APRENDENDO A CAMINHAR…

Salve Deus!

 

Fim dos velhos tempos e com ele o fim de uma linhagem.

 

Os velhos vão dando lugar aos novos e os novos sem superstição vão se alinhando aos desafios que hora competem aos mais esclarecidos. Este momento é superficial de uma engrenagem que degastou no tempo as suas entranhas e busca no conformismo a sua identidade.

 

Quando aprendemos a andar nós não nos firmamos mais nas convicções, porque o caminho é árduo e cheio de promessas, mas o que mais nos chama na razão é que lá na frente temos uma bifurcação. Um caminho é da sabedoria e outro da popularidade. Eu fiquei parado em frente à porteira e decidindo qual caminho é a nossa verdadeira estrada. A sabedoria ou a popularidade. Bom, eu acho que cada um deverá descobrir por si mesmo.

 

Quando eu subi esta noite estava sendo realizado um ritual de desimpregnação magnética. Nos primórdios tempos dos nagôs os rituais eram dentro de um principio humano onde os descendentes dos velhos contemporâneos ensinavam a magia para seus descendentes. Hoje não temos mais a clarividente ensinando, ainda, é claro, mas no mundo dinâmico este espirito clarividente atua em conformidade ao seu povo.

 

Neste ritual esta mãe de todos nós manteve sua identidade de Tia Neiva para que todos a identificassem, sim, pois novamente em terra ela tem outro corpo, outra forma que todos ainda desconhecem. Pai Seta Branca disse que aqui neste templo muita coisa iria mudar, sim, pois o conhecimento da verdade é para poucos e não para milhares.

 

Eu ainda estou no comando deste amanhecer. Ainda prezo pela abertura mental destes filhos que buscam suas origens. Sei que é muito difícil haver compreensão dentro desta tribo, porque ninguém quer baixar sua cabeça, todos só querem ser doutor e ninguém discípulo. Mas o fim de uma linhagem esotérica está chegando ao final da reta, como me provaram as movimentações etéreas, porque o maior castigo é dominar um poder sem ter conhecimento de sua estrutura. Toda estrutura espiritual é maleável, ela se adapta ao sentido da magia, da profecia e não das ordens da terra.

 

O projetar mentalmente nossa afirmação doutrinária estabelecemos um conjunto de forças pré-estabelecidas na organização celestial. Os poderes são então destinados de forma ordeira e não aleatória, pois nada se perde em uma contagem.

 

Cheguei ao ritual e fui convidado pela ordem superior a conhecer meus impulsos dentro desta avançada ciência esotérica. Quando ela, Koatay 108, emitiu no aroma das forças divinas o sistema todo ouviu seu canto e as densas nuvens catalisadoras foram se dissipando. Havia uma nuvem escura em cima da cabeça dos pensadores, uma energia negativa. Ela não desobstruía a aura e trazia dor, enfermidade e intranquilidade. Quando na força de um poder absoluto houve a desintegração desta nuvem com muita violência pelo choque de duas correntes.

 

Koatay 108 estava com seu uniforme marrom, o mesmo da foto atrás do cristo, e com vigorosos gestos de sua envergadura manipulava as ondas gravitacionais. Estas ondas se formavam no espiritual e desciam com força para a terra. Pareciam energia solar, raios solares, mas era diferente, era como milhares de impulso elétricos sendo projetados. O aquecimento e resfriamento dava uma sensação de vida e morte.

 

O vale do amanhecer recebeu uma carga magnética descompensada a ponto de acalmar esta falta de compreensão. Os espíritos aliciados pelas diversas formas de conduta foram acalmando seus corações e aos poucos tudo foi se esclarecendo. Seria um poder respaldado pela ciência que se confunde com as variações climáticas.

 

Eu recebi a centésima parte do poder emitido diretamente da cabala para a terra. Sim, veja bem, uma doença pode acometer o físico pela variação do pensamento humano. Eu recebi a minha parcela de dor pela qual subi neste pedido de amor e perdão. Ao passar pela desimpregnação mediúnica pela qual nossa profetisa estava despachando no comando de sua hierarquia, nós aqui embaixo vamos conscientizando da nossa participação.

 

Vou formando meu mundo de conhecimento dentro da formação dos espíritos e não da terra. Há muito mais a ser aprendido fora da matéria do que dentro dela. Nós já temos uma escala de motivos que nos deu a formação de mestre jaguar, agora, quem aprendeu a andar sozinho terá novos desafios e motivos para confiar em sua missão.

 

O sistema está pronto, acabado, mas o conjunto de afirmação ainda é novo e cheio de surpresas. O mundo espiritual é dinâmico e não fica estacionado, ele varia de conformidade à cultura. Uns adiantados e outros atrasados.

 

Quando Koatay 108 me chamou eu estava ainda em terra. Não foi muito difícil desligar as baterias do físico para entrar nesta dimensão. A surpresa é que ninguém espera o dia do amanhã, porque só vivem no ontem superando suas crises do hoje. Por mais que tenhamos toda uma estrutura nós ainda estamos engatinhando nesta escola.

 

Uma força magnética varia em conformidade a sua aplicação. Dependendo de como será usada ela pode ser pesada ou leve, então, vejam que nós somos espelhos de nós mesmos, porque na curta prece idealizamos um conjunto de fatores primordiais que sincronizam no eterno balé dos movimentos cristicos.

 

O ritual foi compensador, mas o destino ainda é incerto. O fim de uma linhagem hierárquica trará novos conceitos de amor e justiça. Ninguém é eterno, somos variações de um sentimento. Ninguém pode ser Deus ou dono dele, mas podemos ser deuses, sim, na significativa ordem direta. Quem tem a chave de sua vida tem a sua aplicação na morte.

 

Fui desimpregnado. Vou pedir ao Pai Seta Branca que nos ensine o verdadeiro caminho dos grandes iniciados. Voltei com uma única certeza, o que virá será de conhecimento amplo e irrestrito.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

17.03.2018

 

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