DESTINOS

Salve Deus!

 

Salve Deus meu filho! Está tudo certo!

Pai João de Enoque.

 

Saindo desta mensagem eu procurei respostas para os eventos que se prenunciam na corte, porque está havendo uma correria sem precedente na forma de buscar sua identidade perante os mundos espirituais. Cada qual busca a sua afinidade, uns com a grande casa, outros com as raízes remanescentes, e outros ainda estão se sintonizando.

 

Esta noite eu passei em vigília constante, um ritual, uma ascensão, algo estava acontecendo no limiar da mediunidade. Nós tínhamos no amanhecer três raízes que formaram a base doutrinária. Estas raízes deram o principio da organização cristica do assentamento na terra das forças do céu. O canal foi formado com muita precisão dentro da contagem dos grandes iniciados que trouxeram as forças decrescentes para este plano denso.

 

Hoje, temos de concreto, somente uma e que representa a força curadora. Esta força está tentando sobreviver diante das cargas pesadas impostas neste caminho, neste destino que muitas vezes se torna amargo com gosto de fel. Muitos jaguares tem procurado o despertar de sua consciência anímica, mas tendo o repouso de sua cabeça no nascer do sol recebem as forças do comando maior, Seta Branca.

 

Quando a casa grande não assiste o caminho, as estradas se alargam em diferentes situações. O que era para ser um código secreto passou a ser uma incógnita mental. A quem pertence este comando na terra, sim, pois se havia três menos dois então alguém representa ainda esta supremacia missionária. O quarto poder era subjetivo, dispondo dele e não tendo raízes. Camuflamos com as inverdades nossos corações, mas na cristandade sempre foi assim, sempre o orgulho fez parte das aberrações que tomaram a força um conhecimento e o usaram em beneficio próprio.

 

O maior conflito está no coração e não no espirito. Como desta noite em que assisti acordado todo um processo meticuloso. Sem sono, mas em transe, porque o registro se dava em suas fases, terra e céu. Como descrever o nosso destino sem que participe dele na sua escolha aleatória.

 

Foi então que nos separamos pela necessidade de nos descobrir quem somos nós. As velhas estradas se abriram na confirmação do mestrado que geriu por sua conduta moral o distanciamento das inverdades. Cada qual buscou seu meio de chegar ao seu fim, e para isso todos foram induzidos a caminhar sozinhos em busca de suas respostas.

 

Como disse Seta Branca: com os pés sangrentos para reencontrá-los. São caminhos desiguais, mas que lá no fundo a organização é a mesma. Todos partem de uma necessidade e ao chegar ao supremo o funil estreita até que se misturem novamente. Seria como água e óleo, se não tiver um reagente químico não há combinação.

 

Química, meus irmãos, isso é pura química. Todos devem lembrar-se da alquimia quando dominávamos este poder da transformação. Átomo por átomo se separavam e se unificavam, fazendo água virar pedra, cortando pedras como um laser e fazendo-as levitar de um lado para outro.

 

Por isso cada qual depositou sua herança no seu sistema em desenvolvimento. Cada qual tem um destino logico e repleto de fatos históricos, sim, porque são reencontros dos velhos personagens anímicos. Todos procuram respostas e só irão encontrar quando livres de suas juras transcendentais puderem dizer: Eu sou.

 

O ritual foi significativamente especial para mim, mas o que mais me incomodava era a ligação temporal que me prejudicava. Eu não podia sair e nem entrar, fiquei a meio caminho, uma situação estranha de estar no etéreo e fisco ao mesmo tempo. Um estado emocional distorcido. Chamo de transe, um desligamento temporário da mente que se liga a dois planos em diferentes etapas.

 

O maior problema de nossa missão é desacreditar em nós mesmos. Somo eternos viajantes do espaço e cada qual tem que procurar o seu lugar nesta história. Ninguém vai nascer ou morrer por você, então, a sua estrada é sua e não pertence a mais ninguém.

 

Somente uma coisa, faça o melhor possível dentro de sua condição para estar dentro do principio superior e não deixar cair a sua honra desmoralizando sua família e seus amigos. Enquanto a houver vida haverá coragem.

 

Os templos do amanhecer são moradas de nosso Pai. Em cada um deles ele está presente na condição invisível de seu amor. Não adianta querer enganar a si mesmo cultuando um deus pagão. As forças reagem em conformidade ao nosso instinto, uns são caçadores, outros caçados. Já fomos caçadores e agora estamos sendo caçados, por isso tem que ter cuidado e disciplina dentro deste comando.

 

Vamos então ao ritual pela nobreza de caráter. Este caminho nos revela a nossa evolução, não pelas testemunhas do tempo, mas pela nossa verdade em restabelecer a cultura do Evangelho Vivo e Resplandecente.

 

Estamos sujeitos às intempéries do nosso destino karmico e isso pode ou não alterar nosso estado biológico quando separados do material. Por fim, quando estamos gentilmente separados vemos a transfiguração do nosso eu.

 

O fechamento de um ciclo perigoso para esta campanha que distorceu a realidade desta tribo de jaguares. O sol ainda brilha no firmamento e nós ainda estamos cegos.

 

A grande árvore se fechou em torno de sua ilustre memória deixando suas raízes secarem. As ramas estão perdendo vitalidade e seguindo outros destinos suas folhas estão despencando. O solo seco está rachando e a mãe que não cuida de seus filhos vê a morte chegar. O choro de uma ilustre alma perdida no egoísmo de sua profunda desapropriação.

 

Por isso João de Enoque me disse que está tudo certo. É porque ele sabe o que cada um está passando neste cenário dantesco de dor e medo. Sim, o medo nos torna covarde em relação a nossa conquista. O medo nos faz perder a vida quando temos que decidir naquele instante o caminho certo. Se tiveres medo não empunhe tua espada e nem de as costas para seus perseguidores. Saia de mansinho e se proteja.

 

O meu mundo é assim, altos e baixos, porque para se viver neste tipo de turbilhão é necessário se conhecer e conhecer o seu sistema mediúnico.

 

Logo teremos noticias boas e más.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

10.03.2018

 

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