gosmento ficava.

 

Quando de repente entra pela porta uns espíritos esquisitos. Eles vieram atrás dos pacientes. Na frente à mãe de Santo de um terreiro aqui perto. Ela queria saber por que seus pedintes estavam aqui no amanhecer. Naquele instante o templo mudou sua frequência e os caboclos em emergência reagiram no trabalho especial. Uma defumação especial, sim, as forças entraram em combate aberto, de um lado a luz e do outro as trevas. Vocês nunca viram uma guerra santa e teriam medo de ver o que estava acontecendo.

 

Naquele momento em que os caboclos entraram na sintonia da precisão do trabalho, a reação do Oráculo foi de impedir a todo custo à formação deste povo na porta do templo. Eles entraram até na mesa da recepção e dali eles foram todos magnetizados pela força dos Cavaleiros de Oxóssi. Foi como uma massa sendo retirada do solo sagrado. Eram espíritos de chifres, vermelhos, que gritavam o nome de satanás. Horrendos, perigosos e sem medo de ninguém.

 

A mãe de santo (espirito) quando viu o caldo engrossar para o lado dela saiu correndo. Eu nunca vi uma mulher correr tanto. Mas a cambada de sofredores ficou zombando de nós neste trabalho especial. Seta Branca não os deixou invadirem, ficaram somente ali vibrando no ritual de atendimento aos pacientes.

 

O mais bacana é que temos as bênçãos do céu, temos tudo e nada nos falta para o complemento desta obra. Temos nosso Pai bem juntinho dando força e coragem para esta empreitada. Desde já temos ordens diretas para começar os preparativos da nova era. Eles estão chegando e trazendo os que têm fome de justiça.

 

Prepara-te jaguar, a briga somente começou.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

07.04.2018

 

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