FALANDO COM OS MORTOS…

Salve Deus!

 

Sim eu falo com os mortos!

 

Todos nós do amanhecer falamos com os mortos e com os vivos. A única diferença é que existem barreiras a serem transpostas pelos dois lados. Na morte há uma divisão de planos e na vida existe a barreira do coração que impede de saber a verdade.

 

Todas as noites, quando o neutrôm fica menos denso, os espíritos procuram os caminhos para falar e para contar suas vidas fora da matéria. Tanto os desencarnados como os encarnados, sim, pois a noite é uma criança no modo de dizer, mas ela é mais complicada que possam entender.

 

Eu, quando estou em terra, recebo a visita de muitos espíritos que já morreram fisicamente, vêm e vão ficando por ai a espreita de poderem confessar seus atos. Os desencarnados vivos, transportados de seus físicos, também é a mesma coisa, só que existe diferenças em cada estágio. O espirito encarnado fora da matéria é mais pesado pela composição ectoplasmática que carrega em seu sol interior. Já o mortinho é mais sutil, apesar dele ainda não ser iluminado, ele é mais suave.

 

Muitas vezes os médiuns veem ou sentem espíritos transitando em seus lares e não sabem como agir ou tratar deste assunto. Os espíritos encarnados é que fazem a maior confusão na terra, porque eles estão presos a terra e é mais fácil deles atuarem em determinadas condições humanas. Um espirito ao se transportar inconscientemente viaja na energia do físico, ele fica condensado aquele ambiente social, por isso os fenômenos são mais contundentes. Já os mortinhos não tem esta facilidade, eles podem atravessar a barreira, mas eles não atuam diretamente na terra. Eles têm que ter um canal sensível para se manifestar: tipo um médium de transporte.

 

Recebi esta manhã dois espíritos que vieram provar minha condição mediúnica. Um era mortinho e outro ainda vivo. O mortinho estava sofrendo as suas dores, as irresponsabilidades que tratou sua passagem pelo planeta. O outro, encarnado ainda, veio na mesma condição, desabafar a sua vida familiar, seus ais. Como eram vitimas de suas próprias falhas eu compensei com o desagregar das energias deles mesmo. O espirito vivo estava sofrendo um desequilíbrio em seu sol interior pelo excesso da energia e o sofredor estava também sofrendo pela ausência desta energia. Como fazer para compensar esta transferência, pois um reclamava os efeitos de sua dor e o outro aguardava a recompensa para poder seguir.

 

O translado se dá pela força do nosso amor incondicional. Eles estavam em planos distintos, mesmo estando no espiritual, suas faixas eram diferentes. O espirito carregado de energia estava prestes a explodir em seu plexo e ou outro estava vazio. Os portais, sim, o conhecimento de tudo que é bom nos ensina a magia original. Como nós estávamos em três planos diferentes, eu na terra, a mulher transportada e o homem no espiritual, foi simplesmente abrir o neutrôm em cima de todos. A energia foi sendo transmutada pelo vórtice atômico, uma aliança de Deus com os homens desta terra.

 

Ao formarmos a corrente magnética, mãos com mãos no circulo vital, a energia percorreu os nossos corações, nossos mundos diferentes. Foi uma violenta descarga que nos atingiu, eu recebi a força da terra, ela recebeu a força do seu plexo e ele foi alimentado em seu espirito. A energia fez um paralelo, digo, circulou pelas mãos e condensou naquele desencarnado. A mulher se equilibrou, o sofredor se alimentou e eu fiquei em paz.

 

Quando os movimentos espirituais se fazem presente em nossa mediunidade, nós devemos ter consciência que podemos reaver os instrumentos que foram esquecidos pelas madrugadas e pelo frio escaldante. Fomos apagados em nossas lembranças como castigo de não ter aprendido a fazer o certo.

 

As memórias do astral nos foram cerceadas com objetivo único de aprender tudo de novo. São novos desafios, nova chance, novo horizonte. O que mais complica o médium é que ele tendo este canal sensível se porta indiferente aos fenômenos da espiritualidade. Os espíritos ainda estão presos aos seus mundos, mas quando começarem a materializar seus espectros eles todos virão com toda carga para mexer em nossa personalidade.

 

O ritual é simples, nós que complicamos. As leis estão aí para serem seguidas, segue aquele que compreende a si mesmo.

 

Vejamos então a magia original. Ela é composta de fluidos que se alternam pela sucessão de fenômenos. Quando estamos em meio à força de um poder, as reações se estabelecem pelo sincronismo universal. A magia nada mais é que a gerencia dos átomos divinos. Temos a energia da terra que pode curar pelo simples toque das mãos. Temos a energia do céu que só pode curar quando tem livre acesso ao físico, isto é, por um canal que sustente a emissão destas forças. O amanhecer de Seta Branca é este canal livre que abre os portais para os médiuns entrarem nos três reinos de sua natureza.

 

A natureza é magia original, nós que esfriamos nossas mentes. Estamos procurando magia muito longe, no céu, estando ela bem aqui ao nosso lado. O movimentar de nossa espada em sacrifício próprio ao bem da humanidade. Isso é magia natural, sem interferência, onde todos os espíritos precisam desta composição atômica.

 

Deem valor ao seu mundo. Conservem os três reinos desta natureza para que ela chegue ao terceiro milênio sem ser molestada e contaminada.

Enquanto os cientistas procuram abrigo nas estrelas o homem simples procura o que comer e beber.

 

A sustentação do nosso amor é pela nossa conquista e a terra faz parte deste caminho.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

23.03.2018

 

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