REUNIÃO…

Salve Deus!

 

Estamos sempre caindo no mesmo padrão, nada céu, tudo somente terra.

 

Eu recebi áudios que me enviaram e fiquei espantado com o assunto contido neles. Escutei um por um e a energia emanada era esquisita, pesada e sem uma conotação espiritual. Ao ouvir esta triste melodia me trouxe a recordação de nosso Pai: “Somente dos céus ouvireis”.

 

Ao subir para o mundo espiritual fui remoendo aquela impregnação mediúnica, sim, impregnação porque não havia nenhuma manifestação espiritual, era tudo terra, tão somente terra. EU SOU. Ao repassar na memoria perispiritual os mesmos erros que se vem cometendo ao passar da missão, um culpado, uma cruz no horizonte, mais um cristo sendo martirizado.

 

Sabemos dos erros que se cometem pela esquerda de nossos corações, mas estes erros são frutos de uma miragem alucinatória degradante pelos quais a vitima será repaginada em sua decisão. Dai a Cesar o seu quinhão, mas olhando pelo lado direito vemos que a mistificação se espalha como corrente elétrica e não magnética. Uma corrente elétrica é voltada ao padrão físico e não se estende além-pensamento.

 

Estas reuniões fora do contexto que envolve dois mundos são fixadas somente neste plano físico, não vi em nenhuma delas registros de uma entidade, de um mentor. A energia é volátil, ela tem seus padrões de alternância, ela sobe e desce, são picos que se alimenta pela descarga desagregada e quando uma se choca com a outra não dissipa, ela se reorganiza e aumenta sua carga. São duas fases da mesma linha, não se tem os opostos, então não desintegra, fica girando no orbe humano.

 

Não defendo nenhum e nem outro, defendo a experiência do jovem mestre que se confunde com sua realidade dentro deste sacrifício humano para se conduzir ao altar supremo oferecendo sua integridade emocional para sustentar sua conduta moral.

 

Foi assim, revendo os áudios que interpelei o meu caminho. Ao sair do físico e entrar no silencio da madrugada onde o galo não canta a voz suave dos espíritos se manifestavam diretamente no eu. Os homens desta terra não ouvem mais a sabedoria do universo que se fecha em suas integridades.

 

O mesmo erro de ontem, o mesmo destino de hoje. O problema é somente isso: Eu sou. Isso que está movendo esta estrutura das convivências e conivências terrestres de que tudo me pertence, nada entrego e tudo eu sei. A energia atrofiada pelos desejos de destruição foi jogada na mesa como cartas do destino karmico obstruindo a mente do sofredor encarnado.

 

Procurei Pai Seta Branca e ele não estava, não veio e nem viria fazer parte deste acervo conturbado de noticias. Vi que estava sozinho naquele emaranhado de energias pesadas e sofrendo o caminho que não era meu. Sai pela força da gravidade, fui puxado para fora, e o espirito passou pelo portal.

 

Falam bonito e de suas bocas saem mantras pesados da sustentação física. Ouvi com clareza e nenhum sinal de humildade eu observei. A grandeza em que o homem sempre destruiu a si mesmo e aos demais a sua volta. O mesmo cristo de ontem na mesma história de hoje. Se quiserem fazer um novo amanhecer comecem de baixo, comecem uma nova missão. Comecem reestruturando seus vícios e formando seus oráculos, seus aledas e não se voltando contra as vossas evoluções.

 

Como disse Tia Neiva quando as noticias estavam contra nós. Não meus filhos, se nos tirarem daqui eu vou construir um vale do amanhecer maior que este. E ainda, quando falo nas promessas de Seta Branca, digo com mais convicção, ouçam as vozes do céu e não as da terra.

 

Um dia eu estava no templo mãe e uma criança encarnada com cinco ou sete anos de idade estava passando em um trabalho na cura. Ela olhando para cima disse que iria construir um templo maior que este. Foi assim espontâneo que marcou a experiência das reencarnações que tanto falam, mas que não entendem nada sobre o merecimento.

 

Ninguém, somente eu remoendo este som que se impregnou na mente espiritual. Vi que a questão não é somente revelar os destinos, mas fazer parte de um enredo conturbado de emoções conflitantes. Humildemente ninguém dali ofereceu seu cálice ao seu irmão. O mesmo sangue derramado corre nas veias do destino. A mesma espada pintada de vermelha mais afiada que as vozes.

 

Eu não compactuo com os desmando doutrinários. A tempestade não foi criada por um único humano, mas por todos que estão no mesmo barco. A rede foi jogada e os peixes alcançados. Vão dizer que isso é aquilo e vão correr na contra mão das mesmas forças. Sempre na margem esquerda do rio caudaloso. Alguém convidou o executivo do amanhecer para fazer parte desta reunião, ou mesmo Seta Branca ou Mãe Iara.

 

Quem arrumou sua cama que deite sobre ela. Quando pediram a cabeça do Mestre Tumuchy por ter se comprometido com seu rosário de dor, ninguém quis carregar a sua cruz, todos se fecharam no seu coração. A fantasia de ser o que não é nesta representação do céu na terra. Representar não é ter, mas prestar contas de sua condição.

 

Eu assisti o ultimo suspiro de um mestre, de um irmão, de um amigo. Quando em sua casa enfermo e caído na solidão ninguém o tratava como sendo da mesma evolução. Era somente um homem crucificado. Ele me chamou, sim, eu estava aqui no sul quando me ligaram de Brasília. Era ele me convidando para uma conversa de irmão para irmão. Ao chegar lá na sua dor eu senti a despedida pela brisa de Aruanda que soprou silenciosamente na minha face.

 

Sentado em sua cadeira de roda pediu-me para coloca-lo no sofá de sua sala. Assim entre a dor e os sorrisos forçados ele se mantinha ligado a mim. Não era fantasia, era a pura realidade batendo na sua porta. Eu assisti sua passagem e sabendo que um dia todos farão a mesma viagem. Voltei, vim embora amargurado com aquele triste fardo que colocaram em suas costas como sendo um animal irracional. Ao chegar aqui no templo a Mãe Iara me chama e disse que eu tinha uma visita. Era meu irmão Tumuchy, ele havia desencarnado e agora livre das amarras estava feliz.

_ Salve Deus meu irmão! Sou eu! Mário! Eu vim me despedir! Tô indo embora!

Conversamos sem delongas, porque ele tinha que seguir com Mãe Iara e por isso ele veio se despedir, pois a nossa conversa quando encarnado foi uma libertação. Os conflitos anteriores foram jogados na mesma mesa do destino sem camuflagem e sem cobrança.

 

Por isso mestres e jaguares, não confundam a vida com a morte. Formem seus amanheceres e sigam com suas emissões por todo este universo. Eu também fico chateado com as decisões tomadas contra o principio das forças, mas vendo por este lado eu me afasto, porque a dor vem e eu digo que ela é um fardo pesado demais.

 

A reestruturação doutrinária está bem próxima de acontecer. Os caminhos serão massificados pela mesma energia resultante dos pedidos de justiça celestial. Mas quem tem culpa nos resultados de uma decisão. Quem julga e quem será julgado. Eu falo com toda clareza sobre ser julgado porque são energias pesadas das mentes deturpadas.

 

Eu estou no silencio da mente só observando os conflitos se alastrando pelo firmamento. Já fui muito julgado nesta tribo por ter voz na chamada dos grandes iniciados. Vai chegar à vez de cada um prestar a sua conta. Eu paguei quantas vezes por erros cometidos pela hierarquia assinada em documentos e registrados em cartório. Ninguém assumiu seus erros, sempre tinha alguém a ser culpado. Eu aguentei todas as provocações do mestrado, senti o punhal sendo enfiado em minhas costas. Fui escondido pela clarividente e por Seta Branca, porque eles sabiam tudo que se passaria nesta encruzilhada do destino. Até hoje eu guio a minha nave longe da curiosidade humana, mas sendo guiado pelos olhos da espiritualidade.

 

Um dia tudo vai ser revelado e haverá a distinção do karma. Eu só estou esperando as ordens de cima para recompor este cenário dantesco de energias sublimes e curadoras. Não haverá afirmação doutrinária de quem é quem, mas de quem cumprirá a missão.

 

_ Meu filho! Salve Deus! Irão acontecer muitas mudanças neste amanhecer! Seta Branca.

 

Paz aos homens de boa vontade!

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

21.03.2018

 

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