FREQUÊNCIA INICIÁTICA…

Salve Deus!

 

Frequência iniciática todos já devem conhecer.

 

As nossas histórias são marcadas pelos nossos destinos e cada um destes milhares de habitantes tem a sua escolha livre para poder triar uma vida regada de bons ou maus pensamentos.

 

Nesta viagem de regresso ao nosso mundo de origem nos deparamos com cenas esquisitas que vão se alinhando ao nosso sol interior. Como neste caso de um espirito cabeçudo, sim, ele tinha a forma de bezerro preto com uma enorme cabeça. Ele vinha para bater em minhas pernas dando cabeçadas e eu me desviava. Foi assim, mas ele não era mal, era um espirito pedindo ajuda e a única forma dele se apresentar foi deste jeito. Todos o esqueceram neste mundo paralelo, e com o passar do tempo sendo prisioneiro dos planos inferiores ele foi alterando sua estrutura espiritual.

 

Começou a conviver com a escuridão e na escuridão não se vê quem é como está seu estado e como vai ficar dali ara diante. Há uma transmutação do espirito de forma que sem noção de sua verdade ele confunde com a ausência das imagens. Com o tempo o espirito preso ao mundo sem luz vai se deformando a tal ponto de não se sentir mais. Exemplo, quando uma pessoa reencarna nesta terra mudo, surdo ou cego. É a mesma coisa que acontece lá, e quando esta pessoa consegue por algum tipo de intervenção da ciência ela ainda desconhece os sons e as imagens.

 

A comparação é simplesmente cientifica e não exclamativa. Assim acontece com estes espíritos separados da luz pelos seus comportamentos. Foi então que saindo pela tangente e me desviando das cabeçadas eu ouvi um som profundo. Era um som de baixa frequência que compassadamente formava um ambiente. Ele estava sendo emitido por uma ordem religiosa, eram padres ou jesuítas que entoavam. O som que saía naquele momento era uma vibração de baixa intensidade, não era cantado em alto tom, mas baixo volume. Era como se fosse um mantra que grudava no meu espirito. Não eram letras, eram murmúrios entoados como uma canção.

 

Fiquei ouvindo ao longe e me interessei em saber sobre a frequência desta manifestação. Comecei a entender que cada tipo de som emitido por nós abre determinadas faixas dos planos da terra e do espiritual. Um som em alta frequência se usa para trazer para a terra os mantras luminosos do céu. Um som de baixa frequência nos ajuda a penetrar no reino animal e mudar uma diretriz. Sabe quando ao ouvir um determinado som, musica, ou mantra, você se arrepia, sente sua pele estremecer. Sim, está havendo uma transição pela onda sonora de uma faixa que ninguém sabe qual seja.

 

Os mantras que entoamos no amanhecer devem ser calculados de forma a assistir a um ritual de precisão. As cantoras do vale sabem muito bem disso e entoam justamente uma frequência ajustada para cada trabalho. Não adianta sair gritando o mantra, deve ser um momento de reflexão e amor pela vocação. Se uma ninfa cantora emitir um mantra gritado atrapalha um ritual, não converge, diverge, causando um desequilíbrio. Agora se ela emitir um mantra pausado em determinadas concentrações ela não se faz ouvir. Cada momento tem uma determinada atuação.

 

Quando eu me aproximei mais do cântico eu silenciei meus pensamentos. Eu ouvia aquele murmúrio doloroso de espíritos ainda presos as suas dimensões. Eu sentia no espirito aquela energia de baixa intensidade. Mas não fiquei muito tempo, porque aquele espirito em forma de cabeção havia me encontrado de novo. Ele vinha e batia nas minhas pernas. Olhei para aquele ser e sem pretensão alguma abri um caminho para ele seguir na direção do som emitido, para chegar até aqueles padres ou jesuítas.

 

O espirito ouviu e seguiu firme. Eu até pensei, será que fiz certo, será que cometi algum erro em fazer isso. Mas ele estava tão distorcido de sua realidade que seria bom para ele ter amigos, ter outra companhia. Mesmo sendo espíritos sofredores ou iluminados eles darão um jeito de acolher aquele irmão.

 

Tem certas coisas que só podemos fazer na missão física, como a desintegração de um espirito. Sem ectoplasma físico não se tem energia para retirar um encosto ou uma obsessão. Por isso nos foi confiado este poder celestial. Não devemos tirar conclusões desnecessárias quando não encontramos respostas porque elas virão no tempo certo. Muitas vezes naquele momento você não precisa de respostas, mas de atitude.

 

Eu já tive varias encarnações mexendo com magia e me endividei muito por não saber diferenciar os canais que se ligam pela mediunidade. Ter um dom ou ter uma missão se difere no aspecto de sua atribuição. Muitas vezes o dom é castigado pelas comparações mentais dos espectadores que buscam ajuda ou por curiosidade. Missão é mais ampla, porque não requer um dom, é algo novo na face da terra. Como vou explicar: Tia Neiva tinha um dom e uma missão, então ela como missionária tinha que implantar pelo dom esta escola do caminho. É diferente, é coisa divina, é ter e não ter.

 

Ser missionário não atrapalha tanto a vida quanto se tem um dom. O dom dói na alma e no coração, são pregos enfiados e pregados na cruz. A missão se faz em nome da caridade e o dom é algo que se liga pelo temporal da mediunidade. Tem muitos jaguares que tem o dom, mas eles preferem serem somente médiuns. Isso afasta a dor do acrisolamento dos cristais que se impregnam no espirito. Vamos dizer assim: em meu corpo físico os cristais vão se materializando a ponto de serem notados os efeitos de suas presenças. Isso se chama cristalização dos eflúvios que pelo dom é atraído. O missionário não sofre este tipo e interferência, porque ele emite na sua linha direta.

 

O dom da vida e o dom da morte.

Um dia todos serão esclarecidos e a obra continuará mais forte do que nunca.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

27.03.2018

 

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